LETO CAPITAL · JUL 2026 PDF

Capa da carta publicada pela gestora
Resumo

No mercado local, julho deu continuidade à recuperação do crédito iniciada em meados de abril, com o Idex-CDI registrando o terceiro mês consecutivo de excesso de retorno relevante. A oferta primária restrita e os resgates antecipados sustentaram o fechamento dos spreads, apesar de o fluxo de captação ter voltado a terreno marginalmente negativo. Em infraestrutura, a pressão da curva de juros reais sobre as carteiras indexadas à inflação diminuiu gradualmente, enquanto os resgates líquidos desaceleraram de forma expressiva. No exterior, a alta temporária do petróleo reativou preocupações inflacionárias e provocou uma abertura relevante da curva de juros americana.

A carta não descreve entradas, saídas ou redimensionamentos específicos nas carteiras. Os fundos apresentados estavam entre 77% e 100% alocados, com prazos médios entre 1,9 e 5,2 anos, conforme o produto. Os ganhos de marcação a mercado citados vieram de diferentes ativos, com recorrência das debêntures da Light em vários fundos. Na alocação internacional, a gestora manteve postura seletiva e preferência relativa por ativos de duration mais curta.

Com os spreads domésticos em território historicamente apertado, a gestora entende que o retorno prospectivo migrou do ganho de marcação para o carrego das carteiras e para casos idiossincráticos. A maior parte dos créditos high grade já opera em níveis apertados, enquanto a compressão recente foi puxada por créditos ainda estressados e em normalização. No exterior, a preferência por duration mais curta busca oferecer maior proteção contra novas aberturas da curva americana.

A gestora ressalta que há pouco espaço adicional para fechamento de spreads na parcela high grade do mercado local e que o componente de crédito de infraestrutura está historicamente comprimido. No exterior, taxas-base mais elevadas combinadas com spreads comprimidos tornam os bonds relativamente caros. A energia permanece como fonte de pressão inflacionária, com potencial de afetar a precificação dos juros americanos. O relatório também alerta que os fundos não contam com garantia e que todo investimento envolve riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital.

Visao macro
  • O mercado local de crédito deu sequência, em julho, ao ciclo de recuperação iniciado em meados de abril, com fechamento de spreads e excesso de retorno do Idex-CDI.

    p.3
  • Idex-CDI

    O Idex-CDI retornou 2,04% em julho, ante 1,22% do CDI, e acumulou 9,38% no ano, ante 8,14% do CDI.

    p.3
  • Oferta primária

    Mesmo com fluxo de captação marginalmente negativo, a oferta primária restrita e os resgates antecipados continuaram sustentando o fechamento de spreads.

    p.3
  • Fundos de infraestrutura

    No segmento de infraestrutura, houve redução gradual da pressão da curva de juros reais e desaceleração expressiva dos resgates líquidos dos fundos.

    p.4
  • Mercado internacional

    O mercado internacional em julho apresentou reversão parcial do ambiente benigno de junho, diante da reescalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, da alta temporária do petróleo e da reprecificação hawkish dos juros americanos.

    p.5
  • Curva americana

    A curva de juros americana abriu e inclinou ao longo do mês, com pressão concentrada na ponta longa, enquanto CEMBI Latam e CEMBI Brazil registraram retorno de -0,55%, explicado pela alta das taxas livres de risco.

    p.5
  • Tarifa ao Brasil

    A tarifa de 25% sobre determinadas importações americanas originárias do Brasil contou com uma lista ampla de exceções e foi absorvida sem estresse relevante nos bonds corporativos brasileiros.

    p.5
Teses de investimento
  • Com os spreads em território historicamente apertado, o retorno prospectivo do crédito local migrou do ganho de marcação para o carrego das carteiras e para casos idiossincráticos.

    p.3
  • Créditos estressados

    A compressão recente de spreads foi puxada principalmente por créditos que ainda negociam em níveis elevados e seguem em processo de normalização, enquanto a maior parte high grade apresenta pouco espaço adicional de fechamento.

    p.3
  • Duration mais curta

    Na alocação internacional, a gestora mantém postura seletiva, com preferência relativa por ativos de duration mais curta e maior proteção contra novas aberturas da curva americana.

    p.5
Riscos
  • Os spreads do crédito local encontram-se em território historicamente apertado, reduzindo o espaço para ganhos adicionais de marcação.

    p.3
  • Crédito high grade

    A maior parte high grade do Idex-CDI já opera em níveis apertados e apresenta pouco espaço adicional de fechamento de spreads.

    p.3
  • Bonds corporativos

    A combinação de taxas-base mais elevadas e spreads ainda comprimidos torna o valuation dos bonds relativamente caro.

    p.5
  • Energia e inflação

    A alta do petróleo reativou preocupações com o impacto da energia sobre a inflação e contribuiu para uma forte reprecificação hawkish da curva de juros americana.

    p.5
  • Perda de capital

    Os investimentos em fundos não são garantidos e envolvem riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital aplicado.

    p.10
Mudancas de portfolio

Nao explicitado na carta

Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.