A gestora descreve sinais iniciais de descompressão no conflito entre EUA e Irã, após um cessar-fogo temporário e a possível reabertura do estreito de Ormuz. Um acordo mais duradouro poderia acomodar os preços do petróleo e aliviar os ativos financeiros, embora a gestora considere prematuro afirmar que a crise foi resolvida. No Brasil, o choque piorou as expectativas de inflação e reduziu sensivelmente a precificação de cortes de juros. As expectativas para 2026 se aproximaram do limite superior da banda, enquanto a deterioração para 2027 e 2028 foi mais contida.
A carta não relata entradas, saídas ou redimensionamentos de posições. No Arpa, a exposição líquida à renda variável está acima do neutro, em torno de 85%, e a exposição bruta permanece ao redor de 150%. No Radar, a posição em moeda local foi a principal contribuição positiva do mês, enquanto moedas e juros globais foram os maiores detratores. No Arpa, posições compradas em empresas domésticas de energia contribuíram positivamente, ao passo que semicondutores nos EUA e empresas brasileiras dos setores financeiro, de construção civil e shopping malls contribuíram negativamente.
A gestora avalia que a normalização do petróleo, mesmo para níveis um pouco superiores aos anteriores ao conflito, seria suficiente para a retomada de cortes de 50 pontos-base pelo Banco Central nas próximas reuniões. A menor desancoragem das expectativas de longo prazo e o fluxo de capital positivo para a bolsa local permitem à gestora expressar uma visão mais construtiva. Para o petróleo, espera acomodação caso o processo de desescalada evolua para um acordo mais duradouro. No Sagres, a estratégia busca capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos.
A gestora ressalva que permanecem incertezas e riscos de novos episódios no conflito, inclusive diante dos acontecimentos recentes envolvendo Israel e Líbano. Mesmo com normalização, considera pouco provável que o petróleo retorne integralmente aos níveis anteriores ao conflito, devido aos danos físicos à produção e ao refino. O principal risco para a retomada de cortes de 50 pontos-base é o timing: se a incerteza externa persistir até a reunião de abril, o Banco Central poderá manter o ritmo atual de calibração. A carta também destaca riscos inerentes aos fundos, incluindo derivativos para alavancagem, ativos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores.
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O conflito entre EUA e Irã apresentou sinais iniciais de descompressão, com cessar-fogo temporário e possível reabertura do estreito de Ormuz, reduzindo a probabilidade de cenários mais extremos.
p.2 p.4 -
Choque do petróleo
No Brasil, o choque do petróleo piorou as expectativas de inflação e reduziu sensivelmente a precificação de cortes de juros pelo mercado.
p.2 p.4 -
Expectativas de inflação
As projeções do Focus para 2026 se aproximaram do limite superior da banda, com a inflação de mercado chegando a superar 5%, enquanto as projeções para 2027 e 2028 apresentaram deterioração mais contida.
p.2 -
Política monetária
Em um ambiente de maior incerteza e piora das expectativas mais longas, o Banco Central iniciou o ciclo de cortes com 25 pontos-base e adotou tom marginalmente mais conservador.
p.2 -
Transmissão monetária
O Banco Central avalia que a transmissão da política monetária, atenuada nos últimos anos por fatores temporários, tem ganhado tração e pode se intensificar com o maior endividamento das famílias e a predominância de crédito pós-fixado para empresas.
p.2 -
Hiato do produto
O Banco Central tem atribuído maior peso à trajetória do hiato e indicou que ele pode entrar em território positivo já no curtíssimo prazo.
p.2
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Se a desescalada evoluir para um acordo mais duradouro, a gestora espera acomodação dos preços do petróleo e alívio relevante para os ativos financeiros.
p.2 -
Cortes de juros
A gestora avalia que uma normalização do petróleo, ainda que para níveis um pouco acima dos anteriores ao conflito, seria suficiente para a retomada de cortes de 50 pontos-base nas próximas reuniões do Banco Central.
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Bolsa local
A menor desancoragem das expectativas de longo prazo e o fluxo de capital positivo para a bolsa local permitem à gestora expressar uma visão mais construtiva.
p.4 -
Estratégia sistemática
O Sagres busca capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos, com diversificação entre regiões e países e atuação nos mercados de juros e moedas.
p.5 p.8
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Ainda há incertezas e riscos de novos episódios no conflito, e a gestora considera prematuro afirmar que a crise do petróleo foi plenamente resolvida.
p.2 p.4 -
Preços do petróleo
Mesmo com normalização parcial, a gestora considera pouco provável que o petróleo retorne integralmente aos níveis anteriores ao conflito, devido aos danos físicos à capacidade de produção e refino nas regiões afetadas.
p.2 -
Timing dos cortes
Caso a incerteza externa persista até a reunião de abril, o Banco Central poderá manter o ritmo atual de calibração, em vez de retomar cortes de 50 pontos-base.
p.2 -
Riscos dos fundos
Entre os riscos destacados estão o uso de derivativos para alavancagem, investimentos em ativos no exterior, variação cambial e concentração em ativos de poucos emissores, com possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado.
p.3 p.5 -
Resultados futuros
A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros, e os investimentos nos fundos não são garantidos pelo administrador, pelo gestor, por seguro ou pelo Fundo Garantidor de Crédito.
p.3 p.4
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No Arpa, a exposição líquida à renda variável está acima do neutro, em torno de 85%, enquanto a exposição bruta permanece ao redor de 150%.
p.4 -
Posição em moeda
No Radar, a posição em moeda local foi a principal contribuição positiva para a rentabilidade do mês.
p.3 -
Juros e moedas
No Radar, as apostas em moedas e juros globais foram os principais detratores, e as posições em juros local e renda variável também contribuíram negativamente.
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Empresas de energia
No Arpa, as principais contribuições positivas do mês vieram de posições compradas em empresas domésticas do setor de energia.
p.4 -
Posições compradas
No Arpa, contribuíram negativamente as posições compradas em empresas americanas de semicondutores e em empresas brasileiras dos setores financeiro, de construção civil e shopping malls.
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