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Resumo

A gestora descreve o início de 2026 como um ambiente sem crise sistêmica, mas fragmentado entre regimes concorrentes. Nos Estados Unidos, estímulos fiscais e monetários convivem com intervenções políticas mais frequentes, que afetam preços e reduzem marginalmente a previsibilidade institucional. Ainda assim, os fundamentos da economia americana permanecem sólidos, com expectativa de aceleração moderada do crescimento. No Brasil, inflação em convergência e atividade em desaceleração coexistem com fluxo para emergentes, expectativa de cortes de juros e tensão eleitoral crescente.

No portfólio, a gestora mantém posição comprada em bolsa americana e tomada nos juros longos, além de ter aumentado a exposição ao setor industrial. No Brasil, simplificou o portfólio, reduziu o número de posições e manteve proteções e opções de EWZ para participar de eventual alta assimétrica. Continua atuando de forma tática em juros e no real, enquanto opera a bolsa com poucos nomes e majoritariamente protegida por índice. Em commodities, mantém posições vendidas em petróleo e produtos agrícolas, comprada em gás natural e encerrou as posições em metais devido à elevada volatilidade.

A principal tese para os Estados Unidos combina crescimento nominal resiliente, maior gasto público e pressão sobre a parte longa da curva de juros. A gestora espera maior protagonismo de setores financeiro, industrial e de consumo, sem abandonar a visão construtiva sobre os investimentos e ganhos de produtividade ligados à inteligência artificial. No Brasil, estima um ciclo de cortes de 250 pontos-base, com início em março, embora o tamanho e a velocidade dependam do crescimento. Em commodities, espera que o excesso estrutural de oferta prevaleça no petróleo, enquanto projeta um mercado de gás natural mais apertado em 2026.

Entre as ressalvas, a gestora destaca que as intervenções do governo americano podem elevar os prêmios de risco e cobrar um preço no futuro, mesmo sem caracterizar ruptura institucional. Também aponta os riscos de um movimento de “Sell America”, de maior emissão conjunta europeia para defesa e de transbordamento das tensões fiscais e monetárias japonesas. No Brasil, a incerteza eleitoral pode afetar a moeda, limitar a antecipação e a entrega de cortes substanciais de juros e elevar o prêmio exigido pelos mercados. A inflação de serviços, o hiato ainda aberto e o déficit em conta corrente também mantêm a economia vulnerável à conjuntura internacional.

Algumas afirmacoes desta carta ficaram fora do site por nao se sustentarem no documento. Este resumo foi escrito antes dessa conferencia; vale o que esta abaixo.

Visao macro
  • O início de 2026 não configura, na avaliação da gestora, uma crise sistêmica, mas um mercado dividido por regimes concorrentes, com rotação entre ativos, setores e estilos.

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  • Instituições americanas

    Nos Estados Unidos, intervenções políticas pontuais e mais frequentes influenciam preços, fluxos e decisões privadas, produzindo erosão marginal de previsibilidade, mas não uma ruptura institucional.

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  • Economia americana

    Os fundamentos da economia americana permanecem sólidos, com atividade construtiva e expectativa de aceleração moderada do crescimento, apoiada por impulsos fiscais e condições financeiras ainda acomodatícias.

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  • Geopolítica e energia

    As tensões envolvendo Venezuela e Irã elevaram o prêmio de risco no mercado de energia, refletindo incerteza geopolítica e risco de disrupção da oferta.

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  • Dívida japonesa

    No Japão, a expansão das possibilidades orçamentárias ocorre em um contexto sensível, no qual o BOJ reduz seu balanço e deixa mais dívida para o mercado absorver em meio a questionamentos fiscais.

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  • Mercados brasileiros

    Os mercados brasileiros são conduzidos pelo fluxo para emergentes, pela expectativa de cortes de juros e pela tensão eleitoral crescente, enquanto a inflação converge e a atividade desacelera gradualmente.

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  • Cortes de juros

    A gestora espera inflação próxima da meta de 3% nos próximos meses e estima um ciclo de cortes de 250 pontos-base, com início em março, cujo tamanho e velocidade serão determinados pelo crescimento.

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  • Inflação de serviços

    A desinflação brasileira tem contribuição relevante dos bens industriais, mas a inflação de serviços intensivos em mão de obra ainda incomoda e há sinais de que a economia opera além de sua capacidade de crescimento da oferta.

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  • Ciclo eleitoral

    O avanço do ciclo eleitoral brasileiro reduz a visibilidade e desloca o debate para viabilidade, rejeição e governabilidade, com a rejeição dos candidatos e a aprovação do governo tratadas como variáveis fundamentais para os mercados.

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Teses de investimento
  • Em um mercado fragmentado, a gestora considera necessário privilegiar discernimento e flexibilidade, reconhecendo que o campo de atuação entre regimes, setores e estilos mudou.

