A gestora avalia que o Brasil combina, na direção de 2026, algum crescimento econômico, ambiente favorável de liquidez e valuations atrativos. A atividade, que desacelera para zero no segundo semestre, deve retomar ritmo razoável no ano seguinte, apoiada por prováveis cortes de juros e reaceleração fiscal típica de ano eleitoral. Juros, moeda e renda variável apresentam valuations considerados atrativos, enquanto os lucros das empresas seguem em trajetória de crescimento. Nos Estados Unidos, o Fed voltou a cortar juros diante da maior fragilidade do mercado de trabalho, e a gestora espera a continuidade desse processo.
O Brasil tornou-se uma parte mais relevante do portfólio em comparação com anos anteriores. A gestora permanece aplicada em juros brasileiros, comprada no real e na bolsa local. Fora dos Estados Unidos, mantém posições compradas em bancos europeus, tecnologia chinesa e no tema de inteligência artificial, incluindo provedoras de nuvem e outros elos da cadeia. Nas commodities, segue vendida em petróleo e algodão, mas não está vendida em soja, milho e trigo.
A tese para os ativos brasileiros se apoia na perspectiva de recuperação do crescimento, melhora da liquidez e valuations atrativos, embora a travessia até a eleição exija disciplina. A gestora considera que o ambiente criado pela administração de Donald Trump e a perspectiva de juros menores nos Estados Unidos favorecem alocações em outros mercados. Em inteligência artificial, espera demanda ainda forte por capacidade de treinamento e inferência, beneficiando data centers, serviços em nuvem, energia elétrica e equipamentos associados. Para o petróleo, seu cenário central é de um mercado frouxo no final do ano, enquanto a posição vendida em algodão reflete a visão de estoques abundantes.
A eleição de 2026 é apresentada como o principal divisor de águas para a tese brasileira, e o ponto de partida da popularidade do governo é considerado desafiador. O principal risco ao cenário-base é a adoção de medidas eleitoreiras que rompam o arcabouço fiscal e ampliem o desequilíbrio em 2027. Nos Estados Unidos, o Fed enfrenta o risco de cortar juros com a inflação ainda sensivelmente acima da meta em 2026, ao mesmo tempo que o mercado de trabalho perde dinamismo. A carta também ressalta a incerteza sobre os efeitos das tarifas e o risco de a inteligência artificial reduzir o apetite por novas contratações no curto prazo.
Este resumo foi escrito antes da revisao editorial desta carta. As afirmacoes abaixo estao atualizadas.
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A combinação de um ambiente mais propício para alocações fora dos Estados Unidos e da pressão por juros norte-americanos menores tem sido acompanhada por aceleração dos ativos de risco ao redor do mundo.
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Cenário brasileiro
O Brasil parece combinar, na direção de 2026, algum crescimento econômico, ambiente favorável de liquidez e valuations atrativos.
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Crescimento econômico
O crescimento econômico desacelera para zero no segundo semestre, mas deve voltar a um ritmo razoável no ano seguinte, impulsionado por prováveis cortes de juros e por uma provável reaceleração fiscal típica de ano eleitoral.
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Valuations no Brasil
A gestora considera atrativos os valuations de juros, moeda e renda variável no Brasil, destacando juros reais elevados, amplo diferencial de juros do real e valuations modestos na bolsa com lucros em crescimento.
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Cortes do Fed
O Fed voltou a cortar juros, e a tendência apontada pela gestora é de continuidade do processo de cortes.
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Mercado de trabalho
A revisão negativa dos dados de emprego revelou uma demanda mais frágil nos Estados Unidos, enquanto os planos de contratação das empresas permanecem baixos diante da incerteza sobre as tarifas.
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Aprovação do governo
A análise eleitoral da gestora indica que o atual governo ainda está distante do nível de avaliação líquida associado a mais de 50% de chance de reeleição, embora incumbentes normalmente ganhem popularidade no ano eleitoral.
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A gestora entende que explorar o prêmio de risco dos ativos brasileiros exigirá determinação, resiliência e acompanhamento das variáveis relevantes até a eleição.
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Ativos brasileiros
A tese favorável aos ativos brasileiros se apoia na combinação de crescimento econômico, melhora da liquidez e valuations atrativos.
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Juros no Brasil
A carta destaca inflação declinante, juros reais superiores a 10% na parte curta e a precificação de cerca de 200 pontos-base de cortes até a eleição de 2026, montante considerado inferior ao observado em ciclos anteriores.
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Real brasileiro
A atratividade do real é associada a um diferencial de juros superior a 10% em relação ao dólar norte-americano.
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Bolsa local
A tese para a bolsa local combina valuations modestos com lucros em trajetória de crescimento.
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Mercados fora EUA
A administração de Donald Trump e a perspectiva de redução dos juros pelo Fed são vistas como fatores que criam um ambiente mais propício para alocações fora dos Estados Unidos.
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Tecnologia chinesa
A transformação do mercado chinês de semicondutores é considerada relevante pela gestora.
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Demanda por IA
A gestora acredita que a demanda por inteligência artificial continuará forte, sustentando seu posicionamento em provedoras de nuvem e em elos como energia elétrica, turbinas, transformadores e sistemas de refrigeração.
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Mercado de petróleo
A aceleração das cotas da Opep e da produção não Opep sustenta o cenário central de um mercado de petróleo frouxo no final do ano.
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Estoques de algodão
A posição vendida em algodão se baseia na visão de estoques abundantes após a safra norte-americana.
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A eleição de 2026 é o principal divisor de águas do cenário brasileiro e implica riscos não desprezíveis para a travessia dos investidores.
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Risco fiscal
O principal risco ao cenário-base é a adoção de medidas eleitoreiras que rompam o arcabouço fiscal e contratem um desequilíbrio ainda maior para 2027.
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Guinada populista
O risco de uma guinada populista aumenta caso a popularidade do governo caia para as mínimas, embora o receio de o real voltar a superar R$ 6,0 possa limitar esse movimento.
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Dilema do Fed
O Fed enfrenta o dilema entre manter juros altos diante do risco inflacionário associado às tarifas e realizar cortes de segurança diante dos sinais de desaceleração do mercado de trabalho.
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Inflação em 2026
A inflação nos Estados Unidos deve permanecer sensivelmente acima da meta em 2026, mesmo após a retomada dos cortes de juros pelo Fed.
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Efeitos das tarifas
A incerteza sobre os efeitos das tarifas permanece elevada e contribui para manter baixos os planos de contratação das empresas.
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IA e emprego
No curto prazo, os ganhos de produtividade com inteligência artificial generativa podem reduzir o apetite de diversos setores por novos empregados, elevando o risco para o mercado de trabalho.
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O Brasil tornou-se uma parte mais relevante do portfólio em comparação com anos anteriores.
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Ativos brasileiros
A gestora permanece aplicada em juros no Brasil, comprada no real e comprada na bolsa local.
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Mercados fora EUA
Fora dos Estados Unidos, a gestora permanece comprada em bancos europeus e no mercado de tecnologia da China.
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Inteligência artificial
A gestora permanece investida no tema de inteligência artificial, incluindo provedoras de serviços em nuvem e empresas de diferentes partes da cadeia.
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Posição em petróleo
A gestora permanece vendida em petróleo.
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Grãos e algodão
A gestora não está vendida em soja, milho e trigo, mas mantém posição vendida em algodão.
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