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Resumo

A gestora descreve 2025 como um ano dividido entre antes e depois do Liberation Day, quando a política tarifária dos Estados Unidos alterou os vetores macroeconômicos. A expectativa inicial de dólar mais forte não se confirmou, e a condução das políticas pela Casa Branca contribuiu para a desvalorização da moeda americana. Nesse ambiente, Brasil e outros emergentes receberam fluxos direcionados a mercados mais descontados e com melhor carry. Nas bolsas globais, o DeepSeek Day e o Liberation Day provocaram volatilidade e correções relevantes no primeiro trimestre.

Após o Liberation Day, a gestora ajustou o portfólio para incorporar os novos vetores macroeconômicos, movimento que considera determinante para os resultados positivos do segundo semestre. O ouro tornou-se o principal destaque do ano, enquanto, no Brasil, a postura foi revista e foram construídas posições compradas na moeda. A gestora também explorou oportunidades em juros locais e manteve a convicção estrutural em temas ligados à Inteligência Artificial. Em juros globais, permaneceu aplicada em diversas curvas, e exposições complementares a mercados emergentes e ao setor aeroespacial contribuíram para a performance.

Para 2026, a gestora espera uma combinação de política fiscal expansionista e afrouxamento monetário nos Estados Unidos, que, se confirmada, deverá favorecer os ativos de risco norte-americanos. Em Inteligência Artificial, passou a priorizar empresas capazes de gerar receitas, ampliar a base de clientes, ocupar áreas com gargalos e vantagem competitiva ou aplicar a tecnologia em seus próprios negócios. No Brasil, pretende manter opcionalidades diante das incertezas e oportunidades do calendário eleitoral. Para as commodities, espera tendência de baixa do petróleo e continuidade dos vetores de valorização do ouro.

A gestora reconhece que questões centrais dos mercados globais permanecem em aberto e que demorou mais do que gostaria para incorporar os efeitos das políticas norte-americanas sobre o dólar. O volume de investimentos em Inteligência Artificial e sua capacidade de produzir retornos sustentáveis continuam sendo pontos de debate. No Brasil, o calendário eleitoral deve gerar incertezas, enquanto, no petróleo, a geopolítica permanece decisiva. A carta ressalta a necessidade de sustentar a dúvida sem perder convicção e de preservar a disciplina sem se fechar ao novo e às mudanças.

Visao macro
  • A performance de 2025 foi distinta entre as duas metades do ano, especialmente quando separada entre antes e depois do Liberation Day.

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  • Dólar global

    A visão inicial de que o ambiente tarifário sustentaria um dólar mais forte não se confirmou; as políticas da administração Donald Trump culminaram em expressiva desvalorização da moeda americana.

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  • Economia americana

    As idas e vindas, a incerteza e a implementação das decisões da Casa Branca congelaram planos de investimento e contratação de empresas americanas, enquanto tarifas e cortes de empregos no governo adicionaram um choque negativo à economia.

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  • Ativos locais

    A desvalorização do dólar favoreceu Brasil e outros emergentes, que receberam fluxos direcionados a mercados mais descontados e com melhor carry, dando suporte aos ativos locais.

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  • Renda variável global

    O DeepSeek Day e o Liberation Day elevaram a volatilidade e produziram correções relevantes na renda variável global no primeiro trimestre de 2025.

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  • Política nos EUA

    Para o próximo ano, a gestora espera nos Estados Unidos uma combinação de política fiscal expansionista e afrouxamento monetário, com potencial de reestimular o consumo americano.

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  • Economia chinesa

    A China deverá continuar como uma economia de duas velocidades, com um setor imobiliário estruturalmente enfraquecido e um setor tecnológico impulsionado por investimentos em Inteligência Artificial.

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  • Commodities globais

    A gestora espera tendência de baixa para o petróleo, diante de superávit, estoques altos e produção não-OPEP crescente, enquanto vê os vetores de demanda continuando a pressionar o ouro para cima.

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Teses de investimento
  • A tese do Multimercado 2.0 combina macro, micro e temático, articulados por cultura, processo e risco, com formação de talentos, alinhamento de incentivos e capacidade de operar no curto e no longo prazo.

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  • Processo multigestor

    A estratégia é executada por um time multigestor de 50 profissionais, com estratégias ortogonais e controles de alocação de capital e risco destinados a ampliar a diversidade e a diversificação do processo.

