KINEA · DATA NAO EXPLICITADA HTML

Resumo

A gestora descreve o Estreito de Ormuz como o principal campo de batalha do conflito, pois por ele passam aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia e mesmo pequenas interrupções afetam imediatamente o mercado de energia. O choque do petróleo elevou as expectativas de inflação, pressionou juros globais e levou o mercado a adiar a flexibilização monetária e até precificar possíveis altas. Gás natural liquefeito e fertilizantes constituem canais adicionais de transmissão, ampliando os possíveis efeitos sobre economias importadoras e sobre a produção agrícola. Embora compare o episódio com 2022, a carta ressalta que a inflação, o emprego e o nível dos juros partem agora de condições diferentes.

No portfólio, a gestora deixou de manter posições tomadas na curva de juros americana e está aplicada em juros suecos. No Brasil, manteve posição comprada em real e aplicada em juros. Em ações, reduziu a exposição devido ao aumento da volatilidade, mas preservou sua maior convicção e posicionamento no setor de tecnologia. Também manteve posições em semicondutores, memória, computação em nuvem e grandes companhias globais de tecnologia. Nos grãos, passou de uma posição vendida para uma posição comprada em milho.

A tese brasileira é que, se o cenário geopolítico se estabilizar e o petróleo encontrar equilíbrio, o Banco Central deverá prosseguir com a redução gradual da taxa de juros. Em tecnologia, a gestora vê evidências de maior utilização corporativa de agentes de inteligência artificial e espera demanda estruturalmente mais alta por semicondutores, memória, equipamentos e serviços relacionados. Para o petróleo, a revisão das contas de oferta e demanda aponta déficit aproximado de 7 milhões de barris por dia, após considerar redirecionamentos, reservas e parte da produção iraniana. A compra de milho se apoia no risco de interrupções no mercado de fertilizantes nitrogenados, que poderia apertar a oferta de culturas intensivas nesse insumo.

A duração do conflito e seus efeitos inflacionários de segunda ordem são determinantes para a velocidade e o tamanho do ciclo de cortes de juros no Brasil. Caso a guerra perdure, a gestora vê risco de medidas que deteriorem ainda mais o quadro fiscal brasileiro. Nos Estados Unidos, a abertura da curva de juros cria riscos adicionais para um mercado de trabalho considerado fragilizado, enquanto a dependência europeia de energia importada ameaça o crescimento e a recuperação alemã. A carta também ressalta que conflitos prolongados dependem de logística, coesão política e capacidade de sustentar o esforço de guerra, não apenas de vantagens militares iniciais.

Visao macro
  • A carta apresenta o Estreito de Ormuz como o gargalo geográfico que permite ao Irã exercer influência desproporcional sobre a economia global, apesar da superioridade militar dos Estados Unidos.

    bloco-5 bloco-8 bloco-9
  • Fluxo de petróleo

    Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia atravessam o Estreito de Ormuz, e mesmo pequenas interrupções nesse fluxo têm impacto imediato sobre o mercado global de energia.

    bloco-9
  • Compensação de oferta

    Oleodutos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, além da liberação de reservas estratégicas, podem mitigar parcialmente a redução do fluxo de petróleo pelo estreito.

    bloco-12 bloco-13
  • Gás e fertilizantes

    O choque pode atingir também o gás natural liquefeito e os fertilizantes nitrogenados, com possíveis efeitos sobre economias asiáticas e culturas agrícolas intensivas nesses insumos.

    bloco-14 bloco-15 bloco-16
  • Inflação e juros

    A alta do petróleo elevou as expectativas de inflação e os juros globais, levando os mercados a adiar parte da flexibilização monetária anteriormente precificada e a considerar possíveis altas de juros nos próximos meses.

    bloco-19 bloco-20
  • Comparação com 2022

    Apesar da comparação com 2022, a gestora avalia que o ponto de partida atual é diferente, com inflação mais controlada, desemprego mais normalizado e juros que não são extremamente estimulativos.

    bloco-22 bloco-23
  • Impacto assimétrico

    Economias asiáticas dependentes de importações de energia e alimentos estão entre as mais expostas, enquanto exportadores de commodities como Estados Unidos, Brasil, Canadá e Austrália tendem a se beneficiar relativamente dos preços globais mais altos.

    bloco-17
  • Curva americana

    Nos Estados Unidos, a abertura forte da curva de juros cria riscos adicionais para um mercado de trabalho que a gestora considera fragilizado.

    bloco-24
  • Energia na Europa

    A dependência europeia de gás e petróleo importados torna o bloco sensível ao choque energético, que pode afetar o crescimento e comprometer a recuperação da economia alemã.

    bloco-25
  • Moedas asiáticas

    As moedas asiáticas mostraram resiliência maior do que a esperada, apoiadas por instrumentos como reservas estratégicas e flexibilidade fiscal para suavizar os preços domésticos de energia.

    bloco-27
  • Cortes no Brasil

    O Banco Central brasileiro iniciou o ciclo de cortes em ritmo menor do que o esperado no início do ano, amparado pelo nível elevado dos juros reais e por sinais mais claros de desaceleração da atividade.

    bloco-30 bloco-31
  • Real e petróleo

    A gestora atribui o desempenho positivo do real ao elevado diferencial de juros e aos ganhos relativos que o choque do petróleo traz para as contas externas brasileiras.

