A gestora descreve 2025 como mais um bom ano para os fundos Leblon Ações, Leblon PIPE e Leblon Global, com contribuições relevantes de ativos brasileiros e globais. No caso do Leblon Ações, a contribuição anual foi distribuída de forma equilibrada entre PIPEs no Brasil, ações globais e ações brasileiras mais líquidas. Em semicondutores, a gestora aponta um descompasso entre o crescimento do poder computacional dos modelos de inteligência artificial e a evolução mais lenta da largura de banda das memórias. No setor de saúde, relata que o período posterior à pandemia trouxe alta sinistralidade, reajustes insuficientes e deterioração do capital de giro dos hospitais, mas afirma que houve posterior normalização.
O Leblon Ações encerrou o ano equilibrado entre ações globais, ações brasileiras mais líquidas e small caps/PIPEs, tendo Mills, Priner, TSMC, Alphabet e Micron entre suas cinco maiores posições. A posição em Micron foi mantida intacta, representando pouco mais de 15% do Leblon Global e cerca de 6% do Leblon Ações. A exposição a Rede D'Or no Leblon Ações II foi elevada até 7% do fundo. Em sentido contrário, a posição em Netflix foi reduzida de 6% para 2,5% no Leblon Ações e deixou de ser uma posição central no Leblon Global, enquanto Natura permaneceu como posição residual inferior a 2% do Leblon Ações.
A tese de Micron passou de um investimento tático em uma fabricante cíclica de memórias para uma aposta em sua transformação em fornecedora de HBM, com contratos de longo prazo, maior margem e barreiras de entrada. A gestora considera que ainda há espaço por fundamento e valuation para manter Micron e TSMC com elevada representatividade, e espera que o mercado de HBM cresça de US$ 35 bilhões em 2025 para US$ 100 bilhões em 2028. Em Rede D'Or, a tese combina vantagens competitivas, reinvestimento com retornos atrativos, alinhamento dos controladores e balanço sólido. A gestora também entende que o mercado não precifica o potencial de expansão da Atlântica D'Or em São Paulo. Em Mills, destaca a diversificação das divisões, o crescimento, a expansão de margens e o retorno de capital aos acionistas.
Os fundos com ativos no exterior não possuem hedge cambial e permanecem expostos à variação das moedas. O Leblon PIPE é concentrado em poucos nomes e tem resgates semestrais, sendo que Mills e Priner representam praticamente metade do fundo. Embora a gestora considere baixo o risco de ciclicidade da Micron nos próximos dois anos, reconhece que a companhia foi historicamente muito cíclica e que o HBM3 poderá se tornar commodity por volta de 2028. A gestora também classifica Natura como um erro de gestão e afirma que a possível operação entre Netflix e Warner trouxe dúvidas para a tese original de Netflix.
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A gestora caracteriza 2025 como mais um bom ano para o desempenho dos fundos Leblon Ações, Leblon PIPE e Leblon Global.
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Demanda por memória
A gestora identifica um descompasso entre o crescimento exponencial do poder computacional usado nos maiores modelos de linguagem e a evolução mais lenta da largura de banda das memórias, o que mantém processadores ociosos e sustenta a demanda por HBM.
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Mercado de HBM
A expectativa apresentada é que o mercado de HBM passe de US$ 35 bilhões em 2025 para US$ 100 bilhões em 2028, enquanto novas fábricas levam de dois a três anos para ser construídas e plantas greenfield só devem surgir de 2028 em diante.
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Setor de saúde
No período posterior à pandemia, a sinistralidade das operadoras aumentou, os reajustes das tabelas hospitalares foram represados e o capital de giro dos hospitais se deteriorou; posteriormente, segundo a gestora, as seguradoras reajustaram tabelas em linha com a inflação e retomaram os pagamentos no prazo normal.
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A tese de Micron evoluiu de um investimento tático em uma fabricante cíclica de memórias, feito em um momento deprimido do ciclo, para uma tese de transformação em fornecedora de HBM para data centers de inteligência artificial.
