A gestora descreve um período prolongado de crise para os ativos de risco brasileiros, com desempenho especialmente fraco das small caps. Em 2024, o Ibovespa caiu 10%, o índice de Small Caps recuou 25% e o real se desvalorizou 28% frente ao dólar. Em contraste, a bolsa americana avançou 23% em dólares. Os juros reais longos atingiram máximas históricas, com a NTN-B de 2050 pagando pouco mais de 7% ao ano mais inflação, pressionando os preços das ações brasileiras.
Diante da rápida elevação do custo de financiamento, a gestora revisitou os casos e concentrou a carteira em empresas nas quais afirma ter maior convicção no motor micro e menor risco de balanço. No quarto trimestre, adicionou Petrobras e Rumo, aumentou Mills, Rede D'Or e Hypera e reduziu o caixa de aproximadamente 10% para cerca de 5%. Também zerou Vamos e Ânima, por preocupações com alavancagem e geração de caixa, e Blau, após comparar sua atratividade relativa com a de Hypera. No Leblon Ações, a composição atual está, em grandes números, dividida igualmente entre empresas globais, Small Caps/PIPEs e ações brasileiras mais líquidas.
Nas empresas globais, a estratégia está concentrada em tecnologia e em poucos temas transformacionais, como streaming, semicondutores, computação em nuvem, mobilidade e economia crypto. A gestora considera razoável o múltiplo médio de 20 vezes o lucro projetado para 2025 das posições globais e vê as empresas investidas como vencedoras nos próximos anos. No Brasil, destaca a Priner por seu portfólio de serviços, demanda recorrente, exposição a setores que considera positivos e capacidade de crescer organicamente e por aquisições. Também vê vantagens competitivas e espaço de crescimento na Netflix e mantém visão positiva para a Micron, especialmente diante do potencial do mercado de HBM.
A principal ressalva macro é que o patamar elevado dos juros afeta o preço dos ativos e torna o ambiente particularmente difícil para small caps alavancadas. A gestora também reconhece que não possui nos investimentos internacionais a mesma vantagem de conhecimento que tem em certas empresas brasileiras. Em Vamos e Ânima, apontou balanços pressionados e dificuldades específicas de geração de caixa ou dinâmica setorial. A concentração adotada também deixa de capturar parte do potencial das empresas vendidas caso a dinâmica macro melhore, possibilidade reconhecida pela própria gestora.
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A gestora descreve os últimos anos como um período de crise prolongada que afetou o mercado de ações brasileiro e os ativos de risco.
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Mercado brasileiro
Em 2024, o Ibovespa caiu 10%, o índice de Small Caps recuou 25% e o real se desvalorizou 28% frente ao dólar.
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Juros de longo prazo
Os yields das NTN-Bs com vencimento em 2050 atingiram máxima histórica, pouco acima de 7% ao ano mais inflação, com impacto significativo sobre os preços dos ativos e, em particular, das small caps.
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Bolsa americana
A bolsa americana valorizou-se 23% em dólares em 2024, após alta de 24% em 2023 e queda de 19% em 2022.
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A estratégia global concentra-se em tecnologia e em poucos temas transformacionais — streaming, semicondutores, computação em nuvem, mobilidade e economia crypto — que a gestora considera capazes de gerar valor nas próximas décadas.
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Valuation global
A gestora considera razoável o múltiplo médio de 20 vezes o lucro projetado para 2025 das posições globais e afirma estar confortável em mantê-las diante da dinâmica esperada de crescimento de resultados.
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Tese Priner
A tese da Priner combina portfólio amplo de serviços de engenharia de manutenção, demanda recorrente, exposição concentrada em óleo e gás, mineração, papel e celulose e setor sucroalcooleiro, capacidade de crescimento orgânico e por aquisições, inovação e gestão experiente e alinhada.
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Valuation Priner
Considerando somente crescimento orgânico, a gestora estima para a Priner potencial de valorização de 100% e valor justo de R$ 26 por ação, com taxa de desconto de 14% ao ano; o cenário não contempla aquisições.
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Tese Netflix
A tese de crescimento da Netflix apoia-se na baixa penetração relativa em diversas geografias, no espaço para avanço da banda larga e na migração de audiência da televisão linear para o streaming.
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Vantagem da Netflix
A gestora vê na Netflix uma combinação difícil de replicar de crescimento, rentabilidade, preço médio mais alto e balanço sólido, além de destacá-la como a plataforma de streaming de maior sucesso na globalização.
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HBM da Micron
A gestora mantém visão bastante positiva para a Micron e acredita que a expansão do mercado de HBM pode sustentar um bom ciclo de crescimento e rentabilidade nos próximos cinco a dez anos.
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O nível elevado dos juros reais de longo prazo afeta significativamente o preço dos ativos brasileiros, principalmente das small caps.
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Small caps alavancadas
A gestora espera que as small caps alavancadas tenham um ano difícil em 2025, embora avalie cada empresa individualmente.
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Desvantagem informacional
Nos investimentos internacionais, a gestora reconhece não possuir a mesma vantagem de conhecimento e proximidade que tem em determinadas empresas brasileiras menores.
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Risco de balanço
A gestora apontou risco de geração de caixa da Vamos no novo patamar de juros e descreveu como esticado o balanço da Ânima, em um setor cuja dinâmica ainda considera complexa.
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Melhora da macro
As empresas usadas como funding ainda podem apresentar valorização caso a dinâmica macro melhore, apesar de a gestora ter preferido concentrar-se em companhias de maior convicção e menor risco de balanço.
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Após a rápida mudança no custo de financiamento, a gestora revisitou os investimentos e concentrou recursos em empresas com maior convicção no motor micro e menor risco de balanço, usando como funding posições de menor convicção.
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Composição do fundo
O Leblon Ações está atualmente, em grandes números, com um terço em empresas globais, um terço em Small Caps/PIPEs e um terço em ações brasileiras mais líquidas; a parcela global foi introduzida durante o longo período de crise.
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Movimentos no trimestre
No quarto trimestre, a gestora adicionou Petrobras e Rumo, aumentou a concentração em Mills, Rede D'Or e Hypera e reduziu o caixa de aproximadamente 10% para cerca de 5%.
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Posições zeradas
A gestora zerou Vamos por considerar que a relação risco-retorno deixou de fazer sentido, zerou Ânima diante da complexidade do setor de educação e do balanço esticado, e zerou Blau para concentrar em Hypera, que considerou relativamente mais distorcida.
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