GENOA CAPITAL · JAN 2026 PDF

Capa da carta publicada pela gestora
Resumo

Nos Estados Unidos, os indicadores do início de 2026 apontam economia resiliente, atividade acima das expectativas e estabilização do emprego após a perda de fôlego observada ao longo de 2025. Expurgado o ruído estatístico de outubro, a gestora estima inflação próxima de 3%, sobretudo pelos efeitos remanescentes das tarifas, e espera menor pressão com o esgotamento desses repasses. O Fed manteve os juros após três cortes consecutivos e adotou postura paciente. No Brasil, o Banco Central sinalizou que poderá iniciar os cortes em março, diante da melhora da inflação corrente e da maior confiança na transmissão da política monetária.

A carta não relata entradas, saídas ou redimensionamentos de posições. No Arpa, informa apenas o posicionamento corrente, com exposição líquida à renda variável acima do neutro, em torno de 80%, e exposição bruta ao redor de 160%. No Radar, a principal contribuição positiva no mês veio da posição em moeda local, enquanto juros globais e locais prejudicaram o desempenho.

A gestora considera o cenário macroeconômico global favorável aos ativos de risco, como renda variável. Nos Estados Unidos, associa a surpresa positiva dos resultados empresariais à solidez da atividade doméstica. No Brasil, espera cortes de juros modestos, compatíveis com o dinamismo da economia e com a redução do grau de restrição monetária ao nível observado quando a taxa atingiu 15%. Já o Sagres aplica modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos para buscar prêmios nos ciclos econômicos de diversos países.

A gestora ressalva que a qualidade da desinflação brasileira nos últimos 12 meses esteve distante da ideal, por depender essencialmente da apreciação do real e da importação de deflação chinesa. Com o início dos cortes da Selic e a aceleração do crédito, a continuidade da desinflação seguiria dependente de nova apreciação cambial e/ou da manutenção da deflação de bens industriais chineses. Os materiais também destacam riscos de alavancagem com derivativos, investimentos no exterior, variação cambial e concentração em poucos emissores, inclusive com possibilidade de perdas superiores ao capital aplicado.

Visao macro
  • A gestora avalia que o cenário macroeconômico global permanece favorável aos ativos de risco.

    p.4
  • Economia americana

    No início de 2026, os indicadores dos Estados Unidos apontam uma economia resiliente, com atividade surpreendendo positivamente e emprego crescendo em ritmo moderado, com sinais recentes de estabilização.

    p.2
  • Inflação americana

    Expurgado o ruído do apagão estatístico de outubro, a gestora estima que a inflação americana esteja próxima de 3%, refletindo sobretudo efeitos remanescentes das tarifas, e espera redução da pressão com o esgotamento desses repasses.

    p.2
  • Política fiscal americana

    A gestora espera que os estímulos do pacote fiscal aprovado no ano passado ganhem tração com a temporada de restituições do imposto de renda.

    p.2
  • Política monetária americana

    Após três cortes consecutivos, o Fed manteve os juros inalterados e sinalizou que avaliará a inflação e a resiliência do mercado de trabalho antes de novos passos, sem urgência para retomar o afrouxamento no curto prazo.

    p.2
  • Cortes da Selic

    O Banco Central sinalizou que deve iniciar o ciclo de cortes em março, caso o cenário evolua conforme o esperado, e enxerga espaço razoável para reduções dos juros.

    p.2
  • Aperto monetário

    Na ótica do Banco Central descrita pela carta, uma queda de 250 pontos-base nos próximos meses apenas preservaria o grau de aperto monetário, dado o recuo de suas projeções de inflação e a maior confiança na transmissão da política monetária.

    p.2
  • Economia brasileira

    A gestora afirma que o PIB desacelerou, mas não cresceu abaixo do potencial, enquanto o desemprego caiu, reforçando sua leitura de baixo crescimento potencial da economia brasileira no pós-2022.

    p.2
  • Crédito no Brasil

    Com o início dos cortes da Selic em março, a política monetária voltará a estimular o crédito ao longo dos próximos meses; segundo a carta, o crédito já deixou seu pior momento e está em aceleração.

    p.2
Teses de investimento
  • A gestora segue acreditando que o cenário macroeconômico global é favorável aos ativos de risco, como renda variável.

    p.4
  • Exposição à renda variável

    No Arpa, a exposição líquida à renda variável está acima do neutro, em torno de 80%, e a exposição bruta está ao redor de 160%.

    p.4
  • Empresas americanas

    Os resultados das empresas americanas divulgados até o momento surpreenderam positivamente as expectativas, em linha com a solidez da atividade doméstica observada pela gestora.

    p.4
  • Cortes de juros

    No Brasil, o dinamismo da economia sugere à gestora que os cortes de juros sejam modestos e compatíveis com o objetivo de levar a restrição monetária de volta ao nível observado quando a taxa atingiu 15%.

    p.4
  • Modelos macroeconômicos sistemáticos

    O Sagres busca ganhos de capital no longo prazo por meio de modelos macroeconômicos sistemáticos de curto e médio prazos, voltados à captura de prêmios nos ciclos econômicos de diversos países.

    p.5 p.8
  • Ciclos econômicos

    Os modelos do Sagres procuram focar em drivers macro fundamentais, explorar divergências entre os ciclos econômicos dos países e avaliar fundamentos de curto prazo considerando os preços.

    p.5
Riscos
  • A gestora considera que a qualidade da desinflação brasileira nos últimos 12 meses esteve distante da ideal e questiona se o cenário que permitiria os cortes de juros será confirmado.

    p.2
  • Apreciação cambial

    A desinflação brasileira dependeu essencialmente da apreciação do real e da importação de deflação chinesa, sem abertura relevante do hiato do produto desde o início do ciclo de alta em 2024.

    p.2
  • Deflação de bens

    Com os cortes da Selic e o estímulo ao crédito, a continuidade da desinflação seguirá dependente de nova apreciação cambial e/ou da manutenção da deflação dos bens industriais vindos da China.

    p.2
  • Riscos dos fundos

    Os materiais destacam como riscos a utilização de derivativos para alavancagem, os investimentos no exterior, a variação cambial e a concentração em ativos de poucos emissores.

    p.3 p.4 p.5
  • Perdas de capital

    Os investidores podem sofrer perdas superiores ao capital aplicado e ter de aportar recursos adicionais para cobrir prejuízos do fundo.

    p.4
  • Resultados futuros

    A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros, e os investimentos nos fundos não são garantidos pelo administrador, pelo gestor, por seguro ou pelo FGC.

    p.3
Mudancas de portfolio

Nao explicitado na carta

Resumo gerado por modelo, sem fonte propria. Cada afirmacao acima aponta para a pagina, o minuto ou o trecho de origem na publicacao oficial da gestora.