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Resumo

A gestora descreve um cenário em que inteligência artificial, geopolítica e políticas econômicas se conectam para determinar os mercados. A inteligência artificial continua sendo o fator dominante da bolsa global, embora as empresas de sua cadeia tenham apresentado má performance enquanto os demais setores americanos avançaram. No Golfo e na Ucrânia, a gestora considera a negociação o desfecho mais provável, mas avalia que o caminho pode incluir novas escaladas, restrições de oferta e pressão sobre petróleo, derivados e grãos. No Brasil, energia e eleição interferem nas perspectivas de inflação, juros e política fiscal, enquanto, nos Estados Unidos, o Fed enfrenta uma economia sólida, inflação acima da meta e um novo choque de combustíveis.

Na carteira de moedas, a gestora aumentou as posições compradas em moedas asiáticas, especialmente won sul-coreano e iene japonês, e reduziu as posições compradas em dólar após o CPI mais baixo diminuir a urgência de alta pelo Fed. Permaneceu vendida em peso mexicano e moedas europeias. Em ações, manteve a exposição à inteligência artificial concentrada em equipamentos para semicondutores, TSMC e memória, além de exposição a bancos, saúde e biotecnologia. No Brasil, continuou concentrada em construtoras do Minha Casa Minha Vida e utilities, enquanto manteve posições pequenas e táticas em juros à espera de maior visibilidade para ampliar o risco doméstico.

A gestora prefere os gargalos físicos de difícil solução na inteligência artificial e evita áreas de maior commoditização e oferta crescente, como modelos e hyperscalers. Também vê crescimento a múltiplos razoáveis em saúde e biotecnologia, além de dividendos elevados e crescimento de lucros nas construtoras do Minha Casa Minha Vida e em utilities. Espera novas altas de juros nos Estados Unidos neste ano, mas apenas ajustes, em vez de movimentos agressivos, diante da expectativa de inflação abaixo de 3% em 2027. Para o Brasil, avalia que o desafio fiscal terá de ser enfrentado em 2027 e que a moderação fiscal, junto à desaceleração do emprego e da atividade, abriria espaço para mais cortes de juros.

A gestora ressalta que o capex em inteligência artificial, já superior a US$ 1 trilhão, ainda enfrenta dúvidas sobre monetização, enquanto garantias e emissões de dívida chamam atenção para os limites do crescimento da infraestrutura. Nos conflitos militares, a negociação pode não estar próxima, e o percurso até um acordo ainda pode produzir escaladas, choques de oferta e interrupções no Mar Negro. No Brasil, a campanha eleitoral tende a elevar a volatilidade, enquanto a extensa lista de medidas fiscais do Executivo mantém o desafio para 2027. Nos Estados Unidos, a surpresa baixista da inflação retirou a urgência imediata de altas, mas sua composição pode ser pouco sustentável e o choque de combustíveis ainda pode contaminar a inflação subjacente.

Algumas afirmacoes desta carta ficaram fora do site por nao se sustentarem no documento. Este resumo foi escrito antes dessa conferencia; vale o que esta abaixo.

Visao macro
  • Inteligência artificial, geopolítica, Brasil e Estados Unidos se conectam para moldar o cenário dos mercados e seus principais riscos.

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  • Bolsa global

    A inteligência artificial continua sendo o fator dominante da bolsa global, mas, nos últimos meses, sua cadeia teve má performance enquanto os demais setores americanos tiveram boa performance.

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  • Conflitos militares

    A gestora considera a negociação o desfecho mais provável tanto no Golfo quanto na Ucrânia, embora novas escaladas possam ocorrer antes de um acordo.

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  • Petróleo e destilados

    Os conflitos no Golfo e na Ucrânia restringem a oferta de petróleo e a capacidade de refino, pressionando destilados que transmitem o choque para a inflação de bens.

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  • Inflação no Brasil

    A nova escalada da guerra pressionou os preços de energia e reduziu o ímpeto das revisões baixistas para a inflação de 2026, apesar das surpresas benignas de curto prazo e do real bem-comportado.

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  • Juros nos EUA

    Nos Estados Unidos, a surpresa baixista da inflação retirou a urgência imediata de altas de juros, mas o choque de combustíveis voltou a pressionar as perspectivas de inflação em uma economia que cresce em torno do potencial.

