Em junho, o crédito local indexado ao CDI manteve a recuperação, com o Idex-CDI acima do CDI no mês e no acumulado do ano, acompanhado por compressão de spreads e retorno do fluxo da indústria a território positivo. Em infraestrutura, o Idex-IPCA ficou abaixo do CDI, principalmente devido à abertura das NTN-Bs, embora os spreads de crédito tenham se comprimido e os resgates tenham desacelerado. No mercado internacional, o ambiente foi favorável aos ativos de risco, apoiado pela resiliência da economia americana, pela normalização do risco geopolítico no Oriente Médio e pela retomada do tema de inteligência artificial. Ainda assim, a sinalização do FOMC provocou um repricing hawkish e abertura da curva de juros americana, enquanto os principais índices de crédito offshore terminaram o mês em território positivo.
O relatório não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos de posições. Em vez disso, apresenta uma fotografia das carteiras, com os fundos listados entre 80% e 100% alocados e diferentes níveis de carrego e prazo médio. As atribuições de desempenho destacam ganhos de marcação a mercado em letras financeiras e debêntures específicas, sem caracterizá-los como mudanças de portfólio.
No crédito local, a gestora atribui o fechamento dos spreads ao retorno do fluxo para a indústria, às emissões primárias ainda contidas, ao prazo médio relativamente curto das carteiras e à ausência de novos eventos de crédito relevantes. Em infraestrutura, avalia que o ajuste de preços do componente de crédito seguiu em direção favorável, apesar do efeito adverso da curva de juros reais. No crédito offshore, a absorção da abertura das taxas livres de risco pelos spreads sustentou retornos positivos, mas tornou o valuation dos bonds relativamente mais caro e passou a exigir maior seletividade na alocação.
A abertura das NTN-Bs pressionou negativamente a marcação a mercado das carteiras indexadas à inflação. Os fundos de infraestrutura ainda registraram cerca de R$ 13,5 bilhões em resgates em junho, embora abaixo do volume de maio. No exterior, a abertura da curva americana e o encarecimento relativo dos bonds representam ressalvas para a alocação. O relatório também adverte que todo investimento envolve riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital aplicado.
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Em junho, o crédito local indexado ao CDI apresentou recuperação e compressão de spreads, a infraestrutura foi prejudicada pela abertura das NTN-Bs apesar da melhora do componente de crédito, e os índices de crédito offshore ficaram positivos mesmo com a abertura dos juros americanos.
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Crédito local
O Idex-CDI retornou 1,46% em junho, ante 1,12% do CDI, e acumulou 7,19% no ano, frente a 6,84% do CDI; seu spread médio encerrou o mês em 1,35%, cerca de 4 bps abaixo do fechamento de maio.
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Infraestrutura local
O Idex-IPCA retornou 0,18% em junho, ante 1,12% do CDI, com o resultado pressionado pela abertura das NTN-Bs; ao mesmo tempo, seu spread médio caiu aproximadamente 10 bps em relação a maio, para 35 bps.
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Mercado internacional
O mercado internacional foi favorável aos ativos de risco em junho, sustentado pela resiliência da economia americana, pela normalização do risco geopolítico no Oriente Médio e pela retomada do tema de inteligência artificial.
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Juros americanos
A sinalização do FOMC gerou repricing hawkish: a Treasury de dois anos subiu 16 bps no dia da reunião, o mercado passou a precificar integralmente uma alta até outubro e a curva americana abriu entre 10 bps e 20 bps nos vértices intermediários ao longo do mês.
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A leitura para o crédito local combina melhora do ambiente técnico, sustentada por fluxo, emissões contidas e carteiras de prazo relativamente curto, com evolução favorável do componente de crédito em infraestrutura.
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Fechamento de spreads
A volta do fluxo para a indústria, as emissões primárias ainda contidas, o prazo médio relativamente curto das carteiras e a ausência de novos eventos de crédito relevantes contribuíram para o fechamento dos spreads.
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Bonds offshore
Os spreads de crédito absorveram a abertura das taxas livres de risco e permitiram retornos positivos dos principais índices offshore, mas esse movimento tornou o valuation dos bonds relativamente mais caro e exige maior seletividade na alocação.
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A carta ressalta a pressão dos juros reais sobre as carteiras de infraestrutura e o encarecimento relativo dos bonds offshore como fatores adversos para a marcação a mercado e a alocação.
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Curva de juros
A abertura das NTN-Bs pressiona negativamente a marcação a mercado das carteiras indexadas à inflação.
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Valuation dos bonds
A absorção da abertura das taxas livres de risco pelos spreads tornou o valuation dos bonds relativamente mais caro, demandando maior seletividade na alocação.
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Resgates em infraestrutura
Os fundos de infraestrutura sofreram cerca de R$ 13,5 bilhões em resgates em junho, embora a pressão vendedora tenha desacelerado em relação aos aproximadamente R$ 19 bilhões de maio.
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Perda de capital
O relatório adverte que todo investimento envolve riscos, inclusive a possibilidade de perda total do capital aplicado, e que os fundos não são garantidos pelo administrador, pelo gestor, por seguro ou pelo FGC.
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Nao explicitado na carta