A gestora descreve um cenário em que decisões fiscais e geopolíticas do passado continuam pressionando dívida, juros, inflação e preços de ativos. No Brasil, avalia que a eleição está mais disputada do que indicam as pesquisas, sem favorito claro, enquanto a incerteza fiscal deve levar o Copom a pausar os cortes. Nos Estados Unidos, a moderação da inflação e do emprego dá tempo ao Fed na ponta curta, mas a economia robusta, o desequilíbrio fiscal e as emissões ligadas à inteligência artificial pressionam os juros longos. Petróleo e inflação global permanecem sensíveis à guerra e às relações com Irã e Rússia.
No portfólio, a gestora transferiu parte da exposição em opções de Nasdaq para opções de S&P 500, diante de resultados positivos em diversos setores, e voltou a montar exposição comprada na Coreia após a correção anterior. Também adicionou o iene, mantendo a posição comprada no won sul-coreano. No Brasil, segue com exposição reduzida e procura manter neutralidade ao país durante o período eleitoral. No petróleo, usa contratos curtos comprados e contratos longos vendidos como proteção, sem assumir uma visão direcional forte.
A gestora mantém viés comprado em dólar e posições aplicadas em juros no México, na Nova Zelândia e no Reino Unido. Em ações, continua positiva com a infraestrutura de inteligência artificial, com preferência por memória e fabricantes de equipamentos para semicondutores, e vê vantagem em opções de índices americanos para obter convexidade com risco limitado. No Brasil, prefere utilities, empresas ligadas ao Minha Casa Minha Vida e Embraer, apoiada por backlog, vendas, escala e receita majoritariamente dolarizada. Também apresenta visão positiva para ouro, commodities agrícolas e boi gordo americano.
A principal ressalva é que cortes de juros não resolvem a dinâmica fiscal brasileira: resultado primário insuficiente, juros elevados e crescimento da dívida continuam se reforçando. A incerteza eleitoral mantém a volatilidade elevada e levou o investidor estrangeiro a reduzir exposição, enquanto a popularidade do presidente ainda pode aumentar perto do pleito. Nos Estados Unidos, o Fed pode voltar a elevar juros se os dados confirmarem uma economia próxima do pleno emprego com inflação acima da meta. No petróleo, o equilíbrio atual pode se romper com a persistência do conflito, a redução dos estoques e o esgotamento da capacidade estabilizadora da reserva estratégica americana.
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A carta atribui parte relevante das pressões atuais sobre dívida, juros, inflação e mercados a decisões fiscais e geopolíticas tomadas no passado.
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Eleição presidencial
A gestora avalia que a eleição presidencial brasileira está mais disputada do que sugerem as pesquisas e não vê um favorito claro no momento.
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Copom
Apesar de inflação corrente e atividade abaixo do esperado, a gestora espera que o Copom pause os cortes para preservar margem de manobra diante da incerteza posterior à eleição.
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Próximo ano
Para o próximo ano, a gestora espera menor impulso fiscal e desaceleração da atividade mais acentuada que a projetada pelo mercado, permitindo a retomada dos cortes após a redução da incerteza eleitoral e a definição do orçamento.
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Curva americana
Nos Estados Unidos, a moderação do núcleo da inflação e da criação de empregos dá tempo ao Fed, mas a economia robusta, o investimento em inteligência artificial e a oferta de dívida pública e privada pressionam a ponta longa da curva.
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Inflação global
A inflação global e as curvas de juros continuam sensíveis aos preços do petróleo e do diesel, em meio à incerteza no Oriente Médio.
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Mercado de petróleo
O aumento do fluxo pelo Estreito de Ormuz e a redução das compras chinesas ajudam a explicar a estabilidade recente do petróleo, mas a diminuição da oferta global eleva progressivamente o preço de equilíbrio.
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A gestora concentra o posicionamento em ativos que considera mensuráveis, com bolsa americana por índices, juros aplicados onde a inflação está sob controle e exposição mais neutra ao Brasil.
