O cenário global segue condicionado pelas repercussões do conflito no Oriente Médio. Embora o cessar-fogo permaneça vigente, o fluxo reduzido pelo Estreito de Ormuz mantém o petróleo elevado, pressiona a inflação global e reforça o viés hawkish dos Bancos Centrais. Nos EUA, atividade, mercado de trabalho e investimento permanecem resilientes, enquanto o debate interno do Fed migra gradualmente para uma postura mais neutra. No Brasil, a gestora observa reaceleração da atividade, inflação mais pressionada e estímulos fiscais e parafiscais relevantes e crescentes.
A carta não detalha entradas, saídas ou redimensionamentos de posições no mês. No Arpa, informa exposição líquida à renda variável acima do neutro, em torno de 75%, e exposição bruta ao redor de 160%. No Radar, juros e câmbio locais foram as principais contribuições positivas, enquanto, no Arpa, destacaram-se posições compradas em empresas americanas de semicondutores e industriais e em empresas locais de utilidades públicas; posições domésticas de energia e construção civil contribuíram negativamente.
A gestora projeta IPCA de 4,5% para 2026 e 2027, com riscos assimétricos para cima. Avalia que a combinação de atividade brasileira resiliente e inflação pressionada reduz o espaço para cortes adicionais de juros. Sua leitura diverge das hipóteses transmitidas pelo BCB sobre desaceleração, origem da melhora inflacionária, hiato desinflacionário e taxa de juros neutra. No Sagres, a estratégia busca capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos.
Entre as ressalvas macroeconômicas, a alta da gasolina pode pressionar o orçamento das famílias americanas e desacelerar temporariamente o consumo. O choque do petróleo é tratado como vetor altista para a inflação brasileira de 2026 e 2027, e a possibilidade de um “Super El Niño” em 2027 adiciona pressão sobre alimentação. A carta também alerta que os fundos estão sujeitos a riscos como derivativos para alavancagem, ativos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores. Esses riscos podem acarretar perdas superiores ao capital aplicado, e a rentabilidade passada não garante resultados futuros.
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O cenário global segue dominado pelas repercussões do conflito no Oriente Médio, com o fluxo reduzido pelo Estreito de Ormuz comprimindo a oferta de energia, mantendo o petróleo elevado e pressionando a inflação global.
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Política monetária global
O efeito do choque de energia sobre a política monetária tem sido a manutenção de um viés mais hawkish pelos Bancos Centrais, com postergação de ciclos de afrouxamento e reabertura do debate sobre altas de juros em algumas economias.
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Resiliência nos EUA
Nos EUA, o mercado de trabalho voltou a mostrar aceleração e o investimento continua surpreendendo positivamente, impulsionado pelo ciclo de inteligência artificial.
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Debate interno do Fed
O debate interno do Fed começa a migrar gradualmente para uma postura mais neutra, movimento reforçado por três votos dissidentes favoráveis à retirada do viés de corte do comunicado oficial.
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Atividade no Brasil
No Brasil, a atividade corrente voltou a acelerar, com utilização da capacidade em alta, desemprego próximo das mínimas históricas e criação de empregos formais acima do necessário para estabilizar o desemprego.
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Estímulos fiscais
A atividade resiliente é acompanhada por estímulos fiscais e parafiscais relevantes e crescentes; a gestora estima impulso de aproximadamente 1,0% do PIB para os estímulos já contratados e de cerca de 0,3% do PIB de 2026 para as medidas mais recentes.
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Política monetária brasileira
O BCB passou a deixar mais em aberto a continuidade do ciclo de cortes em 2026, condicionando parte relevante da discussão à evolução do conflito entre EUA e Irã.
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A gestora projeta IPCA de 4,5% em 2026 e 2027, com riscos atualmente assimétricos para cima.
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Cortes de juros
A combinação de atividade brasileira resiliente e inflação mais pressionada reduz o espaço para cortes adicionais de juros.
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Leitura sobre o BCB
A gestora diverge das hipóteses transmitidas pelo BCB sobre desaceleração da economia, origem da melhora anterior da inflação, ingresso do hiato em terreno desinflacionário e taxa de juros neutra ao redor de 5%.
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Modelos macroeconômicos sistemáticos
A estratégia Sagres busca capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos, com diversificação entre regiões e países e atuação em mercados de juros e moedas.
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O petróleo elevado pressiona a inflação global e configura um vetor altista para a inflação brasileira de 2026 e 2027.
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Consumo nos EUA
A alta recente da gasolina pode pressionar o orçamento das famílias americanas e provocar desaceleração temporária da demanda nos próximos meses.
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Super El Niño
A possibilidade de um “Super El Niño” em 2027 adiciona pressão ao grupo de alimentação e integra os riscos de alta para a inflação.
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Riscos dos fundos
Os investidores podem sofrer perdas superiores ao capital aplicado e ter obrigação de aportar recursos adicionais para cobrir prejuízos dos fundos.
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Derivativos e concentração
Entre os principais riscos dos fundos estão a utilização de derivativos para alavancagem, o investimento em ativos no exterior, a variação cambial e a concentração em ativos de poucos emissores.
p.4 p.6 -
Resultados futuros
A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros, e os investimentos não são garantidos pelo administrador, pelo gestor, por seguro ou pelo FGC.
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No Arpa, a exposição líquida à renda variável está acima do neutro, em torno de 75%, enquanto a exposição bruta permanece ao redor de 160%.
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