A gestora afirma que a “missão mudou”: o cenário deixou de ser o de inflação convergindo automaticamente, juros caindo e tecnologia gerando caixa sem necessidade de capital. Nos Estados Unidos, a inflação permanece acima da meta, a economia e o mercado de trabalho seguem resilientes e o Fed pode precisar apertar as condições financeiras. No Brasil, juros elevados convivem com atividade aquecida, inflação de serviços pressionada, mercado de trabalho apertado e risco fiscal. A melhora geopolítica reduziu o prêmio nas commodities, enquanto a inteligência artificial continua crescendo em meio a mais competição, capex e necessidade de financiamento.
O portfólio está construído para um ambiente em que a emergência diminuiu, mas a normalização ainda não se completou. A gestora mantém posição comprada em dólar e aumentou posições aplicadas em juros fora dos Estados Unidos, principalmente no México, na Suécia e na Nova Zelândia. No Brasil, está tática, com posições aplicadas em juros curtos protegidas por inclinação, nenhuma exposição ao real e investimentos seletivos em Minha Casa, Minha Vida, utilidades públicas e aeroespacial. Em commodities, está neutra em petróleo, prefere vender produtores e petróleo longo e está comprada em milho; em IA, evita exposição excessiva a hyperscalers e empresas puras de modelo e mantém preferência por semicondutores.
A tese para o dólar combina crescimento relativo melhor nos Estados Unidos, diferencial de juros mais favorável, surpresas econômicas mais fortes e maior compromisso do Fed com a meta. Fora dos Estados Unidos, atividade mais fraca, inflação mais dependente de energia e bancos centrais menos pressionados sustentam posições aplicadas. No Brasil, a gestora ainda acredita que o próximo movimento dos juros deve ser de queda, embora sua continuidade dependa de atividade mais fraca e ambiente externo estável. Na tecnologia, considera os semicondutores os principais beneficiários dos gargalos da cadeia de IA; nas commodities, vê assimetria altista no milho e espera superávit relevante no petróleo após a normalização de Ormuz.
A gestora ressalta que o mercado pode ter retirado o prêmio geopolítico rápido demais, pois a negociação entre Estados Unidos e Irã ainda apresenta riscos. Nos Estados Unidos, a inflação acima da meta e a resiliência da economia podem exigir aperto monetário mais cedo e intenso. No Brasil, expansão fiscal, mercado de trabalho apertado, crédito, câmbio e prêmio de risco estrutural podem manter a Selic elevada e limitar a capacidade de capturar o alívio externo. Em IA, competição crescente, grandes necessidades de capital, retorno incerto e mudanças rápidas na liderança tecnológica ameaçam preços, margens, múltiplos e vantagens competitivas.
Algumas afirmacoes desta carta ficaram fora do site por nao se sustentarem no documento. Este resumo foi escrito antes dessa conferencia; vale o que esta abaixo.
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A gestora descreve um ambiente em que a emergência diminuiu, mas a missão ainda não acabou: a política monetária ficou mais difícil, as commodities ainda carregam riscos e a inteligência artificial passou a exigir mais capital.
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Inflação nos EUA
Nos Estados Unidos, a inflação segue acima da meta, enquanto a resiliência da economia e do mercado de trabalho dificulta uma convergência plena com a política monetária atual.
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Aperto do Fed
A gestora considera que o Fed pode precisar apertar as condições financeiras para recuperar credibilidade, com implicações de juros americanos mais altos e dólar mais forte.
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Juros fora dos EUA
Fora dos Estados Unidos, parte da inflação recente estava mais associada ao choque de petróleo e energia, componente que começa a aliviar com a resolução da guerra e a queda do petróleo.
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Fragilidades do Brasil
No Brasil, juros emergenciais persistem em meio a política fiscal expansionista, desemprego baixo, crédito à pessoa física ainda estendido e inflação de serviços resistente.
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Corrida de IA
Na inteligência artificial, a entrada de novos concorrentes aumenta a disputa por capital e torna mais difícil defender preços, margens e retorno sobre o capital.
