LETO CAPITAL · JUN 2026 PDF

Capa da carta publicada pela gestora
Resumo

Em junho, o crédito local indexado ao CDI manteve a recuperação, com o Idex-CDI acima do CDI no mês e no acumulado do ano, acompanhado por compressão de spreads e retorno do fluxo da indústria a território positivo. Em infraestrutura, o Idex-IPCA ficou abaixo do CDI, principalmente devido à abertura das NTN-Bs, embora os spreads de crédito tenham se comprimido e os resgates tenham desacelerado. No mercado internacional, o ambiente foi favorável aos ativos de risco, apoiado pela resiliência da economia americana, pela normalização do risco geopolítico no Oriente Médio e pela retomada do tema de inteligência artificial. Ainda assim, a sinalização do FOMC provocou um repricing hawkish e abertura da curva de juros americana, enquanto os principais índices de crédito offshore terminaram o mês em território positivo.

O relatório não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos de posições. Em vez disso, apresenta uma fotografia das carteiras, com os fundos listados entre 80% e 100% alocados e diferentes níveis de carrego e prazo médio. As atribuições de desempenho destacam ganhos de marcação a mercado em letras financeiras e debêntures específicas, sem caracterizá-los como mudanças de portfólio.

No crédito local, a gestora atribui o fechamento dos spreads ao retorno do fluxo para a indústria, às emissões primárias ainda contidas, ao prazo médio relativamente curto das carteiras e à ausência de novos eventos de crédito relevantes. Em infraestrutura, avalia que o ajuste de preços do componente de crédito seguiu em direção favorável, apesar do efeito adverso da curva de juros reais. No crédito offshore, a absorção da abertura das taxas livres de risco pelos spreads sustentou retornos positivos, mas tornou o valuation dos bonds relativamente mais caro e passou a exigir maior seletividade na alocação.

A abertura das NTN-Bs pressionou negativamente a marcação a mercado das carteiras indexadas à inflação. Os fundos de infraestrutura ainda registraram cerca de R$ 13,5 bilhões em resgates em junho, embora abaixo do volume de maio. No exterior, a abertura da curva americana e o encarecimento relativo dos bonds representam ressalvas para a alocação. O relatório também adverte que todo investimento envolve riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital aplicado.

Visao macro
  • Em junho, o crédito local indexado ao CDI apresentou recuperação e compressão de spreads, a infraestrutura foi prejudicada pela abertura das NTN-Bs apesar da melhora do componente de crédito, e os índices de crédito offshore ficaram positivos mesmo com a abertura dos juros americanos.

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  • Crédito local

    O Idex-CDI retornou 1,46% em junho, ante 1,12% do CDI, e acumulou 7,19% no ano, frente a 6,84% do CDI; seu spread médio encerrou o mês em 1,35%, cerca de 4 bps abaixo do fechamento de maio.

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  • Infraestrutura local

    O Idex-IPCA retornou 0,18% em junho, ante 1,12% do CDI, com o resultado pressionado pela abertura das NTN-Bs; ao mesmo tempo, seu spread médio caiu aproximadamente 10 bps em relação a maio, para 35 bps.

    p.4
  • Mercado internacional

    O mercado internacional foi favorável aos ativos de risco em junho, sustentado pela resiliência da economia americana, pela normalização do risco geopolítico no Oriente Médio e pela retomada do tema de inteligência artificial.

    p.5
  • Juros americanos

    A sinalização do FOMC gerou repricing hawkish: a Treasury de dois anos subiu 16 bps no dia da reunião, o mercado passou a precificar integralmente uma alta até outubro e a curva americana abriu entre 10 bps e 20 bps nos vértices intermediários ao longo do mês.

    p.5
Teses de investimento
  • A leitura para o crédito local combina melhora do ambiente técnico, sustentada por fluxo, emissões contidas e carteiras de prazo relativamente curto, com evolução favorável do componente de crédito em infraestrutura.

    p.3 p.4
  • Fechamento de spreads

    A volta do fluxo para a indústria, as emissões primárias ainda contidas, o prazo médio relativamente curto das carteiras e a ausência de novos eventos de crédito relevantes contribuíram para o fechamento dos spreads.

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  • Bonds offshore

    Os spreads de crédito absorveram a abertura das taxas livres de risco e permitiram retornos positivos dos principais índices offshore, mas esse movimento tornou o valuation dos bonds relativamente mais caro e exige maior seletividade na alocação.

    p.5
Riscos
  • A carta ressalta a pressão dos juros reais sobre as carteiras de infraestrutura e o encarecimento relativo dos bonds offshore como fatores adversos para a marcação a mercado e a alocação.

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  • Curva de juros

    A abertura das NTN-Bs pressiona negativamente a marcação a mercado das carteiras indexadas à inflação.

    p.4
  • Valuation dos bonds

    A absorção da abertura das taxas livres de risco pelos spreads tornou o valuation dos bonds relativamente mais caro, demandando maior seletividade na alocação.

    p.5
  • Resgates em infraestrutura

    Os fundos de infraestrutura sofreram cerca de R$ 13,5 bilhões em resgates em junho, embora a pressão vendedora tenha desacelerado em relação aos aproximadamente R$ 19 bilhões de maio.

    p.4
  • Perda de capital

    O relatório adverte que todo investimento envolve riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital aplicado, e que os fundos não são garantidos pelo administrador, pelo gestor, por seguro ou pelo FGC.

    p.10
Mudancas de portfolio

Nao explicitado na carta

Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.