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  • Economia sul-coreana

    Na Coreia do Sul, as exportações de memória e semicondutores elevaram o superávit em conta corrente a mais de 20% do PIB, enquanto crescimento e inflação mais fortes sustentam a perspectiva de novas altas de juros pelo BOK.

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Teses de investimento
  • A gestora procura identificar onde permanece a assimetria ao relacionar conflitos, preços e decisões nos mercados.

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  • Gargalos físicos

    Na inteligência artificial, a tese é concentrar a exposição nos gargalos físicos de difícil solução e evitar áreas de maior commoditização e oferta crescente.

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  • Setores de crescimento

    A boa temporada de resultados dos bancos sustenta a exposição ao setor financeiro, enquanto saúde e biotecnologia são vistas como áreas de crescimento a múltiplos razoáveis.

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  • Dividendos e lucros

    Nas construtoras do Minha Casa Minha Vida e em utilities, a gestora vê uma combinação de dividendos elevados e crescimento de lucros.

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  • Negociação dos conflitos

    A negociação continua sendo considerada o desfecho mais provável para os conflitos no Golfo e na Ucrânia.

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  • Tendência em grãos

    A gestora ainda vê tendência altista nos grãos, pois os preços incorporam pouco prêmio para novas interrupções na oferta do Mar Negro e para um clima mais desafiador.

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  • Fiscal em 2027

    A gestora espera que o governo eleito enfrente o desafio fiscal em 2027 e avalia que a moderação fiscal, somada à desaceleração do emprego e da atividade, abriria espaço para mais cortes de juros.

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  • Altas nos EUA

    A gestora espera novas altas de juros nos Estados Unidos neste ano, mas prevê que o Fed priorize ajustes, e não movimentos agressivos, porque a inflação tenderia a ficar abaixo de 3% em 2027.

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  • Carrego do won

    A internalização de receitas pelas empresas sul-coreanas e a perspectiva de novas altas pelo BOK devem tornar o carrego do won mais atrativo.

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Riscos
  • Os principais riscos destacados são novas escaladas militares e os limites que o mercado de dívida pode impor à corrida de investimentos em inteligência artificial.

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  • Monetização da IA

    O capex em inteligência artificial, já superior a US$ 1 trilhão, enfrenta dúvidas sobre monetização e sobre a durabilidade do ciclo de investimento.

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  • Infraestrutura da IA

    Garantias de dívida para datacenters e emissões com baixo grau de cobertura chamaram a atenção da gestora para os limites do crescimento da infraestrutura.

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  • Choques de oferta

    Embora a negociação seja o desfecho mais provável dos conflitos, ela pode não estar próxima, e o caminho até um acordo pode envolver novos choques de oferta.

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  • Estoques de petróleo

    Até que a negociação avance, o mercado depende da capacidade da China de postergar compras, pois seu colchão de barris é o principal amortecedor em um mercado com estoques baixos e pouca folga.

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  • Inflação nos EUA

    A surpresa baixista da inflação americana pode ser pouco sustentável em sua composição, e um choque temporário de combustíveis ainda pode contaminar a inflação subjacente, que permanece descolada da meta.

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  • Oferta do Mar Negro

    Novas interrupções na oferta do Mar Negro, somadas à piora do clima na Europa e nos Estados Unidos, representam risco altista para os preços dos grãos.

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Mudancas de portfolio
  • A principal alteração explicitada foi o aumento das posições compradas em moedas asiáticas, acompanhado pela redução das posições compradas em dólar.

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  • Moedas asiáticas

    A gestora aumentou as posições compradas em won sul-coreano e iene japonês, dado que o CPI mais baixo reduziu a urgência de alta de juros pelo Fed.

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  • Moedas vendidas

    A carteira permaneceu vendida em peso mexicano e moedas europeias.

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  • Exposição à tecnologia

    A exposição ao setor de inteligência artificial permaneceu concentrada em equipamentos para semicondutores, TSMC e memória, evitando modelos e hyperscalers.

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  • Ações fora tecnologia

    Fora da tecnologia, a gestora manteve exposição ao setor financeiro e também exposição a áreas de saúde e biotecnologia.

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  • Ações no Brasil

    No Brasil, a exposição permaneceu concentrada nas construtoras do Minha Casa Minha Vida e em utilities.

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  • Juros domésticos

    A gestora seguiu com posições pequenas e táticas em juros, aguardando melhor visibilidade para ampliar o risco doméstico.

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Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.