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Resumo

A gestora descreve o segundo trimestre de 2025 como bastante positivo para seus fundos, com o Leblon Ações avançando 15,9%, ante 6,6% do Ibovespa. No cenário doméstico, destaca NTN-Bs longas em torno de IPCA mais 7%, Selic de 15% e os efeitos da questão fiscal sobre o custo das dívidas, as empresas e o mercado acionário. Apesar disso, considera que o problema fiscal atual não é tão estrutural quanto outros enfrentados pelo Brasil no passado e que, em teoria, pode ser resolvido com vontade política. No aluguel de equipamentos pesados, observa empresas alavancadas, margens deprimidas e necessidade de renovação das máquinas, ambiente que favorece a consolidação.

No segundo trimestre, a gestora aumentou Petrobras, iniciou uma posição em Banco do Brasil e montou uma posição de aproximadamente 3% em Intelbras. Banco do Brasil e Petrobras, somados, passaram a representar quase 10% do Leblon Ações II e cerca de 7% do Leblon Ações. Também reduziu ligeiramente Netflix e Hypera para realizar parte dos lucros, mantendo ambas como posições relevantes em seus respectivos fundos. A posição em OceanPact foi integralmente encerrada após a recuperação da ação desde seu período mais difícil.

A tese para Banco do Brasil e Petrobras combina valuations considerados descontados com a possibilidade de alternância de poder em 2026, embora a gestora não atribua vantagem eleitoral a nenhum dos lados. Em Intelbras, entende que a rede de distribuição cria uma barreira competitiva e que os problemas ligados à implantação do novo ERP foram pontuais. Para Mills, espera novas oportunidades de consolidação, especialmente em linha amarela, enquanto Priner reforçou o caixa para financiar outra rodada de aquisições. No Nubank, a tese se apoia em eficiência, escala, rentabilidade e espaço para ganhar participação no Brasil, México e Colômbia. Mesmo utilizando taxas de desconto entre 14% e 16% ao ano, a gestora estima, na média, potencial de valorização em torno de 45% para as empresas da carteira.

A própria gestora reconhece o risco de investir em estatais e aponta o resultado fraco do Banco do Brasil, as preocupações com crédito agrícola, a comunicação confusa e a retirada do guidance de 2025. No Nubank, México e Colômbia ainda geram prejuízo, o crescimento depende de execução e as mudanças no senior management e a estratégia de expansão geográfica permanecem pontos de atenção. A discussão sobre o valuation do Nubank também continua relevante, pois seu valor de mercado já se aproxima do Itaú e seus múltiplos são elevados, embora considerados aceitáveis para uma história de crescimento. Na Mills, a aquisição precisa ser integrada e ter suas sinergias capturadas, razão pela qual a gestora não espera grandes movimentos no próximo trimestre ou nos dois próximos trimestres.

Algumas afirmacoes desta carta ficaram fora do site por nao se sustentarem no documento. Este resumo foi escrito antes dessa conferencia; vale o que esta abaixo.

Visao macro
  • O cenário doméstico apresentado pela gestora combina juros reais elevados, Selic de 15% e uma discussão fiscal que afeta as empresas e o mercado de ações.

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  • Juros e empresas

    A Selic elevada impacta o resultado financeiro das empresas que possuem dívidas remuneradas pela taxa acrescida de spread, enquanto o cupom das NTN-Bs influencia as taxas usadas nos valuations.

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  • Situação fiscal brasileira

    A gestora considera que o problema fiscal atual, em teoria, não é difícil de resolver e é menos estrutural do que problemas históricos como falta de reservas cambiais e alto endividamento em dólar.

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  • Eleição de 2026

    A eleição de 2026 é tratada como um evento de desfecho binário para as estatais, entre continuidade e uma possível alternância de poder com orientação mais voltada à maximização de valor para o acionista.

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  • Rental pesados

    No mercado de aluguel de equipamentos pesados, empresas alavancadas enfrentam máquinas mais caras, juros elevados, margens deprimidas e necessidade de renovação da frota, o que aumenta sua disposição para operações de M&A.

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Teses de investimento
  • Mesmo usando taxas de desconto entre 14% e 16% ao ano, a gestora estima, na média, potencial de valorização em torno de 45% para as empresas da carteira.

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  • Estatais brasileiras

    A tese em Banco do Brasil e Petrobras se apoia em valuations considerados descontados e em uma relação de risco e retorno que a gestora julga favorável diante da incerteza eleitoral de 2026.

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  • Tese de Intelbras

    A gestora vê na capilaridade da rede de distribuição da Intelbras uma barreira de entrada e considera pontuais e reversíveis os problemas causados pela implantação do ERP.

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  • Consolidação da Mills

    A gestora considera que a Mills está posicionada para consolidar o mercado de aluguel de equipamentos, especialmente em linha amarela, segmento que classifica como a principal vertical de crescimento da empresa.

