A gestora descreve prêmios de risco ainda muito elevados no Brasil, com a taxa longa em IPCA mais 6,5% ao ano pressionando os ativos de risco. O Ibovespa e, sobretudo, as Small Caps negociavam abaixo de suas médias históricas de múltiplos. Mais de 60% das principais empresas locais do portfólio executavam recompras, o que a gestora apresenta como evidência do desconto. Na sua visão, balanços saudáveis, alavancagem controlada e valuations comprimidos oferecem condições para um ciclo positivo, que poderia ser catalisado por sinalizações de controle fiscal.
No terceiro trimestre de 2024, a gestora iniciou posição em Hypera Pharma e aumentou as exposições a Priner, Suzano e Rede D'Or. Reduziu Santos Brasil, Lojas Renner e CCR para realizar lucros. Também zerou BRF, após a ação mais que dobrar nos 12 meses anteriores, e Dexco, por menor conforto com a sustentabilidade das margens de louças e metais. As mesmas mudanças foram feitas no Leblon Ações II.
A filosofia permanece centrada em empresas com vantagens competitivas sustentáveis, oportunidades rentáveis de reinvestimento, alinhamento de interesses e valuation criterioso. A gestora não monta a carteira a partir de cenários macroeconômicos ou políticos específicos e busca empresas capazes de crescer e gerar valor em diferentes ambientes. Em Hypera, vê moats relevantes, crescimento histórico e vetores ligados ao envelhecimento populacional e ao lançamento de moléculas. Rede D'Or é apresentada como uma empresa com switching costs, oportunidades de expansão e alinhamento, com retorno esperado estimado entre 14% e 19%, conforme o modelo utilizado. A gestora também entende que as empresas selecionadas podem gerar retornos expressivos mesmo com crescimento moderado do país.
Entre as ressalvas, os juros longos elevados continuam pressionando o valuation dos ativos de risco. A Brisanet decepcionou nos resultados do segundo trimestre de 2024, em parte por investimentos iniciais expressivos em 5G, distribuição e marketing, embora a gestora mantenha a posição. Em Dexco, a gestora passou a ter menor conforto com a sustentabilidade das margens diante da competição chinesa. Um compromisso fiscal mais claro ajudaria a reduzir os prêmios de risco e a destravar valor na bolsa, mas não constitui a base da montagem da carteira.
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A gestora vê prêmios de risco muito elevados no Brasil, valuations comprimidos e condições para um ciclo positivo, apoiadas por balanços saudáveis e alavancagem controlada.
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Juros de longo prazo
A taxa de juros de longo prazo permanece em IPCA mais 6,5% ao ano, pressionando o valuation dos ativos de risco; o P/L do Ibovespa está em 8,1 vezes, abaixo da média histórica de 11 vezes e próximo das mínimas dos últimos 20 anos.
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Small Caps
O P/L do índice de Small Caps está em 8 vezes, ante média histórica de 15 vezes, e o índice acumula queda de 28% desde o início de 2020, enquanto o Ibovespa sobe 14%.
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Recompra de ações
Nove das 15 principais empresas locais do portfólio executam programas de recompra, o que a gestora apresenta como evidência de desconto e de oportunidade de longo prazo percebida por controladores, conselhos e diretorias.
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Controle fiscal
Na visão da gestora, sinalizações de controle fiscal poderiam catalisar um ciclo positivo, e um compromisso fiscal mais claro ajudaria a fechar os prêmios de risco e destravar valor na bolsa.
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A gestora busca empresas com vantagens competitivas sustentáveis, oportunidades de reinvestir o capital em projetos rentáveis, alinhamento entre controladores, minoritários e executivos e valuation criterioso.
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Processo de investimento
O sistema interno combina aspectos qualitativos e quantitativos para apoiar decisões e revisões de portfólio, sem alterar automaticamente a carteira; o potencial ponderado de valorização do portfólio era de 70%.
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Empresas selecionadas
A gestora não monta a carteira com base em cenários macroeconômicos ou políticos específicos e procura empresas capazes de crescer e gerar valor independentemente do ambiente; entende ainda que as selecionadas podem gerar retornos expressivos mesmo com crescimento moderado do país.
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Tese de Hypera
A tese de Hypera Pharma considera moats relevantes, crescimento histórico de 8% a 10% ao ano nos dez anos anteriores e vetores associados ao envelhecimento populacional e ao lançamento de novas moléculas.
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Tese de Rede D'Or
A gestora identifica na Rede D'Or switching costs para operadoras de saúde, retornos marginais elevados em expansões, uma avenida de crescimento em um mercado fragmentado e alinhamento decorrente da participação dos fundadores e da remuneração dos executivos.
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Valuation Rede D'Or
Para Rede D'Or, o modelo de fluxo de caixa descontado estima retorno esperado de cerca de 14% ao ano, enquanto o modelo de múltiplo de saída estima TIR de 19%; a gestora considera o investimento atraente e com margem de segurança.
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Tese Santos Brasil
Santos Brasil é apresentada como um ciclo completo de tese de longo prazo, iniciado com valuation atrativo e encerrado após uma oferta firme de compra; o investimento acumulou retorno de 420%.
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A permanência dos juros longos em patamares elevados pressiona o valuation dos ativos de risco no Brasil.
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Resultados da Brisanet
A Brisanet decepcionou nos resultados do segundo trimestre de 2024, em parte devido aos investimentos iniciais expressivos em 5G, construção do canal de distribuição e marketing; a eficiência inicial é menor, embora a gestora mantenha a posição.
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Margens da Dexco
Após revisitar os fundamentos da Dexco, a gestora demonstrou menor conforto com a sustentabilidade das margens da divisão de louças e metais diante da competição com produtos chineses.
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No terceiro trimestre de 2024, a gestora iniciou uma posição, aumentou três exposições, reduziu três posições para realizar lucros e encerrou completamente duas posições; as mudanças no Leblon Ações II foram idênticas.
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Posição em Hypera
A gestora iniciou posição em Hypera Pharma, que negociava a 10 vezes o lucro projetado para 2025.
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Aumentos e reduções
A gestora aumentou as exposições a Priner, Suzano e Rede D'Or e reduziu Santos Brasil, Lojas Renner e CCR para realizar lucros.
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Zeragens de posições
A gestora zerou BRF após a ação mais que dobrar nos 12 meses anteriores e encerrou Dexco por menor conforto com a sustentabilidade das margens da divisão de louças e metais diante da competição chinesa.
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Leblon Ações
Ao fim de setembro de 2024, o Leblon Ações tinha cerca de um terço em Small Caps e PIPE, um terço em ações brasileiras mais líquidas, 24% em tecnologia global e 9% em caixa; o Leblon Ações II não tinha tecnologia global e alocava 45% em PIPE e Small Caps, 45% em ações brasileiras mais líquidas e 9% em caixa.
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