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Contratos e margens
A gestora sustenta a tese de Micron na maior visibilidade contratual, com 87% da receita de 2026 já contratada, e na mudança estrutural de rentabilidade, após a margem bruta superar 50% no último trimestre divulgado e a companhia indicar margem acima de 65% para o trimestre seguinte.
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Barreiras do HBM
A complexidade produtiva do HBM, a dependência de equipamentos com longas filas de espera, a liderança da Micron em yields e a defasagem tecnológica dos concorrentes chineses são apresentadas como barreiras de entrada relevantes.
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Valuation de Micron
Com base na anualização dos resultados projetados para o segundo trimestre de 2026, a gestora calcula que Micron negociava a cerca de dez vezes o lucro e considera que o mercado ainda a precificava como uma fabricante cíclica de commodities, apesar da mudança do negócio.
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Tese de Rede D'Or
A tese de Rede D'Or combina vantagens competitivas ligadas a médicos, leitos e parcerias, oportunidades de reinvestimento com retornos atrativos, alinhamento da família controladora e balanço com alavancagem conservadora.
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Normalização da sinistralidade
A gestora afirma que sua tese de normalização da sinistralidade se confirmou e que Rede D'Or apresentou crescimento de leitos, ocupação, ticket médio, margem bruta, beneficiários da SulAmérica e lucro líquido.
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Valuation de Rede D'Or
A gestora considera Rede D'Or uma boa companhia a preço razoável, negociada a 16 vezes o lucro, e entende que o mercado não incorpora o potencial de expansão da Atlântica D'Or em São Paulo.
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Tese de Mills
A tese de Mills se apoia na diversificação de suas divisões de aluguel de equipamentos, que permite compensar desempenhos distintos, além do crescimento, da expansão de margens, do balanço saudável e do retorno de capital aos acionistas.
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Os fundos que investem em ativos no exterior não possuem hedge cambial e ficam expostos à variação cambial.
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Concentração do PIPE
O Leblon PIPE é concentrado em poucos nomes e possui resgates semestrais; Mills e Priner representavam praticamente 50% do fundo.
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Ciclicidade de Micron
A gestora reconhece que Micron foi historicamente muito cíclica e que o HBM3 deverá se tornar commodity em algum momento por volta de 2028, embora considere muito baixo o risco de ciclicidade nos próximos dois anos.
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Riscos na saúde
A gestora menciona como complicadores recentes do setor de saúde o piso da enfermagem, o rol da ANS, a alta da sinistralidade, o represamento de reajustes e a deterioração do capital de giro hospitalar.
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Erro em Natura
A gestora classifica Natura como um erro de gestão, por ter subestimado a complexidade das aquisições e não ter zerado completamente a posição, enquanto a recuperação foi mais lenta do que esperava.
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Dúvida em Netflix
O interesse da Netflix no catálogo da Warner surpreendeu a gestora e gerou dúvidas sobre a tese original baseada na escala de produção de conteúdo, levando à redução da posição enquanto o caso é reavaliado.
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Ao final do ano, o Leblon Ações permanecia equilibrado entre ações globais, ações brasileiras mais líquidas e small caps/PIPEs, enquanto o Leblon Ações II estava dividido meio a meio entre ações brasileiras mais líquidas e PIPEs/small caps.
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Posição em Micron
A gestora manteve intacta a posição em Micron, que representava pouco mais de 15% do Leblon Global e cerca de 6% do Leblon Ações.
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Exposição em Rede D'Or
A gestora aumentou a exposição a Rede D'Or no Leblon Ações II, chegando a 7% do fundo.
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Redução de Netflix
Diante das dúvidas geradas pelo interesse da Netflix no catálogo da Warner, a gestora reduziu a posição de 6% para 2,5% no Leblon Ações e ela deixou de ser uma posição central no Leblon Global.
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Posição em Natura
Após ter vendido grande parte da posição em Natura em um momento de euforia, a gestora manteve uma posição residual inferior a 2% do Leblon Ações.
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