    bloco-36 bloco-37
  • Cenário eleitoral brasileiro

    A perda de popularidade e competitividade eleitoral do presidente Lula aumenta, na margem, a probabilidade de avanço de uma candidatura com agenda mais fiscalista e maior disciplina das contas públicas.

    bloco-42 bloco-43 bloco-44
Teses de investimento
  • As principais teses apresentadas concentram-se na continuidade gradual dos cortes de juros no Brasil, na menor vulnerabilidade relativa dos juros suecos, na adoção corporativa de inteligência artificial e no aperto potencial dos mercados de petróleo e milho.

    bloco-26 bloco-45 bloco-51 bloco-57 bloco-58
  • Juros brasileiros

    Se o cenário geopolítico se estabilizar e o petróleo encontrar algum equilíbrio, a gestora espera que o Banco Central prossiga com a redução gradual da taxa de juros.

    bloco-45
  • Ajuste das expectativas

    Caso o mercado de energia se normalize gradualmente, o ajuste recente das expectativas no Brasil pode representar uma oportunidade tática, e não uma mudança estrutural no processo de desinflação.

    bloco-35
  • Juros suecos

    A matriz energética menos exposta a gás e o ponto de partida benigno da inflação devem deixar o Riksbank em posição mais confortável para não elevar os juros.

    bloco-26
  • Inteligência artificial

    A utilização crescente de agentes de inteligência artificial nas empresas deve sustentar demanda estruturalmente mais alta por semicondutores, memória, equipamentos e outros componentes da cadeia tecnológica.

    bloco-49 bloco-51
  • Computação em nuvem

    Aplicações de inteligência artificial em tarefas mais valiosas e complexas podem elevar o retorno sobre o capital das empresas de computação em nuvem.

    bloco-52
  • Grandes empresas

    As grandes empresas de tecnologia, especialmente as Mag7, devem liderar a adoção interna de agentes de inteligência artificial e obter ganhos de receita, eficiência e redução de custos.

    bloco-53
  • Déficit de petróleo

    Após considerar redirecionamento por oleodutos, liberação de reservas, destruição de demanda e escoamento de parte da produção iraniana, a gestora estima déficit aproximado de 7 milhões de barris por dia na ausência de destruição de demanda.

    bloco-56 bloco-57
  • Compra de milho

    A posição comprada em milho se baseia no risco de interrupções no mercado global de fertilizantes e em um cenário potencialmente mais apertado para culturas intensivas em fertilização nitrogenada.

    bloco-58
  • Desempenho do ouro

    A gestora atribui o desempenho relativamente fraco do ouro ao posicionamento especulativo já elevado antes do conflito e à desalavancagem global.

    bloco-59 bloco-60
Riscos
  • A duração da guerra e da interrupção dos fluxos pelo Estreito de Ormuz é o principal fator de risco para energia, inflação, juros e atividade econômica descrito na carta.

    bloco-16 bloco-20 bloco-32 bloco-38
  • Inflação de segunda ordem

    A velocidade e o tamanho do ciclo de cortes no Brasil dependem da duração do conflito e de seus impactos inflacionários de segunda ordem sobre a economia brasileira.

    bloco-32
  • Risco fiscal brasileiro

    Se a guerra perdurar, existe o risco de adoção de medidas que deteriorem ainda mais o quadro fiscal brasileiro.

    bloco-38
  • Mercado de trabalho

    A abertura forte da curva de juros americana representa risco adicional para o mercado de trabalho dos Estados Unidos, descrito como fragilizado.

    bloco-24
  • Crescimento europeu

    O choque de energia pode afetar de forma relevante o crescimento europeu e comprometer a trajetória de recuperação da economia alemã.

    bloco-25
  • Fertilizantes e safra

    A continuidade da interrupção comercial durante o período de compra de fertilizantes para a safra do hemisfério norte pode afetar culturas intensivas no insumo, como o milho.

    bloco-16
  • Sustentação da guerra

    A carta ressalta que vantagens táticas e militares iniciais podem se transformar em exaustão prolongada quando não há estratégia sustentável, logística, coesão política e capacidade de manter o esforço de guerra.

    bloco-64 bloco-65
Mudancas de portfolio
  • A gestora retirou posições tomadas na curva americana, está aplicada em juros suecos, manteve posições em real e juros brasileiros, reduziu a exposição em ações e passou de vendida para comprada em milho.

    bloco-24 bloco-26 bloco-45 bloco-48 bloco-58
  • Curva americana

    A gestora não mantém mais posições tomadas na curva de juros americana.

    bloco-24
  • Juros suecos

    A gestora está aplicada em juros suecos.

    bloco-26
  • Real e juros

    A gestora mantém posição comprada em real e aplicada em juros brasileiros.

    bloco-45
  • Exposição em ações

    A exposição em ações foi reduzida em razão do aumento da volatilidade, embora a maior convicção e o principal posicionamento continuem no setor de tecnologia.

    bloco-48
  • Tecnologia global

    Foram mantidas posições em empresas de semicondutores, memória, computação em nuvem e nas principais companhias globais de tecnologia.

    bloco-54
  • Posição em milho

    Nos grãos, a gestora passou de uma posição vendida para uma posição comprada em milho.

    bloco-58

Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.