A gestora descreve um cenário global marcado pelo retorno da disputa estratégica entre Estados Unidos e China, com semicondutores e terras raras no centro de uma busca por autossuficiência. Embora tenha sido acordada uma aparente trégua por 12 meses, a expectativa é de um impasse tenso e prolongado. No Brasil, os indicadores de atividade enfraqueceram e as projeções mais longas de inflação do Focus foram revistas para baixo. Nos Estados Unidos, a economia segue crescendo com o impulso da inteligência artificial, enquanto o emprego permanece fraco; na Europa, predominam instabilidade política, dúvidas fiscais e sinais de enfraquecimento nos setores expostos a tarifas.
Na renda variável, a gestora migrou suas posições compradas principalmente para os Estados Unidos, concentrando-as no setor de tecnologia, após a redução do prêmio de risco nos ativos brasileiros. Montou posições tomadas em juros americanos como proteção para posições aplicadas em mercados emergentes e europeus. Permaneceu comprada no real, iniciou uma posição comprada em peso chileno contra o euro e manteve postura neutra em relação ao dólar. Também reduziu previamente a exposição a áreas com forte presença de pessoas físicas e, no mês, diminuiu a posição comprada em ouro devido ao aumento da volatilidade.
A gestora projeta um PIB brasileiro em torno de zero no segundo semestre e espera que os indicadores criem condições para o Banco Central iniciar a redução dos juros no começo de 2026. Para os Estados Unidos, avalia que o crescimento dos lucros e a queda dos juros formam um cenário favorável aos ativos de risco, sustentando a posição comprada em ações globais com foco em tecnologia americana. Na Europa, vê assimetria para um novo corte do Banco Central Europeu e espera que a fraqueza econômica e a contração fiscal ajudem a normalizar a inflação britânica. No petróleo, espera a continuidade da pressão baixista causada pelo aumento da oferta e pelo acúmulo de estoques globais.
A carta ressalta que a disputa entre Estados Unidos e China pode produzir consequências globais, embora a destruição econômica mútua limite a escalada. Nos Estados Unidos, o apagão de dados do shutdown dificultou a leitura da economia, enquanto a fraqueza do emprego, as dúvidas sobre o crédito privado e a possibilidade de um ciclo menor de cortes do Fed permanecem fontes de incerteza. Na Europa, há risco de que os desembolsos do pacote fiscal alemão demorem a se transformar em PIB, ao mesmo tempo que setores expostos a tarifas mostram enfraquecimento. A gestora também aponta reversões em áreas especulativas e maior volatilidade do ouro associada aos influxos de pessoas físicas.
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O cenário global é descrito como uma disputa estratégica entre Estados Unidos e China, na qual controles sobre semicondutores e terras raras estimulam uma corrida por autossuficiência; apesar da aparente trégua por 12 meses, a gestora espera um impasse tenso e prolongado.
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Campanha de 2026
No Brasil, a melhora recente das perspectivas eleitorais do presidente Lula é acompanhada pelo desenvolvimento de propostas para a campanha de 2026, incluindo medidas tributárias, habitacionais, educacionais e de transporte público.
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Atividade no Brasil
Os indicadores de difusão da atividade brasileira estão no menor patamar desde a pandemia, houve revisões baixistas nas projeções mais longas de inflação do Focus e a gestora projeta PIB em torno de zero no segundo semestre.
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Economia dos EUA
A economia americana continua crescendo com o impulso dos investimentos e do efeito riqueza associados à inteligência artificial, mas o emprego segue fraco; a combinação de lucros crescentes e juros em queda é caracterizada como um cenário de “goldilocks” para ativos de risco.
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Cenário europeu
A Europa é descrita como politicamente instável e economicamente paralisada, com dúvidas sobre a execução do pacote fiscal alemão e sinais de enfraquecimento nos setores expostos a tarifas, embora os serviços permaneçam resilientes.
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Estoques de petróleo
O aumento da oferta da OPEP após o verão vem provocando forte acúmulo de estoques globais, pressionando os prêmios do petróleo físico e o preço da commodity.
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A disputa entre Estados Unidos e China tende a direcionar investimentos para capacidade doméstica de mineração e refino de minerais raros nos Estados Unidos e para a cadeia de inteligência artificial na China.
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Juros no Brasil
O posicionamento aplicado na curva de juros brasileira se apoia no enfraquecimento da atividade e nas revisões baixistas de inflação, com expectativa de início da redução dos juros no começo de 2026.
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Ações de tecnologia
A concentração das posições compradas em renda variável nos Estados Unidos é sustentada pelo forte crescimento dos lucros do setor de tecnologia e pela resiliência observada na temporada de resultados.
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Peso chileno
A compra do peso chileno contra o euro se baseia na postura mais cautelosa do Banco Central do Chile, no preço elevado do cobre e na expectativa de um governo mais alinhado com políticas econômicas tradicionais após a eleição de novembro.
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Juros europeus
A posição vendida no euro reflete a percepção de assimetria para um novo corte do Banco Central Europeu, enquanto a posição aplicada no Reino Unido se apoia na fraqueza econômica e na expectativa de que a contração fiscal ajude a normalizar a inflação.
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Preço do petróleo
A gestora espera que o acúmulo de estoques decorrente do aumento da oferta da OPEP continue pressionando o preço do petróleo nos próximos meses.
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A disputa entre Estados Unidos e China pode gerar uma escalada de consequências globais, ainda que ambos reconheçam o risco de destruição econômica mútua.
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Riscos nos EUA
O apagão de dados provocado pelo shutdown dificultou a leitura da economia americana, enquanto permanecem riscos nos dois lados do mandato do Fed, fraqueza assimétrica no emprego e dúvidas sobre a saúde do crédito privado.
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Cortes do Fed
Um possível ciclo menor de cortes do Federal Reserve é um risco para o qual a gestora montou proteção por meio de posições tomadas em juros americanos.
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Pacote fiscal alemão
Há risco de implementação do pacote fiscal alemão e de que os desembolsos demorem a se materializar em crescimento do PIB.
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Áreas especulativas
Empresas com elevada participação de pessoas físicas e áreas mais especulativas, como computadores quânticos e reatores modulares nucleares, sofreram forte reversão durante o mês.
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Volatilidade do ouro
Os fortes influxos de pessoas físicas aumentaram substancialmente a volatilidade de curto prazo do ouro.
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Após a redução do prêmio de risco decorrente da elevação recente dos preços, a gestora migrou suas posições compradas em renda variável principalmente para os Estados Unidos e passou a concentrá-las nessa geografia.
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Tecnologia dos EUA
A gestora mantém posição comprada em ações globais com foco no setor de tecnologia dos Estados Unidos.
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Juros americanos
Foram montadas posições tomadas em juros americanos para proteger uma carteira direcionalmente aplicada em mercados emergentes e europeus.
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Real e peso chileno
A gestora permaneceu comprada no real, manteve postura neutra em relação ao dólar e começou a comprar peso chileno contra o euro.
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Posições na Europa
A carteira mantém posições vendidas no euro e aplicadas em juros do Reino Unido.
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Áreas especulativas
A exposição a áreas com forte presença de pessoas físicas já havia sido reduzida e, durante o mês, a gestora buscou oportunidades em correções que considerou excessivas e indevidas.
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Posição em ouro
Após permanecer comprada em ouro desde 2022, a gestora reduziu a posição no mês por causa dos fortes influxos de pessoas físicas e do aumento substancial da volatilidade de curto prazo.
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