A gestora descreve o segundo semestre de 2025 como um período de desaceleração moderada da atividade global, acomodação inflacionária e cautela dos principais bancos centrais, em meio a incertezas comerciais e políticas. Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho perdeu dinamismo e a inflação foi mais benigna, permitindo ao Fed iniciar cortes de juros, embora sua comunicação tenha ficado mais cautelosa. Europa e China mantiveram dinâmicas distintas, com alguma resiliência industrial europeia e persistente fraqueza chinesa no consumo, no setor imobiliário e nos investimentos. No Brasil, a atividade desacelerou gradualmente e a inflação corrente melhorou, enquanto o mercado de trabalho permaneceu resiliente e a Selic foi mantida em 15%.
A carta não relata entradas ou saídas específicas de ativos, mas informa que o portfólio continuou privilegiando empresas desalavancadas e voltadas à demanda externa. O fundo manteve exposição líquida média de 95,80%, composta por posição comprada média de 121,90% e posição vendida média de -26,09%. Em Mineração & Siderurgia, ficou acima do Ibovespa com posições compradas em mineradoras de ouro e cobre; em Petróleo & Gás, manteve peso inferior ao índice em uma estatal integrada; e, em Transporte & Logística, permaneceu comprado em uma fabricante de aeronaves. No semestre, o fundo rendeu 29,40%, ante alta de 16,04% do Ibovespa.
A principal tese para a construção da carteira é que o elevado endividamento e as despesas financeiras das empresas recomendam cautela com companhias alavancadas. A gestora avalia que a continuidade da política fiscal e dos juros elevados destruiria valor nos próximos anos, enquanto uma mudança fiscal relevante poderia iniciar um ciclo de queda dos juros e dos prêmios de risco, com ganhos para os ativos brasileiros. Como atribui probabilidades próximas de 50% à mudança e à manutenção do rumo da política econômica, mantém a preferência por empresas desalavancadas e expostas à demanda externa. Mesmo com a possibilidade de flexibilização monetária, receia que os cortes de juros esperados pelo mercado não proporcionem grande alívio à rentabilidade das empresas.
A gestora considera o momento perigoso porque as empresas apresentam dívida e despesa financeira elevadas em relação às receitas, que ainda podem desacelerar pelo efeito defasado dos juros. As expectativas de inflação de prazo mais longo permanecem desancoradas, exigindo cautela adicional do Banco Central. Nos Estados Unidos, divisões internas no Fed sobre o ritmo de flexibilização e o aumento da influência política sobre a instituição adicionam incerteza à política monetária. A própria carta ressalta que seus cenários, estimativas e projeções não constituem garantia de rentabilidade nem de ausência de risco.
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No segundo semestre de 2025, o ambiente global combinou desaceleração moderada da atividade, continuidade da acomodação inflacionária, cautela dos principais bancos centrais e incertezas comerciais e políticas.
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Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho apresentou menor dinamismo sem deterioração abrupta, enquanto a inflação foi mais benigna do que o inicialmente esperado.
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Juros nos EUA
O Fed iniciou cortes de juros em setembro e reduziu novamente a taxa em 25 pontos-base em dezembro, mas adotou comunicação mais cautelosa diante das divisões sobre o ritmo futuro de flexibilização.
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Europa e Reino Unido
Na Europa, a atividade surpreendeu marginalmente para cima e a inflação cheia ficou próxima da meta, levando o BCE a manter os juros em 2,0%; no Reino Unido, o BoE realizou cortes graduais e cautelosos.
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Economia chinesa
A China cresceu em ritmo compatível com a meta oficial de 5%, apoiada pelo setor externo, mas continuou mostrando fraqueza no consumo, no setor imobiliário e nos investimentos.
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Atividade no Brasil
No Brasil, a atividade econômica perdeu fôlego gradualmente, com crédito mais restritivo e sinais de crescimento mais modesto, enquanto o mercado de trabalho permaneceu resiliente.
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Inflação no Brasil
A inflação corrente brasileira melhorou significativamente, favorecida por alimentação, bens, apreciação cambial e importações, embora a inflação de serviços tenha permanecido mais resiliente.
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Política monetária
O Banco Central manteve a Selic em 15% durante o semestre, e sua comunicação passou a sinalizar a possibilidade de um corte no primeiro trimestre de 2026, ainda com cautela adicional.
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A gestora trabalha com probabilidades próximas de 50% tanto para uma mudança de rumo da política econômica quanto para sua manutenção, condicionando a construção da carteira a esses dois caminhos.
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Ajuste fiscal
Uma mudança relevante na política fiscal poderia iniciar um ciclo virtuoso de queda dos juros e dos prêmios de risco, proporcionando ganhos relevantes aos ativos brasileiros.
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Empresas alavancadas
O balanço atual das empresas listadas recomenda cautela na alocação em companhias alavancadas, favorecendo a preferência por empresas desalavancadas e expostas à demanda externa.
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Cortes de juros
A gestora receia que os cortes de juros esperados pelo mercado não produzam grande alívio na rentabilidade das empresas.
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O momento é considerado perigoso porque as empresas apresentam níveis elevados de dívida e despesa financeira em relação às receitas, que ainda podem desacelerar pelo efeito defasado do aumento dos juros.
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Política fiscal atual
A continuidade da política fiscal atual e o consequente nível elevado de juros seriam fatores relevantes de destruição de valor nos próximos anos.
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Expectativas de inflação
As expectativas brasileiras de inflação em horizontes mais longos permaneceram desancoradas e continuaram sendo um ponto relevante de atenção para a autoridade monetária.
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Independência do Fed
O aumento da influência política sobre o Fed, com mudanças no Conselho de Governadores e questionamentos à sua independência, adicionou incerteza ao ambiente de política monetária.
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Diante da incerteza sobre o rumo da política econômica, o portfólio seguiu privilegiando empresas desalavancadas e voltadas à demanda externa.
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Exposição do fundo
No semestre, o fundo manteve exposição líquida média de 95,80%, resultante de posição comprada média de 121,90% e posição vendida média de -26,09%.
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Mineração e Siderurgia
O posicionamento em Mineração & Siderurgia ficou acima do peso do Ibovespa, com posições compradas em mineradoras de ouro e cobre.
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Petróleo e Gás
Em Petróleo & Gás, o fundo manteve posição abaixo do peso do Ibovespa em uma estatal integrada de petróleo.
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Transporte e Logística
Em Transporte & Logística, o fundo manteve posição comprada em uma fabricante de aeronaves.
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Saúde e Utilidade
No setor de Saúde, a posição comprada em uma operadora de saúde foi o principal detrator; em Utilidade Pública, uma posição vendida em empresa de geração e transmissão de energia também contribuiu negativamente.
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