A gestora descreve o primeiro trimestre de 2026 como um período de volatilidade, marcado por guerras, proximidade das eleições no Brasil e uma rotação global de investimentos. Segundo a carta, uma diversificação marginal dos fluxos antes concentrados nos Estados Unidos beneficiou o Brasil, embora os Estados Unidos devam continuar recebendo a maior parte dos investimentos. No trimestre, o Ibovespa subiu 16%, enquanto a bolsa americana apresentou desvalorização da ordem de 10% em reais. O Leblon Ações valorizou 4%, o Leblon PIPE, 5%, e o Leblon Global caiu 5%, ante queda de 10% do S&P em reais. Apesar desse ambiente, a gestora afirma que eleições, guerras e juros não orientam seu processo de decisão, que permanece concentrado na dinâmica e nas pessoas das empresas investidas.
No primeiro trimestre, a gestora aumentou Netflix após a desvalorização relacionada à tentativa de aquisição da Warner e ampliou Coinbase por valuation. Também iniciou posições em Mercado Livre, Cyrela e Bradesco Saúde, enquanto zerou Pão de Açúcar. No Leblon PIPES, aumentou Bemobi e Blau Farmacêutica, adicionou Westwing e zerou Intelbras e Pão de Açúcar, concentrando mais a carteira. No Leblon Global, realizou parte dos lucros em Micron, reduzindo a exposição em 7 pontos percentuais, para 15% da carteira, e direcionou recursos para Netflix, Coinbase e Alibaba.
A abordagem da gestora privilegia empresas de qualidade que enfrentam problemas de curto prazo, com horizonte de investimento mais longo e sem tentar acertar o timing do mercado. Ela pretende concentrar mais a carteira nos próximos meses, tanto nos temas globais ligados à tecnologia e à inteligência artificial quanto nas empresas brasileiras capazes de se adaptar à disrupção. Semicondutores são o principal tema do Leblon Global, com TSMC e Micron como posições centrais, enquanto Google é vista como uma empresa verticalizada, inovadora e capaz de responder ao avanço das novas ferramentas. No Brasil, a gestora destaca Bemobi pela transformação em pagamentos digitais e software, pelo crescimento do novo negócio, pela atuação do CEO em inteligência artificial e pelo valuation considerado interessante. A oportunidade geral em small caps também continuaria presente, apesar de esse segmento ter ficado ainda mais barato desde o início do Leblon PIPE.
As principais preocupações declaradas são a qualidade e o alinhamento do management, a estrutura de capital e a alavancagem em um país de juros fora do padrão de normalidade, além da disrupção causada pela inteligência artificial. A gestora avalia que empresas lentas na adoção dessas ferramentas podem perder espaço para novos concorrentes e afirma estar menos paciente com equipes de gestão desalinhadas ou com visão de mundo muito diferente da sua. Também reconhece que guerras e eleições podem gerar volatilidade, embora não sejam centrais na tomada de decisão. No caso de Bemobi, observa ainda que a ação não possui tanta liquidez.
A gestora alerta que quem não estiver atento à transformação trazida pela inteligência artificial poderá perder grandes oportunidades ou ser fortemente afetado pelas mudanças.
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Eleições, guerras e outras variáveis macroeconômicas podem gerar volatilidade e oportunidades pontuais, mas não são centrais no processo de decisão da gestora, que se concentra na dinâmica e nas pessoas das empresas investidas.
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Volatilidade no trimestre
O trimestre foi marcado por volatilidade, guerras, proximidade das eleições no Brasil e uma rotação global dos investimentos.
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Rotação global
A gestora identifica um início de diversificação dos investimentos antes fortemente direcionados aos Estados Unidos; esse movimento beneficiou o Brasil, embora os Estados Unidos devam continuar recebendo a maioria dos recursos.
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Mercados no trimestre
No trimestre, o Ibovespa subiu 16%, enquanto a bolsa americana apresentou desvalorização da ordem de 10% em reais.
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CapEx de AI
O CapEx relacionado à inteligência artificial teve contribuição desproporcional para o crescimento da economia americana nos últimos um ou dois anos, e a gestora acredita que essa tendência continuará.
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A gestora busca empresas de qualidade que estejam passando por problemas de curto prazo e procura capturar a recompensa de longo prazo, em vez de tentar acertar o timing do mercado.
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Concentração da carteira
A gestora prefere concentrar mais os investimentos nas teses de maior convicção e espera que a carteira fique mais concentrada, e não mais diversificada, ao longo dos próximos meses.
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Temas globais
Nos investimentos globais, a gestora mantém convicção em poucos temas de tecnologia que considera capazes de transformar e impactar as indústrias nas próximas décadas, sem intenção de diversificar para outros setores.
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Semicondutores e TSMC
Semicondutores são o principal tema do Leblon Global e seriam grandes beneficiários dos investimentos em inteligência artificial; a gestora atribui à TSMC elevadas vantagens competitivas, alto custo de mudança para clientes e ampla capacidade de reinvestimento.
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Tese de Google
A gestora considera Google uma empresa verticalizada, com modelo de inteligência artificial, chip próprio e cloud, além de elevada capacidade de inovação, e entende que a empresa está reagindo ao avanço inicial do ChatGPT e de outras LLMs.
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Tese de Bemobi
A tese em Bemobi combina a transformação da empresa em pagamentos digitais e software, o crescimento esperado desses negócios, a atuação do CEO na adoção de inteligência artificial, caixa líquido e valuation considerado interessante.
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Oportunidade em small caps
A gestora entende que a oportunidade geral em small caps continua presente e que essas empresas estão mais baratas do que quando o Leblon PIPE foi iniciado.
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As preocupações centrais da gestora são management, estrutura de capital e alavancagem, além da disrupção que a inteligência artificial pode provocar em diversos setores e empresas.
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Management desalinhado
A gestora considera que esperar demais por mudanças em equipes de gestão desalinhadas foi um erro histórico e afirma que hoje reage mais rapidamente e tem menos paciência com esse tipo de management.
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Estrutura de capital
Estrutura de capital e alavancagem são preocupações relevantes porque, na avaliação da gestora, os juros no Brasil estão completamente fora de qualquer padrão de normalidade.
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Disrupção por AI
Empresas que demorarem a adotar inteligência artificial podem perder posição para novos concorrentes, perder oportunidades ou ser fortemente afetadas pelas mudanças em curso.
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Volatilidade política
Eleições e guerras podem trazer volatilidade e eventualmente criar oportunidades de alteração da carteira.
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Liquidez de Bemobi
A gestora observa que a ação da Bemobi não possui tanta liquidez.
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No primeiro trimestre de 2026, a gestora adicionou e zerou posições, aumentou exposições consideradas mais interessantes e realizou parte dos lucros em Micron para realocar recursos.
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Leblon Ações
A gestora aumentou Netflix após a desvalorização associada à oferta pela Warner, ampliou Coinbase por valuation, iniciou posições em Mercado Livre, Cyrela e Bradesco Saúde e zerou Pão de Açúcar.
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Leblon PIPES
No Leblon PIPES, a gestora aumentou Bemobi e Blau Farmacêutica, adicionou Westwing e zerou Intelbras e Pão de Açúcar, optando por concentrar ainda mais a carteira.
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Leblon Global
No Leblon Global, a gestora realizou parte dos lucros em Micron, reduziu sua exposição em 7 pontos percentuais, para 15% da carteira, e usou os recursos para aumentar Netflix, Coinbase e Alibaba.
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