A gestora descreve a economia americana como sólida, com crescimento forte indicado para o terceiro trimestre, consumo surpreendendo positivamente e desemprego em queda. Ao mesmo tempo, os núcleos de inflação permanecem acima da meta, e o Fed demonstra maior preocupação com sua persistência. No Brasil, a desaceleração continua, acompanhada por deterioração marginal da inadimplência e dos atrasos no crédito. A gestora espera impulso fiscal aproximadamente neutro nos próximos 12 meses e inflação ao redor de 5% no encerramento do ano, moderando para 4,5% em 2027.
A carta não informa entradas, saídas ou redimensionamentos de posições. No Arpa, a exposição líquida à renda variável está acima do neutro, em torno de 95%, e privilegia empresas brasileiras, enquanto a exposição bruta está ao redor de 120%. No Radar, juros e moedas globais, além dos juros locais, contribuíram positivamente no mês; renda variável e moeda local foram detratoras. No Arpa, as contribuições positivas vieram principalmente de posições compradas em empresas domésticas industriais e de utilidades públicas, enquanto semicondutores e industriais americanos e empresas domésticas de consumo contribuíram negativamente.
A gestora trabalha com o cenário de derrota do presidente Lula no segundo turno, condicionado à ausência de novos escândalos envolvendo candidatos da oposição. Nesse cenário, uma política econômica mais fiscalista a partir de 2027 poderia provocar apreciação mais profunda da moeda e facilitar a desinflação. O Banco Central deve continuar reduzindo os juros nas próximas reuniões em ritmo de pelo menos 25 pontos-base, e a gestora considera que o ciclo deve avançar mais do que o mercado supõe. Uma eventual aceleração dependeria da confirmação da abertura do hiato, da apreciação da moeda e da percepção de maior higidez fiscal de 2027 em diante.
Entre os riscos altistas para a inflação, a carta cita El Niño, PEC 6x1, reforma tributária, agravamento do conflito no Oriente Médio e retorno do petróleo para perto de US$ 100 por barril. Nos Estados Unidos, o tom do Fed combinado com dados mais aquecidos eleva o risco de uma alta de juros ainda este ano. A apreciação mais profunda da moeda brasileira aparece como o principal risco baixista para as projeções da gestora. A carta também ressalta riscos dos fundos ligados a derivativos para alavancagem, ativos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores, inclusive com possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado.
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Os fundamentos da economia americana seguem sólidos, enquanto a desaceleração da economia brasileira continua em curso.
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Economia americana
Os dados preliminares apontam para crescimento forte no terceiro trimestre, com consumo das famílias surpreendendo positivamente e taxa de desemprego em queda nos últimos meses.
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Inflação e Fed
Os núcleos de inflação americanos desaceleraram nos últimos dois meses, mas continuam firmes e acima da meta do Fed, cuja comunicação recente mostrou maior preocupação com a inflação e menor ênfase no mercado de trabalho.
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Crédito no Brasil
A inadimplência e os atrasos têm apresentado deterioração na margem, o que a gestora entende como reflexo mais evidente dos efeitos cumulativos da política monetária restritiva adotada desde o fim de 2024.
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Impulso fiscal
Para os próximos 12 meses, o impulso fiscal deverá ser aproximadamente neutro, permitindo uma desaceleração mais legítima da atividade e alguma abertura, ainda que modesta, do hiato.
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Inflação no Brasil
A inflação de curto prazo ficou ligeiramente abaixo das expectativas e deve encerrar o ano ao redor de 5%, moderando para 4,5% em 2027.
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Cenário eleitoral
As pesquisas públicas voltaram a apontar uma eleição apertada, e os eventos recentes envolvendo o STF têm produzido queda da aprovação do presidente.
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Cortes de juros
O Banco Central deve continuar cortando os juros nas próximas reuniões, em ritmo de pelo menos 25 pontos-base.
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No Arpa, a exposição líquida à renda variável está acima do neutro, em torno de 95%, e privilegia empresas brasileiras, enquanto a exposição bruta está ao redor de 120%.
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Ciclo de cortes
A combinação do aparente estrangulamento do crédito, da política monetária restritiva e da desaceleração do impulso fiscal deve permitir que o Banco Central continue o ciclo de cortes de juros.
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Ciclo de cortes
Mesmo sem abertura confirmada do hiato, apreciação da moeda ou percepção de maior higidez fiscal, a gestora espera que o ciclo de cortes avance mais do que o mercado supõe.
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Política fiscalista
A gestora trabalha com derrota do presidente Lula no segundo turno e avalia que uma política econômica mais fiscalista a partir de 2027 poderia induzir apreciação mais profunda da moeda e facilitar a desinflação.
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Modelos macroeconômicos
O Sagres implementa uma abordagem macro sistemática nos mercados globais, baseada em modelos de curto e médio prazos que buscam capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países.
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Os riscos altistas para a inflação citados pela gestora são El Niño, PEC 6x1, reforma tributária, agravamento do conflito no Oriente Médio e retorno do petróleo para perto de US$ 100 por barril.
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Alta de juros
Nos Estados Unidos, a combinação do tom mais preocupado do Fed com dados mais aquecidos eleva o risco de uma alta de juros ainda este ano.
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Apreciação da moeda
Uma apreciação mais profunda da moeda brasileira, que facilitaria a desinflação, é apontada como o principal risco baixista para as projeções da gestora.
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Cenário de oposição
O cenário de derrota do presidente Lula no segundo turno está condicionado à ausência de novos escândalos envolvendo os candidatos de oposição.
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Riscos dos fundos
A carta destaca riscos ligados ao uso de derivativos para alavancagem, ao investimento em ativos no exterior, à variação cambial e à concentração em poucos emissores, com possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado e obrigação de aportes adicionais.
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Nao explicitado na carta