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Viés em dólar
A gestora mantém viés comprado em dólar, citando a postura mais hawkish do Fed e o impacto assimétrico do gás elevado sobre juros reais e crescimento na Europa.
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Juros aplicados
A gestora segue aplicada em juros no México, na Nova Zelândia e no Reino Unido, com justificativas ligadas, respectivamente, à continuidade da visão anterior, à ociosidade econômica e à possibilidade de manutenção dos juros apesar do choque de energia.
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Tese japonesa
A posição no iene se apoia no espaço para o BoJ elevar juros e na intervenção conjunta dos Tesouros americano e japonês, que estabelece na prática um teto para a depreciação, sem constituir promessa de apreciação.
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Bolsa americana
A gestora prefere exposição por opções de S&P 500 porque a melhora dos resultados foi ampla entre setores e o instrumento permite participar de altas com risco limitado.
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Infraestrutura de IA
A gestora mantém visão positiva sobre infraestrutura de inteligência artificial porque a capacidade física disponível ainda não comporta a expansão esperada dos laboratórios privados e dos modelos de código aberto.
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Semicondutores de memória
Memória permanece como a área preferida em semicondutores, diante da demanda forte por HBM e da demora da oferta em responder; a gestora também gosta de fabricantes de equipamentos necessários à expansão das fábricas.
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Ações brasileiras
No Brasil, a gestora mantém exposição reduzida e prefere empresas com carrego e resultados previsíveis, incluindo utilities, posições ligadas ao Minha Casa Minha Vida e Embraer.
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Proteção em petróleo
A gestora usa petróleo como proteção, comprando contratos curtos mais sensíveis à guerra e vendendo contratos longos, que espera que recuem mais quando o conflito for resolvido.
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Commodities agrícolas
A visão altista em grãos e outras commodities agrícolas se apoia nos efeitos da guerra na Ucrânia sobre milho e trigo e no risco de perdas de produtividade com a chegada do El Niño no segundo semestre.
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Boi gordo americano
A posição comprada em boi gordo americano se baseia no rebanho historicamente baixo e no longo tempo necessário para recompor a oferta.
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A carta ressalta que desequilíbrios fiscais acumulados mantêm elevados os juros e os prêmios de risco no Brasil e pressionam a ponta longa da curva nos Estados Unidos.
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Dívida brasileira
No Brasil, o resultado primário insuficiente eleva os juros e acelera o crescimento da dívida, dinâmica que um ciclo de cortes não elimina.
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Incerteza eleitoral
A temporada eleitoral começou sem direção clara para os mercados, com aumento da volatilidade e redução da exposição do investidor estrangeiro.
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Popularidade de Lula
Embora a avaliação do governo Lula esteja estável apesar das medidas adotadas, a gestora reconhece o risco de a popularidade aumentar com a proximidade do pleito.
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Alta de juros
A gestora considera que o Fed pode voltar a elevar juros se os dados mostrarem uma economia próxima do pleno emprego e inflação ainda acima da meta.
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Equilíbrio do petróleo
O equilíbrio do mercado de petróleo pode se romper se a situação persistir, pois a queda dos estoques eleva o preço de equilíbrio e a reserva estratégica americana oferece proteção por apenas três a quatro meses no ritmo atual.
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Oferta agrícola
Com os balanços agrícolas já apertados, perdas de oferta associadas à guerra na Ucrânia ou ao El Niño podem pressionar os preços.
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A gestora transferiu parte da exposição em opções de Nasdaq para opções de S&P 500 e voltou a montar exposição comprada na Coreia após a correção do mês anterior.
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Opções de índices
A migração para opções de S&P 500 busca capturar a amplitude dos resultados positivos entre setores, mantendo convexidade e risco limitado diante da possibilidade de reversão.
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Iene japonês
A gestora adicionou o iene ao portfólio e manteve a posição comprada no won sul-coreano.
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Visão sobre ouro
A gestora voltou a ter visão positiva sobre o ouro, apoiada pela melhora do posicionamento, retomada das compras de bancos centrais e retorno dos fluxos para ETFs.
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