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  • Ativos de risco

    Se a combinação de expansão fiscal e afrouxamento monetário nos Estados Unidos se confirmar, a gestora espera impulso aos ativos de risco norte-americanos.

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  • Empresas de IA

    Embora considere promissor o setor de Inteligência Artificial, a gestora favorece empresas com geração de receitas, crescimento da base de clientes, gargalos claros, vantagem competitiva ou capacidade de aplicar a tecnologia aos próprios negócios.

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  • Opcionalidades no Brasil

    Diante do calendário eleitoral brasileiro, o objetivo é manter opcionalidades que permitam navegar diferentes cenários de maneira equilibrada e responsiva.

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  • Tecnologia na China

    Na China, a tese distingue a fragilidade estrutural do setor imobiliário do impulso recebido pelo setor tecnológico por meio dos investimentos em Inteligência Artificial.

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  • Preços do petróleo

    A tese para o petróleo é de continuidade da tendência de baixa, sustentada pela persistência do superávit e dos estoques altos, pelo crescimento da produção não-OPEP e pela ausência de sinalização de cortes pela OPEP.

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  • Demanda por ouro

    A gestora considera o ouro um dos principais beneficiários da desdolarização mundial, apoiado pela busca de Bancos Centrais e de pessoas por alternativas de reserva de valor.

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Riscos
  • A gestora entra em 2026 reconhecendo que questões centrais dos mercados globais continuam em aberto e que o mundo alterna euforia e cansaço em intervalos cada vez menores.

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  • Leitura do dólar

    A tese inicial de dólar mais forte não se confirmou, e a gestora reconhece que demorou mais do que gostaria para incorporar plenamente os efeitos da nova dinâmica norte-americana.

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  • Retornos em IA

    O volume de investimentos em Inteligência Artificial e sua capacidade de gerar retornos sustentáveis permanecem como fontes de incerteza, em um setor sujeito a transformações constantes.

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  • Calendário eleitoral

    No Brasil, o calendário eleitoral deve produzir incertezas, ainda que também possa criar oportunidades e levar à reprecificação dos prêmios de risco domésticos.

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  • Geopolítica do petróleo

    A geopolítica permanece decisiva para o petróleo, incluindo a possibilidade de acordo entre Ucrânia e Rússia e os riscos relacionados à Venezuela e à indefinição do acordo nuclear com o Irã.

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  • Déficits americanos

    A carta destaca como vulnerabilidades dos Estados Unidos os déficits gêmeos elevados, a dependência estrutural de financiamento externo e um passivo relevante com o resto do mundo.

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Mudancas de portfolio
  • Após o Liberation Day, a gestora ajustou o portfólio para incorporar os novos vetores macroeconômicos e atribui a esse reposicionamento papel determinante nos resultados positivos do segundo semestre.

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  • Posição em ouro

    O ouro tornou-se o principal destaque do ano, apoiado pela combinação de desvalorização do dólar, compras sistemáticas dos Bancos Centrais e busca por alternativas de reserva de valor.

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  • Moeda no Brasil

    No Brasil, a gestora revisou sua postura e passou a construir posições compradas na moeda, aproveitando o diferencial de juros elevado e o ambiente global mais favorável aos emergentes.

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  • Juros locais

    A gestora explorou, durante o segundo semestre, oportunidades em juros locais associadas à expectativa de desaceleração da atividade, inflação mais benigna e início de um ciclo de cortes pelo Banco Central.

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  • Inteligência Artificial

    Nas bolsas internacionais, a gestora manteve sua convicção estrutural em eletrificação, energia, semicondutores e infraestrutura de cloud ligados à Inteligência Artificial.

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  • Juros globais

    Em juros globais, a gestora permaneceu aplicada em diversas curvas, antecipando um Federal Reserve mais acomodatício diante de sinais de fraqueza no consumo e ajustes no mercado de trabalho.

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  • Exposições complementares

    Exposições complementares em mercados emergentes e no setor aeroespacial contribuíram para a performance do ano.

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  • Exposição em IA

    A exposição à Inteligência Artificial deixou de se concentrar apenas nos beneficiários dos investimentos e passou a priorizar empresas capazes de gerar receitas, ampliar clientes ou atuar em áreas com gargalos e vantagem competitiva.

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  • Aplicações de IA

    A gestora também passou a buscar empresas que devem se beneficiar da aplicação da Inteligência Artificial em seus negócios, apontando o setor financeiro como terreno fértil.

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Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.