A gestora descreve a economia americana como resiliente, apoiada pelo mercado de trabalho e pelos investimentos em data centers e infraestrutura ligados à inteligência artificial. A inflação permanece acima da meta do Fed, enquanto parte relevante do comitê sinaliza a possibilidade de alta de juros ainda este ano. No Brasil, a queda do petróleo levou à revisão do IPCA de 2026 de 5,5% para 5,2% e do IPCA de 2027 de 5,0% para 4,7%, ao mesmo tempo que os indicadores antecedentes apontam desaceleração na margem. A gestora considera a trajetória fiscal insustentável, com déficits nominais de 9% a 10% do PIB e alta da dívida pública superior a 4,0 pontos percentuais ao ano. Também avalia que a deterioração corrente, os cortes de juros e a comunicação do Banco Central reforçam a percepção de prolongamento do afrouxamento monetário.
A carta não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos no portfólio. No Arpa, informa que a exposição líquida à renda variável está abaixo do neutro, em torno de 50%, enquanto a exposição bruta está ao redor de 90%. A exposição doméstica é descrita como seletiva e defensiva. No Radar, as posições em juros locais e globais e em moedas globais contribuíram positivamente no mês, enquanto as apostas em renda variável foram levemente detratoras.
No Arpa, a gestora espera que o diferencial de crescimento favorável aos Estados Unidos seja sustentado pela resiliência do mercado de trabalho e pelo ciclo de investimentos em inteligência artificial. O ambiente de resultados corporativos e o dinamismo dos setores ligados à tecnologia sustentam sua preferência por empresas americanas, embora juros mais altos imponham cautela. No Sagres, a estratégia busca capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos. Esses modelos procuram explorar divergências entre ciclos, fundamentos macroeconômicos e preços em mercados globais de juros, moedas e bolsa.
A gestora aponta que a fragilidade fiscal e o balanço desfavorável de riscos inflacionários deixam os ativos brasileiros vulneráveis a uma reprecificação, especialmente se houver deterioração externa. Entre os possíveis gatilhos estão juros mais altos nos Estados Unidos e a valorização do dólar associada à retomada do excepcionalismo norte-americano impulsionado pela inteligência artificial. No Brasil, El Niño mais intenso, aprovação da PEC 6x1 e efeitos inflacionários da reforma tributária são riscos apenas parcialmente incorporados às projeções. A queda do petróleo também continua sujeita à volatilidade do conflito geopolítico. A carta ainda destaca riscos próprios dos fundos, como derivativos para alavancagem, ativos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores, com possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado.
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O cenário combina atividade resiliente e inflação persistente nos Estados Unidos com alívio inflacionário na margem, desaceleração da atividade e fragilidade fiscal no Brasil.
p.2 -
Economia americana
A economia americana segue resiliente, apoiada pelo investimento em data centers e infraestrutura ligados à inteligência artificial, enquanto a queda do petróleo deve aliviar a renda disponível do consumidor.
p.2 -
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho americano começa a mostrar reversão da desaceleração, com recuo do desemprego e aceleração da geração líquida de vagas, mas a inflação continua persistentemente acima da meta do Fed.
p.2 -
Política monetária
Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed, reforçou o compromisso com a estabilidade de preços e parte relevante do comitê sinaliza a possibilidade de alta de juros ainda este ano.
p.2 -
Inflação no Brasil
Com a queda do petróleo, a gestora revisou a projeção de IPCA de 2026 de 5,5% para 5,2% e a de 2027 de 5,0% para 4,7%; os indicadores antecedentes do segundo trimestre apontam desaceleração da atividade na margem.
p.2 -
Quadro fiscal
A continuidade dos estímulos antes das eleições, as exceções ao regime fiscal e o uso de políticas parafiscais sustentam déficits nominais de 9% a 10% do PIB e uma alta da dívida pública superior a 4,0 pontos percentuais ao ano, trajetória considerada claramente insustentável.
p.2 -
Banco Central
A deterioração do cenário, a continuidade dos cortes de juros e a comunicação considerada errática reforçam a percepção da gestora de que o Banco Central segue inclinado a prolongar o afrouxamento monetário.
p.3
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No Arpa, o diferencial de crescimento favorável aos Estados Unidos sustenta a preferência por empresas americanas, enquanto a fragilidade fiscal e os riscos inflacionários levam a uma postura seletiva e defensiva no Brasil.
p.5 -
Inteligência artificial
A gestora considera o ciclo de investimento em inteligência artificial um vetor estrutural de expansão da economia americana, apoiado pelo dinamismo dos setores ligados à tecnologia.
p.2 p.5 -
Exposição à renda
No Arpa, a exposição líquida à renda variável está abaixo do neutro, em torno de 50%, e a exposição bruta está ao redor de 90%.
p.5 -
Modelos macroeconômicos
O Sagres busca ganhos de capital no longo prazo por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos, voltados a capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países.
p.6 p.9
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A fragilidade fiscal e o balanço desfavorável de riscos inflacionários deixam os ativos locais vulneráveis a uma reprecificação, sobretudo diante de eventual deterioração do ambiente externo.
p.2 p.5 -
Cenário externo
Juros mais altos nos Estados Unidos ou a retomada do excepcionalismo norte-americano impulsionado pela inteligência artificial, com valorização do dólar, podem provocar uma reprecificação sensível dos ativos domésticos.
p.2 -
Riscos inflacionários
Os principais riscos de alta para as projeções brasileiras de inflação são um El Niño mais intenso, a aprovação da PEC 6x1 e um viés inflacionário de curto prazo decorrente da reforma tributária, fatores apenas parcialmente incorporados ao cenário.
p.2 -
Conflito geopolítico
O alívio inflacionário associado à queda do petróleo permanece sujeito à volatilidade de um conflito geopolítico complexo.
p.2 -
Riscos dos fundos
Os fundos estão sujeitos a riscos relacionados ao uso de derivativos para alavancagem, investimentos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores, podendo ocorrer perdas superiores ao capital aplicado e obrigação de aportes adicionais.
p.4 p.6
Nao explicitado na carta