No terceiro trimestre de 2025, o Leblon Ações e o Leblon PIPE valorizaram 6%, enquanto o Leblon Global avançou 11%. O Leblon Ações acumulava 24% em 2025, contra 22% do Ibovespa, e o Global acumulava 18% em reais, contra queda de 2% do S&P. A gestora atribui parte relevante dos resultados à exposição à transformação trazida pela inteligência artificial, especialmente por meio de TSMC, Alphabet e Micron. No Brasil, descreve uma Selic de 15%, mas afirma que o PIB vinha surpreendendo positivamente. Também aponta níveis deprimidos de negociação, IPOs e follow-ons no mercado de renda variável.
A mudança de portfólio explicitada foi um investimento recente em Banco do Brasil, realizado havia três meses por assimetria fundamentalista e múltiplo de 5 vezes o lucro, sem tese eleitoral. No fechamento do terceiro trimestre, o Leblon Ações tinha 35% em Ações Brasil, 29% em PIPEs Brasil, 32% em Ações Globais e 4% em caixa; Priner e TSMC eram as maiores posições, com 9% cada. TSMC, Alphabet e Micron representavam pouco mais de 50% do Leblon Global e cerca de 18% do Leblon Ações. O Leblon Ações II estava dividido entre PIPEs Brasil e ações brasileiras mais líquidas, enquanto Mills e Priner eram as duas maiores posições do Leblon PIPE.
A escolha de temas como tecnologia global, inteligência artificial, semicondutores, cloud, streaming e mobilidade fundamenta a exposição internacional dos fundos. Para TSMC, Alphabet e Micron, a gestora considera os valuations justos, com premissas de crescimento alcançáveis e vantagens competitivas sustentáveis. A tese de BTG está apoiada em escala, diversificação, maior participação de receitas recorrentes e ROE crescente acima de 20%, com retorno potencial estimado em aproximadamente 15% ao ano no cenário-base. A tese de B3 combina infraestrutura dominante, margens elevadas, conversão de caixa e atividade represada no mercado à vista, com potencial de valorização superior a 30%. Na seleção doméstica, a gestora busca empresas cujos vetores de crescimento não dependam fortemente do PIB, citando a exposição da Priner a setores exportadores e em expansão.
A gestora reconhece a preocupação de que as ações ligadas à inteligência artificial possam estar no começo de uma bolha, mas avalia que seus múltiplos e balanços estão muito distantes dos observados na bolha pontocom. Com a Selic em 15%, alerta que empresas alavancadas podem consumir grande parte da geração operacional com despesas financeiras e afirma evitar essas armadilhas de valor. Na B3, incorpora aos modelos reduções adicionais de margem decorrentes da competição, embora considere a atração de liquidez uma barreira de entrada relevante. Também ressalta a imprevisibilidade política e eleitoral e, por isso, evita apostas puramente eleitorais.
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A gestora descreve um cenário marcado pela transformação trazida pela inteligência artificial e, no Brasil, por juros elevados, PIB surpreendendo positivamente e atividade deprimida no mercado de renda variável.
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Transformação pela IA
O aumento de capex ligado à inteligência artificial beneficiou diretamente TSMC, Alphabet e Micron, cujas ações subiram entre 50% e 60% nos 12 meses mencionados na carta.
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Juros e crédito
Com a Selic em 15% e spreads de 2% a 3%, a gestora estima que o custo de dívida das empresas chegue a 18% ao ano.
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Atividade econômica
A gestora afirma que o PIB vinha surpreendendo positivamente, embora prefira empresas cujos vetores de crescimento não dependam fortemente do PIB macro.
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Mercado à vista
Os volumes negociados, o giro do mercado e as ofertas de ações estavam em níveis deprimidos, com apenas R$ 7 bilhões em IPOs e follow-ons nos 12 meses citados, ante quase R$ 100 bilhões anuais em 2020 e 2021.
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As teses combinam exposição a temas globais escolhidos pela gestora com seleção de empresas brasileiras capazes de gerar valor sem depender fortemente do PIB ou do resultado eleitoral.
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Tecnologia global
A exposição internacional está concentrada em temas como tecnologia global, inteligência artificial, semicondutores, cloud, streaming e mobilidade, que contribuíram significativamente para o Leblon Global e o Leblon Ações.
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TSMC Alphabet Micron
A gestora considera justos os valuations de TSMC, Alphabet e Micron, entende que as premissas de crescimento implícitas são alcançáveis e destaca vantagens competitivas sustentáveis nas três empresas.
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Tese de BTG
A tese de BTG baseia-se na escala em diferentes negócios, na diversificação, no aumento da participação de receitas recorrentes e em um ROE crescente acima de 20%.
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Retorno do BTG
No cenário-base apresentado, o múltiplo do BTG cairia para 9 vezes o lucro estimado de 2027, indicando retorno potencial de aproximadamente 15% ao ano.
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Tese de B3
A tese de B3 está fundamentada na infraestrutura de mercado dominante no Brasil, nas margens elevadas, na alta conversão de caixa e no potencial de alavancagem operacional com a recuperação do mercado à vista.
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Valuation da B3
A gestora estima para a B3 dividend yield de 7% a 8% e potencial de valorização superior a 30%, além de destacar que a companhia negocia com desconto em relação às bolsas globais comparáveis.
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Crescimento da Priner
A gestora cita a Priner como exemplo de empresa cujos vetores de crescimento estão ligados a óleo e gás offshore, mineração e papel e celulose, setores que considera estruturalmente exportadores e em expansão no Brasil.
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Entre as ressalvas apontadas estão a possibilidade de excesso nas ações ligadas à inteligência artificial, o custo financeiro para empresas alavancadas, a competição na B3 e a imprevisibilidade eleitoral.
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Bolha de IA
A gestora reconhece a dúvida sobre uma possível bolha semelhante à pontocom, mas avalia que os múltiplos e a solidez dos balanços de TSMC, Alphabet e Micron deixam o momento atual muito distante de 1999 e 2000.
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Alavancagem financeira
Empresas com alavancagem entre 3 e 4 vezes EBITDA podem gastar cerca de 80% da geração operacional com despesas financeiras; por isso, o portfólio prioriza balanços desalavancados e confortáveis.
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Competição na B3
Os modelos da gestora incorporam reduções adicionais das margens de negociação da B3 por competição, embora a atração de liquidez seja vista como uma barreira que dificulta perda drástica de participação.
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Cenário eleitoral
A gestora considera as apostas políticas ou eleitorais imprevisíveis e afirma não basear nelas suas decisões de alocação.
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No fechamento do terceiro trimestre de 2025, o Leblon Ações estava alocado em 35% de Ações Brasil, 29% de PIPEs Brasil, 32% de Ações Globais e 4% de caixa; o Leblon Ações II tinha 48% em PIPEs Brasil, 48% em ações brasileiras mais líquidas e 4% em caixa.
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Exposição global
TSMC, Alphabet e Micron representavam pouco mais de 50% do Leblon Global e cerca de 18% do Leblon Ações.
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Principais posições
Priner e TSMC eram as maiores posições do Leblon Ações, com 9% cada; Mills e Priner lideravam o Leblon PIPE, com 26% e 22%, respectivamente.
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Banco do Brasil
A gestora realizou um investimento em Banco do Brasil havia três meses, motivado por assimetria fundamentalista e múltiplo de 5 vezes o lucro, e não por uma tese eleitoral.
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