O primeiro semestre de 2026 foi marcado por atividade global ainda resiliente, renovação das pressões inflacionárias e elevada incerteza geopolítica. O conflito no Oriente Médio e o choque de energia levaram as autoridades monetárias a posturas mais cautelosas ou firmes, embora a redução posterior das tensões tenha trazido algum alívio. Nos Estados Unidos, o Fed tornou sua comunicação mais cautelosa; na Europa, o BCE elevou os juros em junho. A China perdeu força após um primeiro trimestre positivo, enquanto o Brasil combinou reaceleração inicial da atividade, mercado de trabalho apertado, acomodação posterior do crescimento e deterioração do cenário inflacionário.
A carta não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos e descreve principalmente posições mantidas no semestre. O fundo teve exposição líquida média de 94,57%, resultante de posição comprada média de 110,95% e vendida média de -16,38%. A carteira estava acima do Ibovespa em mineradoras de ouro, cobre e minério de ferro e manteve posição vendida em uma desenvolvedora de software, além de posições comprada em varejo de vestuário e vendida em academias. Mineração & Siderurgia, Tecnologia e Consumo contribuíram positivamente para o desempenho relativo, enquanto Transporte & Logística, Petróleo & Gás e Papel & Celulose contribuíram negativamente.
A gestora acredita que a substituição do modelo just in time pelo just in case levará os países a priorizar a segurança do abastecimento e a formação de estoques estratégicos. Esse processo pode beneficiar o Brasil no curto e médio prazo por sua produção de commodities e seu afastamento dos principais conflitos geopolíticos atuais. A gestora também vê o ciclo de investimentos em inteligência artificial como fonte de demanda por minerais e ativos físicos, enquanto a diversificação em relação ao dólar favorece o ouro. Diante da aproximação das eleições, segue abaixo do peso do Ibovespa em ações mais ligadas aos juros reais, mas atenta a eventuais mudanças na política econômica.
Entre as ressalvas, a carta destaca que a persistência da inflação e o ritmo de crescimento das principais economias continuam incertos, apesar do alívio nas curvas de energia. No Brasil, serviços e núcleos de inflação permanecem incompatíveis com a meta, enquanto o déficit nominal próximo de 10% do PIB reforça a necessidade de ajuste para estabilizar a dívida. A gestora também aponta comprometimento crescente da renda das famílias, aumento da inadimplência, maiores despesas financeiras das empresas e dificuldades do Tesouro na rolagem da dívida longa. Por fim, ressalta que suas estimativas, opiniões e projeções não garantem rentabilidade nem isenção de risco.
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O primeiro semestre de 2026 combinou atividade ainda resiliente, pressões inflacionárias renovadas e elevada incerteza geopolítica, com o conflito no Oriente Médio alterando o balanço de riscos e tornando os bancos centrais mais cautelosos.
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Política monetária americana
Nos Estados Unidos, o Fed passou de um viés inicial de queda dos juros para uma comunicação progressivamente mais cautelosa, diante da aceleração pontual da inflação, dos efeitos de tarifas e do choque de energia.
p.3 -
Economia europeia
Na Europa, o choque de energia elevou a inflação cheia e aumentou o risco para a atividade, levando o BCE a adotar tom mais firme e elevar os juros em junho.
p.3 -
Economia chinesa
A China começou o ano com crescimento compatível com a meta e um primeiro trimestre positivo, mas os dados posteriores mostraram enfraquecimento e elevaram a chance de discussão de novos estímulos.
p.4 -
Atividade no Brasil
A economia brasileira reacelerou no início de 2026, apoiada pela demanda doméstica e por medidas de renda e crédito, e depois apresentou alguma acomodação, embora ainda avançasse acima do potencial.
p.4 -
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho brasileiro permaneceu apertado, com desemprego nos menores níveis da série histórica e geração de empregos formais ainda relevante.
p.4 -
Inflação no Brasil
Após leituras inicialmente benignas, o cenário inflacionário brasileiro se deteriorou com o choque do petróleo; mesmo após alguma melhora em junho, a projeção da gestora permaneceu acima da estimativa do começo do ano e a convergência para a meta ficou mais distante.
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Política monetária brasileira
O Banco Central iniciou e manteve um ciclo de recalibragem monetária e, em junho, reduziu a Selic em 25 pontos-base, condicionando a magnitude e a duração do ciclo à evolução do cenário, das expectativas de inflação e dos choques de oferta.
p.5
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A gestora acredita que a revisão da integração das cadeias produtivas levará os países a substituir o just in time pelo just in case, priorizando segurança de abastecimento em detrimento do menor custo.
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Commodities brasileiras
A formação de estoques estratégicos e a busca por fornecedores confiáveis podem beneficiar o Brasil no curto e médio prazo, dada sua produção de commodities agrícolas e minerais e sua distância dos principais conflitos atuais.
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Investimentos em inteligência artificial
O ciclo de investimentos em inteligência artificial reforça a demanda por commodities, especialmente minerais, ao tornar o setor de tecnologia mais intensivo em capital e ativos físicos.
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Diversificação do dólar
A busca por diversificação do dólar como reserva e meio de pagamento vem favorecendo o ouro nos balanços dos bancos centrais e nos portfólios dos investidores.
p.5 -
Ações ligadas aos juros
A gestora segue abaixo do peso do Ibovespa em ações mais ligadas ao nível dos juros reais, mas está atenta a eventuais mudanças na política econômica discutidas com a aproximação das eleições.
p.5
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O conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre energia alteraram o balanço de riscos, e a redução posterior das tensões não eliminou as incertezas sobre inflação e crescimento global.
p.3 -
Persistência da inflação
No Brasil, a inflação de serviços permaneceu resiliente e as medidas subjacentes continuaram indicando uma convergência mais distante para a meta.
p.4 -
Trajetória da dívida
O avanço das despesas obrigatórias superou a melhora da arrecadação, e o déficit nominal próximo de 10% do PIB reforçou a necessidade de ajuste relevante para estabilizar a dívida.
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Pressão financeira doméstica
A carta aponta aumento da inadimplência e do comprometimento de renda das famílias, maiores despesas financeiras das empresas e dificuldades do Tesouro Nacional na rolagem da dívida longa.
p.4 p.5 -
Estimativas e projeções
As estimativas, conclusões, opiniões, projeções e hipóteses apresentadas não constituem garantia de rentabilidade nem promessa de isenção de risco.
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A carta não explicita entradas, saídas ou redimensionamentos da carteira e descreve principalmente posições mantidas durante o semestre.
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Exposição líquida média
Ao longo do semestre, o fundo manteve exposição líquida média de 94,57%, composta por posição comprada média de 110,95% e posição vendida média de -16,38%.
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Mineração e siderurgia
A carteira possuía posição acima do Ibovespa em mineradoras de ouro, cobre e minério de ferro; em Mineração & Siderurgia, a posição comprada em mineradora de ouro e cobre contribuiu positivamente para o desempenho relativo.
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Posição em tecnologia
Em Tecnologia, o fundo manteve posição vendida em uma desenvolvedora de software, e o setor contribuiu positivamente para o desempenho relativo no semestre.
p.8 -
Posições em consumo
Em Consumo, o fundo manteve posição comprada em varejo de vestuário e posição vendida em academias, com contribuição positiva do setor para o desempenho relativo.
p.8 -
Transporte e logística
Em Transporte & Logística, a posição comprada em uma concessionária de rodovias foi o principal detrator de rentabilidade.
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Petróleo e gás
Em Petróleo & Gás, a posição abaixo do peso do índice em uma empresa integrada de petróleo contribuiu negativamente para a performance.
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