No terceiro trimestre de 2023, houve uma correção do movimento positivo do primeiro semestre, com a volta das preocupações sobre pressões inflacionárias de longo prazo e sobre o pico dos juros nas economias desenvolvidas. A gestora mantém a visão de que a desinflação é evidente no Brasil e no mundo, embora os efeitos da política monetária ainda não tenham aparecido plenamente nos dados das economias desenvolvidas. No Brasil, vê um processo de queda de juros já em curso. Seu cenário-base é de normalização da atividade e inflação cadente, ainda que o movimento não seja linear.
A gestora adicionou Vibra e Dexco à carteira, aumentou um pouco a participação em BRF e reduziu OceanPact e BR Partners, realizando lucros. No fechamento de setembro, Mills era a maior posição do Leblon Ações II, com 8%, seguida por B3, Priner, Lojas Renner e BTG Pactual. As small caps somavam pouco mais de 40% da carteira, nível historicamente alto e limitado pelas regras internas de liquidez. Ao longo dos últimos dois anos a dois anos e meio, a exposição a essa classe passou de menos de 10% para mais de 40%.
A principal tese da carteira é que as small caps estão descontadas e devem ser favorecidas de maneira desproporcional por um longo processo de redução dos juros no Brasil. A gestora destaca Priner como uma empresa cujo faturamento e EBITDA cresceram fortemente desde o IPO sem correspondente valorização da ação. Em Lojas Renner, interpreta a fraqueza recente sobretudo como efeito conjuntural do ajuste na concessão de crédito da Realize, mantendo a visão de que a companhia possui balanço forte, ganha participação de mercado e negocia a múltiplos historicamente baixos. Em Rede D'Or, a tese combina consolidação hospitalar, sinergias com a SulAmérica, normalização do setor de saúde e fundamentos de longo prazo como envelhecimento da população e maior penetração dos planos de saúde.
A gestora ressalta que não consegue precisar quando ocorrerá a normalização do mercado e reconhece que inflação e atividade não evoluem de forma linear. As empresas menores são mais sensíveis aos juros, ao crédito e aos fluxos de resgate por serem, em média, mais alavancadas e menos líquidas. Em Renner, os riscos discutidos incluem a pressão de curto prazo sobre vendas, margens e inadimplência, além da entrada da Shein. Para Rede D'Or, os riscos explicitados são a execução dos projetos de expansão, a integração da SulAmérica e uma possível retaliação de outras operadoras.
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A gestora considera que está muito próxima de um cenário de normalização do mercado, com o Brasil já em desinflação e queda de juros e com a inflação atingindo seu nível máximo nas economias desenvolvidas.
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Correção no trimestre
O terceiro trimestre de 2023 corrigiu parte do movimento positivo do primeiro semestre, em razão da retomada das preocupações com pressões inflacionárias de longo prazo e com o pico dos juros nas economias desenvolvidas.
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Desinflação global
A gestora vê um movimento evidente de desinflação no Brasil e no mundo e considera que, mesmo que o pico dos juros ainda não tenha sido alcançado, ele está muito próximo.
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Juros no Brasil
Na visão apresentada, o Brasil começou a elevar os juros antes das economias desenvolvidas e, por isso, já apresenta desinflação mais evidente e um movimento de redução da taxa de juros.
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Inflação cadente
O cenário-base da gestora é de normalização da atividade e inflação cadente, apoiada pela normalização das cadeias de suprimentos, embora esses movimentos não sejam lineares.
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A filosofia da gestora combina investimentos de longo prazo, análise concentrada nos fundamentos micro das empresas e ativismo colaborativo, usando questões macro principalmente para monitoramento e gestão de risco.
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Tese de small caps
A gestora acredita que as small caps estão em um ponto descontado do ciclo e devem ser favorecidas de maneira desproporcional pelo processo de redução dos juros no Brasil, especialmente por também negociarem a valuations inferiores aos das ações mais líquidas do Ibovespa.
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Valuation da carteira
Pela metodologia de fluxo de caixa descontado, a gestora calculava potencial de valorização da ordem de 80% para a carteira e observava que grande parte das empresas estava próxima das mínimas de preço sobre lucro dos últimos 15 anos.
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Tese de Priner
A gestora considera haver uma distorção significativa em Priner, que multiplicou aproximadamente por quatro sua receita e seu EBITDA em três anos, enquanto a ação permanecia no mesmo preço do IPO.
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Tese de Renner
A gestora vê Lojas Renner como uma oportunidade, atribuindo a maior parte da pressão recente a fatores conjunturais ligados ao ajuste no crédito da Realize e destacando o balanço com caixa líquido, o ganho de participação de mercado e os múltiplos historicamente baixos.
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Tese de Rede D'Or
A tese em Rede D'Or combina a oportunidade de consolidação hospitalar, sinergias com a SulAmérica, possível normalização do setor de saúde, envelhecimento da população, maior penetração dos planos de saúde, governança de longo prazo e força da marca.
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A sequência de pandemia, guerra na Ucrânia, eleição polarizada, dúvidas fiscais, pressões inflacionárias e alta global de juros afetou os ativos de risco, com impacto maior sobre empresas menores e menos líquidas.
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Liquidez das small caps
A elevada alocação em small caps é limitada por uma regra interna de liquidez, que restringe o peso de cada empresa menor e funciona como uma das principais ferramentas de gestão de risco da carteira.
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Momento da reversão
A gestora afirma que não consegue precisar quando ocorrerá a reversão do ciclo e reconhece que os movimentos de inflação e normalização não são lineares.
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Risco em estatais
A gestora considera difíceis de mensurar e precificar os riscos político e de governança de Petrobras; a decisão de não investir na empresa custou performance relativa no período mencionado.
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Riscos em Renner
Em Renner, a carta aponta pressão de curto prazo sobre receita, margens e inadimplência durante o ajuste dos critérios de crédito, além da entrada de um concorrente relevante que vem ganhando participação de mercado.
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Riscos em Rede D'Or
Os riscos explicitados para Rede D'Or são a execução dos projetos de expansão, a integração da SulAmérica e a possível retaliação de outras operadoras.
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A carteira passou de menos de 10% para mais de 40% em small caps ao longo dos últimos dois anos a dois anos e meio, refletindo uma postura de acumulação durante a crise recente.
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Alterações na carteira
A gestora adicionou Vibra e Dexco, aumentou um pouco a participação em BRF e reduziu OceanPact e BR Partners com realização de lucros.
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Principais posições
No fechamento de setembro, Mills era a principal posição do Leblon Ações II, com 8%, seguida por B3, Priner, Lojas Renner e BTG Pactual; cinco das dez maiores posições eram small caps.
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Posição em Renner
Lojas Renner representava 6% do fundo e estava entre as cinco maiores posições da carteira.
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Posição em Rede D'Or
Rede D'Or representava aproximadamente 3% da carteira do Leblon Ações II.
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