A gestora descreve o primeiro semestre de 2025 como um período global desafiador, marcado por tensões comerciais, inflação resistente, desaceleração econômica e pouco espaço para estímulos monetários e fiscais. Nos Estados Unidos, a agenda protecionista elevou a incerteza, enquanto o Fed manteve os juros inalterados. Europa e China também enfrentaram efeitos da disputa comercial, além de desafios internos. No Brasil, a atividade e o mercado de trabalho permaneceram resilientes, mas a inflação ainda elevada levou à continuidade do aperto monetário.
A gestora diz que seguiu com uma carteira conservadora, privilegiando empresas desalavancadas e voltadas à demanda externa. No semestre, o fundo manteve exposição líquida média de 100,49%, resultante de posição comprada média de 125,80% e posição vendida média de -25,31%. Em Mineração & Siderurgia, estava acima do Ibovespa e comprada em mineradora de ouro e cobre. Também manteve posição comprada em plataforma de investimentos, posição vendida em empresa integrada de Petróleo & Gás e posições compradas em processadora de proteínas e produtora de celulose.
A principal tese apresentada para ações brasileiras é que a atividade precisa arrefecer para permitir a convergência da inflação à meta e uma redução sustentável dos juros. A gestora pondera, porém, que uma desaceleração também pode provocar revisões negativas dos lucros esperados. Para os Estados Unidos, espera efeitos tarifários maiores nos dados de inflação de junho a agosto e não prevê cortes de juros antes de setembro sem desaceleração mais acentuada do mercado de trabalho. No Brasil, a comunicação do Banco Central indica manutenção dos juros no nível atual por um período prolongado, salvo novos choques.
A gestora ressalta que, após a alta recente das bolsas, o prêmio de risco das ações brasileiras não parece particularmente elevado. Uma desaceleração da atividade poderia comprimir ainda mais esse prêmio pela revisão para baixo das estimativas de lucro. A disputa eleitoral de 2026 é considerada acirrada e de resultado difícil de antecipar. No exterior, permanecem os riscos associados às tarifas, à inflação, à fragilidade do setor imobiliário chinês e ao desfecho das negociações comerciais entre Europa e Estados Unidos.
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O primeiro semestre de 2025 foi marcado por tensões comerciais, pressões inflacionárias persistentes, sinais de desaceleração econômica e limitações ao uso das políticas monetária e fiscal.
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Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a agenda protecionista da nova administração Trump aumentou a incerteza, os riscos de inflação no curto prazo e a imprevisibilidade do comércio global, embora atividade e mercado de trabalho tenham permanecido resilientes até maio.
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Europa
Na Europa, a valorização do euro e a queda das commodities favoreceram a desinflação e permitiram a continuidade dos cortes de juros, mas o bloco já apresentava sinais de desaceleração e incerteza quanto ao plano fiscal alemão.
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China
Na China, o desempenho forte do primeiro trimestre foi sustentado por estímulos fiscais e produção industrial, mas a guerra comercial, a desaceleração do comércio exterior e a fragilidade do setor imobiliário limitaram o cenário.
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Economia brasileira
No Brasil, o crescimento superou as expectativas, apoiado pelo consumo das famílias, pelo setor agropecuário e pelo crédito, enquanto o mercado de trabalho permaneceu forte e a inflação, apesar de sinais de desaceleração, continuou elevada e com núcleos distantes da meta.
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Bolsas fora EUA
As bolsas fora dos Estados Unidos tiveram bom desempenho no primeiro semestre, revertendo parcialmente a melhor performance relativa anterior das ações americanas, enquanto o dólar americano perdeu valor no período.
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A gestora entende que o investidor em ações no Brasil enfrenta o dilema de precisar de uma desaceleração da atividade para a inflação convergir à meta e os juros caírem de forma sustentável, ao mesmo tempo que essa desaceleração pode reduzir as estimativas de lucro.
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Prêmio de risco
Após a alta recente das bolsas, o prêmio de risco não parece particularmente elevado e pode ser ainda mais comprimido se a desaceleração da atividade levar a revisões negativas de lucros.
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Juros nos EUA
Sem desaceleração mais acentuada do mercado de trabalho americano, a gestora não espera cortes de juros antes de setembro.
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Política monetária europeia
O desfecho das negociações tarifárias entre Europa e Estados Unidos, previsto para agosto, deve ser decisivo para os próximos passos da política monetária europeia.
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Política fiscal chinesa
O governo chinês manteve a ênfase em políticas fiscais para sustentar o consumo e o investimento estratégico.
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Selic prolongada
No Brasil, o Copom sinalizou que, salvo novos choques, o nível corrente da Selic deve ser mantido por um período prolongado.
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As tensões comerciais, a inflação resistente, as incertezas geopolíticas e os choques fiscais ampliam a complexidade do cenário global.
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Tarifas americanas
As tarifas americanas aumentam os riscos de inflação no curto prazo e seus efeitos sobre inflação e crescimento permanecem incertos, com impactos maiores esperados nos dados de junho a agosto.
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Negociações tarifárias europeias
O principal risco para a Europa vem do exterior, especialmente do desfecho das negociações tarifárias com os Estados Unidos.
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Setor imobiliário chinês
Na China, as tarifas elevadas afetam o potencial de crescimento no médio prazo, enquanto o setor imobiliário permanece como foco de fragilidade, com dados negativos nas principais métricas.
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Cenário eleitoral
A disputa eleitoral brasileira de 2026 é considerada acirrada, com resultado difícil de prever com muita antecedência.
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Estimativas e projeções
A gestora ressalta que estimativas, conclusões, opiniões, projeções e hipóteses não constituem garantia de rentabilidade nem de isenção de risco.
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A gestora seguiu com uma carteira conservadora, privilegiando empresas desalavancadas e voltadas para a demanda externa.
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Exposição líquida média
Ao longo do semestre, o fundo manteve exposição líquida média de 100,49%, com posição comprada média de 125,80% e posição vendida média de -25,31%.
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Posições setoriais
O fundo estava acima do Ibovespa em Mineração & Siderurgia, com posição comprada em mineradora de ouro e cobre, e manteve posições compradas em plataforma de investimentos, processadora de proteínas e produtora de celulose, além de posição vendida em empresa integrada de Petróleo & Gás.
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