O relatório descreve setembro com desempenho ligeiramente inferior ao CDI no Idex-CDI, embora o índice ainda estivesse acima do benchmark no acumulado do ano. Os spreads do Idex-CDI ficaram praticamente estáveis no mês e abaixo da média histórica, enquanto o Idex-Infra sofreu forte abertura de spreads, parcialmente compensada pelo fechamento dos juros reais. No mercado primário, o volume de debêntures, CRIs e CRAs mais que dobrou em relação a agosto, mas praticamente não houve emissões de debêntures de infraestrutura pelo terceiro mês consecutivo. No início de outubro, os ativos de risco passaram a refletir intensamente a agenda eleitoral, com valorização do Ibovespa e fechamento das taxas de juros.
O relatório não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos de posições nos portfólios. Apresenta apenas a fotografia corrente dos fundos, com percentuais de alocação, número de ativos e emissores, carrego e prazo médio. Nos fundos que divulgam essa informação, a alocação indicada varia de 80% a 98%.
A gestora considera que a abertura dos spreads de infraestrutura foi motivada em parte por vendas de tesourarias e resgates de fundos, sem aumento de risco de crédito compatível com a magnitude do movimento. A combinação da abertura dos spreads com o valuation atual leva a gestora a classificar as debêntures de infraestrutura como o ponto mais atrativo do mercado de crédito naquele momento. Seu cenário-base também prevê que ambos os candidatos à Presidência terão incentivos para avançar, nos próximos doze meses, na revisão dos estímulos ao crédito setorial, com preservação do estoque. Após o primeiro turno, a curva passou a incorporar cortes contínuos de juros, convergindo para a expectativa indicada pelo Focus.
A gestora ressalta que a valorização recente dos ativos está ligada ao favoritismo atribuído pelo mercado a um candidato e à expectativa de uma agenda fiscal mais austera em um eventual governo. A preservação do estoque de títulos incentivados integra o cenário-base, não um resultado já definido. Embora o Idex-Infra seja predominantemente high grade e várias emissões tenham garantias robustas, a abertura recente dos spreads foi expressiva. O relatório também adverte que todo investimento envolve riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital aplicado.
Algumas afirmacoes desta carta ficaram fora do site por nao se sustentarem no documento. Este resumo foi escrito antes dessa conferencia; vale o que esta abaixo.
-
Os ativos de risco passaram a precificar intensamente a agenda eleitoral, com alta do Ibovespa e fechamento das taxas prefixadas e reais em setembro e no início de outubro.
p.8 -
Debêntures CDI
O Idex-CDI rendeu 1,05% em setembro, ante 1,08% do CDI, mas permaneceu acima do benchmark no acumulado do ano, com retorno de 11,70% frente a 10,51% do CDI.
p.3 -
Spreads de crédito
O spread médio do Idex-CDI encerrou setembro em CDI+1,33%, praticamente estável ante agosto e 32 bps abaixo da média histórica.
p.3 -
Mercado primário
As emissões de debêntures, CRIs e CRAs somaram R$ 37,7 bilhões em setembro, mais que o dobro de agosto e acima da média mensal de 2026, integralmente em ativos não incentivados.
p.4 -
Debêntures de infraestrutura
O Idex-Infra rendeu 0,32% em setembro, ante 1,08% do CDI, enquanto seu spread médio sobre a NTN-B subiu de 48 bps para 93 bps e alcançou 109 bps em 7 de outubro.
p.5 -
Juros reais
O fechamento da curva de juros reais compensou parcialmente a abertura dos spreads de infraestrutura; a NTN-B 2033 recuou de IPCA+8,05% para IPCA+7,61% em setembro e para IPCA+6,83% em 7 de outubro.
p.5 -
Política monetária
Após o primeiro turno, a curva passou a incorporar cortes contínuos de cerca de 25 bps por reunião, totalizando aproximadamente 175 bps e convergindo para a expectativa do Focus, sem evidência até então de mudança nas expectativas do próprio mercado.
p.8
-
A gestora considera as debêntures de infraestrutura o ponto mais atrativo do mercado de crédito naquele momento, em razão da dinâmica esperada e do valuation corrente.
p.7 -
Abertura de spreads
A gestora atribui parte relevante da abertura dos spreads de infraestrutura a vendas de tesourarias e resgates de fundos, sem identificar aumento de risco de crédito compatível com a magnitude do movimento.
p.5 -
Estímulo ao crédito
O cenário-base da gestora considera que ambos os candidatos à Presidência têm fortes incentivos para avançar, nos próximos doze meses, na revisão dos programas de estímulo ao crédito setorial por títulos incentivados, preservando o estoque.
p.7 -
Qualidade de crédito
A gestora destaca que o Idex-Infra é predominantemente high grade, com aproximadamente 80% dos ativos classificados entre AA- e AAA, e que parcela relevante das emissões possui estruturas robustas de garantia.
p.7 -
Paridade de spreads
A aproximação entre os spreads do Idex-CDI e do Idex-Infra representa uma inversão do padrão histórico, sem que a comparação considere o benefício tributário dos ativos incentivados.
p.6
-
A redução do prêmio de risco foi impulsionada pelo favoritismo atribuído pelo mercado a um candidato e pela expectativa de que um eventual governo adotaria uma agenda fiscal mais austera.
p.8 -
Abertura de spreads
Os spreads do Idex-Infra apresentaram forte abertura e continuaram subindo no início de outubro, apesar da avaliação da gestora de que o movimento não correspondia a uma deterioração equivalente do risco de crédito.
p.5 -
Perda de capital
O relatório adverte que os investimentos em fundos não contam com garantia do administrador, do gestor, de seguro ou do FGC e que existe a possibilidade de perda total do capital aplicado.
p.14
Nao explicitado na carta