O principal destaque foi o choque global no petróleo, que passou a representar um dos principais riscos de curto prazo para o cenário macroeconômico. A gestora associa o movimento a uma elevação inicial da inflação, a possíveis reações dos bancos centrais e, posteriormente, a um efeito contracionista sobre a atividade. Embora compare o episódio ao de 2022, avalia que o choque atual parece mais circunscrito a petróleo e derivados e ocorre com juros já em território neutro ou contracionista. Nos Estados Unidos, o enfraquecimento recente do mercado de trabalho torna mais complexa a discussão sobre cortes de juros; no Brasil, a gestora ainda não identifica abertura relevante do hiato do produto.
A carta não informa entradas, saídas ou redimensionamentos de posições. No Arpa, a gestora manteve a exposição líquida à renda variável acima do neutro, em torno de 80%, e a exposição bruta ao redor de 160%. No Radar, as contribuições positivas vieram da posição em moeda local e das apostas em moedas e juros globais. No Arpa, posições compradas em empresas domésticas de utilidades públicas, energia e construção civil e em empresas industriais americanas contribuíram positivamente, enquanto posições compradas em empresas americanas de tecnologia, financeiro e consumo tiveram impacto negativo.
A gestora considera improvável um repasse completo e rápido da alta externa do petróleo aos preços domésticos, especialmente em um ano de eleições. Caso não haja deterioração adicional dos preços de energia, espera que o Banco Central inicie o ciclo de cortes em ritmo de 50 pontos-base por reunião. A alta mais recente do petróleo não lhe parece suficiente para abortar o ciclo, embora admita a possibilidade de um início mais moderado da flexibilização. No Sagres, a tese consiste em aplicar modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos nos mercados globais de juros e moedas, buscando capturar prêmios nos ciclos econômicos de diferentes países.
A principal ressalva é a incerteza sobre a magnitude e a duração do choque do petróleo, que pode elevar a inflação, retardar cortes de juros e enfraquecer a atividade. No Brasil, os núcleos de serviços permanecem entre 5,5% e 6,0%, em patamar considerado elevado e incompatível com a meta, enquanto desemprego e salários ainda indicam um mercado de trabalho apertado. A documentação também destaca riscos de derivativos usados para alavancagem, ativos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores. Os investidores podem sofrer perdas superiores ao capital aplicado, e a rentabilidade passada não garante resultados futuros.
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O choque global no mercado de petróleo voltou a ser um dos principais fatores de risco para o cenário macroeconômico de curto prazo, com efeito inicialmente inflacionário e, posteriormente, contracionista sobre a atividade.
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Choque atual
Em comparação com 2022, o choque atual parece mais circunscrito a petróleo e derivados, embora também afete fretes e transporte, e ocorre com estímulos fiscais menos intensos e juros em território neutro ou contracionista.
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Mercado de trabalho
Nos Estados Unidos, a criação líquida de vagas em fevereiro apresentou contração de cerca de 92 mil postos e a taxa de desemprego subiu para 4,4%, tornando mais complexa a discussão sobre novos cortes de juros diante do choque do petróleo.
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Atividade no Brasil
No Brasil, a gestora vê sinais mistos de desaceleração e não identifica abertura relevante do hiato do produto; o desemprego permanece próximo de mínimas históricas e os salários têm acelerado.
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Inflação no Brasil
Os dados recentes de inflação trouxeram surpresa altista, e os núcleos de serviços seguem entre 5,5% e 6,0%, patamar considerado elevado e incompatível com a meta.
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Cortes de juros
O Banco Central indicou intenção de iniciar o ciclo de cortes na reunião de março; a sinalização foi interpretada como preferência por 50 pontos-base por reunião caso o petróleo não se alterasse significativamente, mas a alta posterior pode levar a um início mais moderado.
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A gestora avalia que a alta recente do petróleo não é suficiente para abortar o ciclo de ajuste da Selic, embora não descarte um início mais moderado da flexibilização.
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Cortes de juros
Caso não haja deterioração adicional dos preços de energia, a gestora entende que o Banco Central tende a iniciar o ciclo de cortes em ritmo de 50 pontos-base por reunião.
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Modelos macroeconômicos
O Sagres busca ganhos de capital no longo prazo por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos, voltados a capturar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países.
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Juros e moedas
A estratégia do Sagres atua em 19 países nos mercados de juros e moedas, com diversificação entre regiões e uso de métricas proprietárias reestimadas diariamente para avaliar fundamentos, preços e divergências entre ciclos econômicos.
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A presença de um evento geopolítico relevante aumenta a incerteza sobre a magnitude e a duração dos impactos nos preços das commodities.
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Inflação e atividade
O choque do petróleo pode elevar a inflação no curto prazo, exigir uma reação dos bancos centrais e, em seguida, desacelerar a atividade ao reduzir a renda disponível das famílias e elevar os custos de produção.
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Política monetária
Nos Estados Unidos, o choque do petróleo tende a afastar a discussão de novos cortes de juros, enquanto um enfraquecimento adicional do mercado de trabalho tornaria essa decisão mais complexa.
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Inflação de serviços
No Brasil, a inflação de serviços permanece elevada e a alta do petróleo representa um risco adicional, ainda que a gestora considere improvável um repasse completo e rápido aos preços locais.
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Riscos dos fundos
Entre os riscos destacados estão o uso de derivativos para alavancagem, investimentos no exterior, variação cambial e concentração em ativos de poucos emissores.
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Perdas e garantias
Os investimentos podem acarretar perdas superiores ao capital aplicado, não contam com garantia do administrador, do gestor, de seguro ou do FGC, e a rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
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A carta não relata entradas, saídas ou redimensionamentos; no Arpa, informa que manteve a exposição líquida à renda variável acima do neutro, em torno de 80%, e a exposição bruta ao redor de 160%.
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