GENOA CAPITAL · JUL 2026 PDF

Capa da carta publicada pela gestora
Resumo

Nos Estados Unidos, a atividade permaneceu robusta no segundo trimestre, com consumo acelerado, investimento favorecido pelo ciclo de IA e estabilidade nas condições de emprego. A inflação surpreendeu para baixo em junho, e o Fed manteve os juros estáveis, embora três membros tenham votado por uma alta. No Brasil, a desaceleração da atividade tornou-se mais visível, com indicadores recentes mais fracos. A gestora também descreve uma situação fiscal frágil, marcada por crescimento da dívida bruta e expectativa de déficits primários entre 1,0% e 1,5% do PIB.

A carta não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos do portfólio. No Arpa, informa exposição líquida à renda variável próxima do neutro, em torno de 65%, com preferência por empresas americanas, e exposição bruta ao redor de 90%. No Radar, juros e moedas globais e juros locais contribuíram positivamente no mês, enquanto renda variável e moeda local foram detratores. No Arpa, as posições compradas em semicondutores, industriais e construção civil contribuíram negativamente, enquanto software americano e energia brasileira contribuíram positivamente.

Mantida a fraqueza da atividade brasileira, a gestora espera um PIB próximo da estabilidade no segundo semestre e talvez alguma abertura modesta do hiato. Sem abertura relevante do hiato, não espera convergência rápida da inflação para a meta e projeta IPCA de 5,0% em 2026 e 4,5% em 2027. Para a política monetária, espera continuidade dos cortes da Selic, em decisões reunião a reunião. Nos Estados Unidos, balanços empresariais sólidos e investimentos em tecnologia são vistos como motores do crescimento, enquanto o Sagres busca capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos.

A gestora ressalta riscos altistas para a inflação brasileira apenas parcialmente incorporados, entre eles El Niño, PEC 6x1 e reforma tributária. No fiscal, aponta que baixo crescimento potencial, mecanismos parafiscais e perda do suporte cíclico à arrecadação podem piorar a dinâmica da dívida. Uma depreciação cambial aguda ou desancoragem adicional relevante das expectativas mais longas poderia interromper o ciclo de cortes antes das eleições. Os materiais também destacam riscos de derivativos com alavancagem, ativos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores, além da possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado.

Algumas afirmacoes desta carta ficaram fora do site por nao se sustentarem no documento. Este resumo foi escrito antes dessa conferencia; vale o que esta abaixo.

Visao macro
  • A carta descreve atividade robusta nos Estados Unidos e desaceleração mais visível no Brasil, ao mesmo tempo que aponta inflação doméstica ainda pressionada e fragilidade fiscal.

    p.2
  • Atividade americana

    O crescimento da atividade doméstica americana permaneceu robusto no segundo trimestre, com consumo acelerado, investimento surpreendendo positivamente pelo ciclo de IA e estabilidade nas condições de emprego.

    p.2
  • Política monetária americana

    A surpresa baixista da inflação em junho abriu espaço para o Fed manter os juros estáveis, embora três membros tenham votado por uma alta; os próximos dados serão determinantes, com menos sinalização do comitê ao mercado.

    p.2
  • Atividade no Brasil

    A desaceleração da atividade brasileira tornou-se mais visível na margem, com indicadores de junho e julho abaixo do esperado e dados iniciais de agosto apontando continuidade do movimento.

    p.2
  • Crescimento no Brasil

    Mantida a tendência recente, a gestora espera PIB próximo da estabilidade no segundo semestre e talvez alguma abertura modesta do hiato; excluída a indústria extrativa, estima crescimento anual de 1,6%, ante potencial de 1,0% a 1,5%.

    p.2
  • Inflação no Brasil

    Os dados recentes de inflação vieram um pouco abaixo das expectativas, com melhora em serviços ligados à atividade, mas a gestora não vê razão para convergência rápida à meta sem abertura relevante do hiato.

    p.2
  • Quadro fiscal

    A dívida bruta cresce mais de 4 pontos do PIB por ano, e a gestora associa a fragilidade fiscal ao baixo crescimento potencial, ao uso de mecanismos parafiscais e à dependência da arrecadação em relação à posição cíclica da economia.

    p.2
  • Política monetária doméstica

    O Copom reduziu a Selic em 25 pontos-base, para 14,00%, e a gestora espera continuidade dos cortes no modo reunião a reunião.

    p.2
Teses de investimento
  • A gestora trabalha com desaceleração da atividade brasileira, inflação sem convergência rápida à meta e continuidade gradual do ciclo de cortes da Selic.

    p.2
  • Inflação projetada

    A gestora projeta IPCA de 5,0% em 2026 e 4,5% em 2027, cenário que ficaria menos pressionado se a fraqueza recente da atividade se provar duradoura.

    p.2
  • Cortes da Selic

    A expectativa é de continuidade dos cortes da Selic, pois a gestora considera alta a barra para interromper o ciclo antes das eleições.

    p.2
  • Macro sistemática

    O Sagres aplica modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos para buscar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países, explorando divergências entre ciclos e fundamentos de curto prazo considerados em conjunto com os preços.

    p.5 p.8
Riscos
  • Os principais riscos macroeconômicos destacados envolvem inflação acima do projetado, deterioração fiscal e incerteza sobre a capacidade da desaceleração de gerar ociosidade no mercado de trabalho.

    p.2
  • Riscos inflacionários

    As projeções de inflação incorporam apenas parcialmente riscos altistas como El Niño, PEC 6x1 e reforma tributária.

    p.2
  • Fragilidade fiscal

    A desaceleração pode retirar o suporte cíclico à arrecadação e expor uma posição fiscal mais frágil, com déficits primários entre 1,0% e 1,5% do PIB; além disso, a queda futura da Selic pode melhorar a dívida menos do que sugere o padrão histórico.

    p.2
  • Interrupção dos cortes

    Uma depreciação cambial aguda ou desancoragem adicional relevante das expectativas mais longas poderia interromper o ciclo de cortes antes das eleições.

    p.2
  • Mercado de trabalho

    Permanece incerto se a desaceleração em curso será suficiente para gerar ociosidade em um mercado de trabalho ainda apertado.

    p.2
  • Riscos dos fundos

    Os materiais destacam riscos ligados ao uso de derivativos para alavancagem, investimento em ativos no exterior, variação cambial e concentração em ativos de poucos emissores, com possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado e obrigação de aportes adicionais.

    p.3 p.5 p.8
  • Garantias e desempenho

    Os investimentos não são garantidos pelo administrador, gestor, mecanismos de seguro ou FGC, e a rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

    p.3 p.4 p.5
Mudancas de portfolio

Nao explicitado na carta

Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.