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A tese comprada em dólar se apoia em crescimento relativo melhor nos Estados Unidos, diferencial de juros mais favorável, surpresas econômicas mais fortes e um Fed mais comprometido com a meta de inflação.
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Juros internacionais
No México, na Suécia e na Nova Zelândia, atividade mais fraca, inflação mais dependente de energia e bancos centrais menos pressionados sustentam uma assimetria favorável às posições aplicadas.
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Juros no Brasil
A gestora acredita que o próximo movimento dos juros brasileiros deve ser de queda, e não de alta, embora a continuidade do ciclo dependa de surpresas baixistas de atividade e de um ambiente externo estável.
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Fiscal no mandato
A gestora avalia que as principais medidas de expansão fiscal deste ano terão impacto menor no PIB do ano que vem e que, sem impulso fiscal positivo, os efeitos dos juros restritivos ficarão mais evidentes.
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Semicondutores em IA
A preferência por semicondutores decorre da maior escassez, visibilidade de demanda e captura de valor no curto prazo, pois modelos e hyperscalers continuam demandando chips, equipamentos, memória e capacidade de fabricação.
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Normalização do petróleo
A gestora espera que a normalização de Ormuz leve o mercado de petróleo a um superávit relevante, favorecendo a venda de produtores e de petróleo longo que permaneceram em preços elevados.
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Assimetria do milho
A gestora vê assimetria altista no milho porque o preço se aproximou do custo de produção, o prêmio de risco foi retirado e o período crítico da safra americana ainda está à frente.
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A gestora entende que a melhora da geopolítica não eliminou os riscos: a política monetária ficou mais difícil, as commodities devolveram prêmio e a IA passou a combinar mais competição, capex e financiamento.
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Risco fiscal brasileiro
Política fiscal expansionista, orçamento rígido e novas medidas de gasto, renúncia ou transferência de renda mantêm a demanda aquecida e reduzem o espaço para cortes da Selic.
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Câmbio e juros
Juros americanos mais altos, dólar mais forte e condições financeiras globais mais apertadas reduzem a liberdade do Banco Central brasileiro, enquanto a vulnerabilidade do real transmite a fragilidade doméstica.
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Risco geopolítico
O mercado pode ter considerado uma normalização quase completa do petróleo cedo demais, pois as negociações entre Estados Unidos e Irã ainda carregam riscos relevantes nos próximos 60 dias.
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Retorno da IA
Capex crescente, emissões de capital, retorno incerto e competição mais intensa podem pressionar preços das ações, múltiplos, margens e retorno sobre capital na cadeia de IA.
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Liderança de modelos
A liderança tecnológica entre modelos pode mudar rapidamente, enquanto episódios como o Fable 5 mostram riscos regulatórios, reputacionais e políticos.
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O portfólio segue construído para um ambiente de menor emergência, mas sem conclusão da normalização, combinando dólar, juros aplicados fora dos Estados Unidos, cautela com Brasil, posições em commodities e preferência por semicondutores.
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Posição em dólar
A gestora mantém posição comprada em dólar, especialmente contra moedas europeias e contra o peso mexicano.
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Juros internacionais
A gestora aumentou posições aplicadas fora dos Estados Unidos, principalmente no México, na Suécia e na Nova Zelândia.
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Ativos brasileiros
No Brasil, a gestora está tática, com posições aplicadas em juros curtos protegidas por inclinação e sem exposição ao real no momento.
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Ações brasileiras
A exposição à bolsa brasileira permanece limitada e seletiva, concentrada em construtoras ligadas ao Minha Casa, Minha Vida, utilities e Embraer.
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Exposição em IA
A gestora evita exposição excessiva a hyperscalers e empresas puras de modelo e mantém o posicionamento em semicondutores.
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Posição em petróleo
A gestora está neutra em petróleo e identifica melhor assimetria na venda de produtores de petróleo e de petróleo longo.
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Posição em milho
Após a queda recente dos preços, a gestora prefere manter posição comprada em milho.
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