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  • Ativos americanos

    A tese para estar comprada em bolsa americana e tomada nos juros longos combina crescimento nominal resiliente, maior gasto público e pressão estrutural sobre a parte longa da curva.

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  • Curva americana

    A intenção de gerar sobreaquecimento econômico antes das eleições de meio de mandato favorece, na visão da gestora, maior premiação da curva de juros americana.

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  • Rotação setorial

    Setores financeiro, industrial e de consumo podem retomar protagonismo após terem ficado à margem de um mercado concentrado em tecnologia em 2024–2025, beneficiando-se do crescimento doméstico, do crédito e do investimento.

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  • Inteligência artificial

    O fluxo robusto de capital para empresas e plataformas de inteligência artificial sustenta a expectativa de ganhos de produtividade e de uma dinâmica favorável para os lucros corporativos.

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  • Parte curta

    Na parte curta da curva americana, a gestora identifica assimetria para um Federal Reserve mais acomodatício na segunda metade do ano, conforme avancem o ciclo político e as mudanças na liderança do banco central.

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  • Juros no Brasil

    Com a inflação próxima da meta, a gestora entende que a economia brasileira não requer juros tão restritivos e estima um ciclo de cortes de 250 pontos-base com início em março.

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  • Fundamentos do petróleo

    No petróleo, a tese vendida se apoia na expectativa de que choques geopolíticos sejam transitórios e de que o excesso estrutural de oferta e a produção global continuem prevalecendo.

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  • Gás natural

    No gás natural americano, a gestora projeta um mercado mais apertado em 2026.

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  • Safras agrícolas

    A visão vendida nas commodities agrícolas se baseia em condições climáticas favoráveis, safras robustas e estoques ainda elevados de grãos básicos.

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Riscos
  • A maior frequência de intervenções do governo americano pode reduzir a previsibilidade e elevar os prêmios de risco, ainda que não represente uma ruptura institucional.

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  • Sobreaquecimento americano

    A soma de estímulos e intervenções voltada ao sobreaquecimento pode funcionar no curto prazo, mas tende a cobrar um preço futuramente.

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  • Sell America

    A aparente irracionalidade da postura americana eleva o risco de retorno do movimento de “Sell America”, especialmente diante de valuations esticados nas bolsas e de uma perspectiva fiscal pior nos Estados Unidos.

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  • Questão japonesa

    O questionamento fiscal japonês e a redução do balanço do BOJ podem transbordar para outros mercados.

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  • Risco eleitoral

    No Brasil, a incerteza eleitoral pode afetar a moeda, dificultar a antecipação e a entrega de cortes substanciais de juros e impor uma assimetria desfavorável à bolsa.

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  • Vulnerabilidade externa

    A inflação de serviços, o desemprego em mínimas históricas e o déficit em conta corrente de 3,5% do PIB indicam que a economia ainda opera além de sua capacidade de oferta e está mais vulnerável à conjuntura internacional.

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  • Oferta de petróleo

    Protestos no Irã e disrupções pontuais, como no Cazaquistão, podem elevar o prêmio de risco do petróleo por temor de interrupções no fornecimento, apesar da oferta estruturalmente frouxa e dos estoques elevados.

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  • Controle de preços

    A proposta de limitar em 10% os juros de cartões de crédito reacende riscos para a oferta de crédito e para a rentabilidade do sistema financeiro americano.

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Mudancas de portfolio
  • No Brasil, a gestora optou por simplificar e proteger o portfólio, mantendo convexidade para capturar assimetrias sem assumir riscos binários considerados desnecessários.

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  • Bolsa e juros

    A gestora mantém posição comprada em bolsa americana e tomada nos juros longos dos Estados Unidos.

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  • Setor industrial

    A exposição ao setor industrial foi aumentada diante da expectativa de reaceleração da economia americana e de crescimento estrutural dos gastos em defesa.

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  • Juros brasileiros

    Em momentos de abertura da curva brasileira e de menor precificação de cortes, a gestora continua trabalhando aplicada para explorar assimetrias táticas.

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  • Posição em real

    Na moeda brasileira, a atuação permanece predominantemente tática, com viés comprado em real.

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  • Bolsa brasileira

    A gestora reduziu o número de posições na bolsa brasileira, manteve proteções em ações e índice e preservou opções de EWZ para capturar eventual alta assimétrica ligada ao processo eleitoral.

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  • Petróleo e gás

    Em energia, a gestora mantém posição vendida em petróleo e comprada em gás natural americano.

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  • Commodities agrícolas

    A visão permanece vendida em soja, milho, açúcar, café e trigo.

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  • Posições em metais

    As posições em metais foram encerradas no mês devido à elevada volatilidade do mercado.

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Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.