A gestora avalia que as novas tarifas impostas pelo presidente americano devem gerar pressões inflacionárias e aumento de ineficiência nos Estados Unidos, com impactos de curto, médio e longo prazo. Nesse rearranjo, o Brasil pode despontar como potencial vencedor, tanto por ter recebido tarifas menores quanto pela possibilidade de atrair parte dos investimentos globais. A baixa presença do país nos portfólios estrangeiros criaria espaço para recuperação, enquanto o baixo grau de abertura comercial ofereceria alguma proteção. A reorganização de blocos econômicos e a negociação de acordos também poderiam abrir uma janela de oportunidade para o Brasil.
A principal mudança na carteira foi a entrada de Nubank após a queda recente das ações. A gestora também aumentou Coinbase, Mills, Rede D'Or e TSMC, reduziu marginalmente B3 para realizar parte dos lucros e zerou Kora Saúde na oferta pública feita pelo principal acionista. Ao fim do trimestre, o Leblon Ações estava distribuído de forma semelhante entre ações globais, ações brasileiras mais líquidas e PIPEs ou Small Caps brasileiras, com 4% do patrimônio em caixa. Priner continuava como a maior posição, seguida por Mills entre as principais investidas.
Nas posições globais, a gestora mantém a convicção em tendências de longo prazo como streaming, mobilidade, ativos digitais, semicondutores e jogos. Em Mills, espera crescimento pela maior penetração do aluguel de máquinas, expansão orgânica e possíveis aquisições, apoiado pela baixa alavancagem da companhia. Em Tencent, a tese combina diversificação, internacionalização em games e entretenimento, expansão de margens, geração de caixa e retorno ao acionista. Nubank foi apresentado como um banco de alta rentabilidade e crescimento, enquanto Suzano foi defendida por sua vantagem de custos, valuation e geração esperada de caixa.
A gestora reconhece que a desorganização provocada pelas medidas americanas pode pressionar, no curto prazo, os preços das ações ligadas às teses globais, embora mantenha a visão positiva sobre seus fundamentos. Em Nubank, a correção ocorreu diante da percepção de risco para os resultados de curto prazo após a expansão de crédito pessoal. Para Mills, aquisições são tratadas como uma opcionalidade e não foram incorporadas ao modelo de fluxo de caixa descontado. Na Tencent, o potencial de valorização apresentado depende da continuidade do crescimento da receita e da expansão das margens.
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As novas tarifas impostas pelo presidente americano devem causar pressões inflacionárias e aumento de ineficiência nos Estados Unidos, com impactos importantes de curto, médio e longo prazo para as economias.
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Brasil potencial vencedor
A gestora considera que o Brasil pode despontar como potencial vencedor no rearranjo, por ter recebido tarifas menores e por poder ser favorecido, na margem, por uma reorganização dos investimentos globais.
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Investimentos estrangeiros
Como a presença do Brasil nos portfólios de investidores estrangeiros está em níveis mínimos de 20 ou 30 anos, a gestora vê potencial de recuperação de participação nos investimentos globais.
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Corrente de comércio
O fato de o Brasil ainda ser uma economia relativamente fechada oferece alguma proteção no comércio, enquanto a organização de outros blocos econômicos e a negociação de acordos podem criar uma janela de oportunidade para o país.
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Incerteza macroeconômica
A gestora descreve um ambiente doméstico de incerteza macroeconômica e juros elevados, no qual empresas muito alavancadas ficam limitadas para crescer nos próximos anos.
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A gestora mantém investimentos globais ligados a teses seculares de longo prazo, incluindo streaming, mobilidade, ativos digitais, semicondutores e jogos, e considera que seus fundamentos de longo prazo permanecem em boa condição.
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Oportunidade em Nubank
A tese de Nubank combina a correção recente das ações com rentabilidade patrimonial próxima de 30%, crescimento superior ao dos demais bancos brasileiros segundo a gestora, boa execução e uma plataforma construída nos últimos anos.
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Priner
A gestora destaca que a Priner realizou nove aquisições após o IPO, ampliou sua oferta para mais de 30 serviços especializados e negocia a aproximadamente cinco vezes o EBITDA e nove vezes o lucro projetados para 2025.
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Crescimento da Mills
A tese de Mills se apoia no crescimento histórico, na diversificação de negócios, na disciplina de alocação de capital e na alavancagem próxima de uma vez o EBITDA, considerada confortável para sustentar crescimento, recompras e dividendos.