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  • Aquisição da Next

    A aquisição da Next Rental é considerada atrativa porque amplia a presença da Mills no Sul, foi realizada com desconto em relação ao valor da frota e deve representar múltiplo em torno de três vezes EBITDA nos 12 meses seguintes.

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  • Crescimento da Mills

    Rental Pesados e Intralogística são vistos como vetores de crescimento devido às baixas participações de mercado da Mills, enquanto Rental Leves e Formas e Escoramentos são descritos como fortes geradores de caixa.

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  • Valuation da Mills

    Na projeção apresentada, a entrega do EBITDA estimado para 2027 com múltiplos históricos implicaria multiplicação de 2,8 vezes no preço da ação; sem expansão de múltiplos, a estimativa indicada é de R$ 24 ao final de 2027.

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  • Aquisições da Priner

    A Priner anunciou capitalização de R$ 150 milhões para financiar seu programa de M&A de 2025, após a gestora avaliar como bem-sucedidas e geradoras de valor as aquisições realizadas em 2024.

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  • Transformação da Priner

    A tese da Priner contempla sua transformação em uma plataforma mais completa de serviços de manutenção e engenharia, com crescimento orgânico e dez aquisições desde 2020, além de exposição predominante a óleo e gás offshore, mineração e papel e celulose.

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  • Eficiência do Nubank

    A gestora entende que a eficiência operacional do Nubank lhe permite competir em preço, entrar em novos produtos e capturar uma parcela desproporcional do lucro disponível nos mercados em que atua.

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  • Crescimento do Nubank

    A tese do Nubank prevê espaço para ganhar participação em produtos financeiros no Brasil e uma oportunidade de longo prazo no México e na Colômbia, apoiada em um modelo considerado bem estruturado.

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  • Valuation do Nubank

    A gestora considera os múltiplos do Nubank aceitáveis para uma história de crescimento e apresenta um cenário-base com valor-alvo de US$ 17, obtido a partir de premissas para 2030 trazidas a valor presente.

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Riscos
  • Risco das estatais

    A gestora reconhece o risco de investir em estatais, sobretudo em um momento controverso, e trata a eleição de 2026 como uma variável relevante para Banco do Brasil e Petrobras.

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  • Crédito agrícola

    No Banco do Brasil, os riscos apontados incluem resultado muito fraco no primeiro trimestre de 2025, sinalizações preocupantes na carteira de crédito agrícola, comunicação mais confusa e retirada do guidance de 2025.

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  • Juros e fiscal

    Juros reais elevados e a situação fiscal brasileira pressionam as taxas de desconto, o custo das dívidas corporativas e a performance das empresas e do mercado acionário.

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  • Execução do Nubank

    O ganho de participação projetado para o Nubank depende de execução, enquanto México e Colômbia ainda geram prejuízo e refletem um estágio inicial dos negócios.

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  • Management do Nubank

    Mudanças no senior management, a concentração de responsabilidades no fundador e a definição da estratégia de expansão geográfica são questões que a gestora pretende acompanhar e que podem levar à revisão de aspectos da tese.

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  • Valuation do Nubank

    O valor de mercado do Nubank já é semelhante ao do Itaú e seus múltiplos são elevados, fatores que a própria gestora identifica como pontos recorrentes de discussão.

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  • Integração da Mills

    A aquisição no segmento de Rental Pesados levará tempo para ser integrada, digerida e ter suas sinergias capturadas; por isso, a gestora não espera grandes movimentos no próximo trimestre ou nos dois próximos trimestres.

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  • ERP da Intelbras

    A implantação do novo ERP da Intelbras provocou dificuldades de faturamento e problemas de capital de giro, embora a gestora tenha concluído que se tratava de um problema pontual.

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Mudancas de portfolio
  • No segundo trimestre, a gestora fez novas posições e aumentos em ações brasileiras, realizou parcialmente lucros em posições valorizadas e encerrou integralmente OceanPact.

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  • Banco do Brasil

    A gestora aumentou Petrobras e adicionou Banco do Brasil; juntas, as duas posições passaram a representar quase 10% do Leblon Ações II e cerca de 7% do Leblon Ações.

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  • Posição em Intelbras

    Foi montada uma posição em Intelbras da ordem de 3% dos fundos após a queda das ações associada aos problemas de implantação do novo ERP.

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  • Redução em Netflix

    A gestora fez uma pequena redução em Netflix para realizar lucros após a ação triplicar desde o investimento inicial, mas ela permaneceu como a segunda maior posição global do Leblon Ações e do Leblon Global.

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  • Redução em Hypera

    A posição em Hypera foi ligeiramente reduzida após a recuperação superior a 50% desde as mínimas, permanecendo entre as dez maiores posições do Leblon Ações e do Leblon Ações II.

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  • Saída de OceanPact

    A gestora zerou OceanPact depois de a ação sair de aproximadamente R$ 2 no período mais difícil da empresa para cerca de R$ 6,50 a R$ 6,60.

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Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.