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Vetores da Mills
A gestora identifica três vetores para o crescimento da Mills: maior penetração do aluguel de máquinas, crescimento orgânico por expansão de produtos e indústrias atendidas, e aquisições nos próximos anos.
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Valuation da Mills
O modelo de fluxo de caixa descontado da gestora, sem considerar futuras aquisições e usando taxa de desconto de 14% ao ano, aponta para R$ 28 por ação da Mills, valor 190% acima do preço de mercado citado na apresentação.
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Ecossistema da Tencent
A tese de Tencent parte de um portfólio diversificado de jogos, redes sociais, pagamentos, cloud, entretenimento e participações em empresas ao redor do mundo, com receitas ainda relevantes na China e expansão internacional principalmente em games e entretenimento.
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Crescimento da Tencent
A gestora aposta que a retomada do crescimento observada em 2024 continuará e que games, cloud e a internacionalização serão vetores importantes para a Tencent nos próximos anos.
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Margens da Tencent
A gestora espera continuidade da expansão das margens da Tencent, apoiada pela maior penetração dos produtos e pela alavancagem operacional, com destaque para a evolução de Serviços Financeiros e Cloud.
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Retorno ao acionista
A Tencent combina baixo endividamento e elevada geração de caixa com aumento das distribuições aos acionistas por dividendos, recompras e spin-offs.
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Valuation da Tencent
A gestora considera que a Tencent negocia a um múltiplo razoável ou descontado frente a pares asiáticos e ocidentais e estima potencial de valorização de aproximadamente 50% a 60% caso suas premissas de crescimento e margens se concretizem.
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Tese de Suzano
A tese de Suzano está apoiada na vantagem comparativa de produtividade florestal, no valuation considerado atrativo e no crescimento associado ao investimento recente, que deve reduzir custos e gerar fluxo de caixa.
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Fluxo de caixa
A gestora projeta que a Suzano poderá gerar, nos próximos quatro anos, fluxo de caixa livre equivalente a quase 50% de seu valor de mercado, sustentando seu otimismo para os próximos três a cinco anos.
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A gestora reconhece que a desorganização recente na economia americana deve afetar no curto prazo os preços das ações de suas teses globais, mesmo mantendo uma visão positiva sobre os fundamentos de longo prazo.
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Pressões inflacionárias
As tarifas americanas são apontadas como fonte de pressões inflacionárias e de maior ineficiência nos Estados Unidos, com possíveis impactos sobre outras economias.
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Crédito pessoal
Em Nubank, a gestora registra a percepção de risco para os resultados de curto prazo após a forte expansão do crédito pessoal realizada no ano passado.
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Juros e alavancagem
O nível elevado dos juros torna delicada a situação de empresas muito alavancadas e pode impedir crescimento forte nos próximos dois ou três anos, segundo a avaliação apresentada sobre concorrentes da Mills.
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Aquisições da Mills
O crescimento inorgânico esperado para a Mills depende da concretização de oportunidades de aquisição; por isso, a gestora não incorporou nenhum M&A futuro em seu modelo de fluxo de caixa descontado.
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Premissas da Tencent
O potencial de valorização apresentado para Tencent depende da permanência do crescimento da receita em nível próximo ao atual e da expansão da margem operacional por melhora da margem bruta e diluição de despesas.
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No trimestre, a gestora adicionou Nubank, aumentou Coinbase, Mills, Rede D'Or e TSMC, reduziu marginalmente B3 e zerou Kora Saúde.
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Adição de Nubank
Nubank foi a principal adição à carteira, após a queda recente das ações abrir uma oportunidade de investimento em uma empresa que a gestora já acompanhava havia bastante tempo.
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Aumentos marginais
A gestora aumentou as posições em Coinbase, Mills, Rede D'Or e TSMC, aproveitando oportunidades de curto prazo oferecidas pelo mercado.
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B3 e Kora
A posição em B3 foi marginalmente reduzida para realizar parte dos lucros após a alta recente, enquanto Kora Saúde foi totalmente vendida na oferta pública feita pelo principal acionista em março.
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Configuração do fundo
Ao fim do primeiro trimestre de 2025, o Leblon Ações estava distribuído de forma semelhante entre ações globais, ações brasileiras mais líquidas e PIPEs ou Small Caps brasileiras, com 4% do patrimônio em caixa.
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Principais posições
Priner permaneceu como a principal posição do Leblon Ações; Mills, TSMC, Netflix, Rede D'Or, B3, Alphabet, Hypera, Petrobras e Nubank completavam as dez maiores posições.
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