Em maio de 2026, o cenário macroeconômico ficou um pouco mais desafiador, com abertura das curvas de juros e menor expectativa de cortes da Selic. Juros mais altos por mais tempo continuaram pressionando os fundamentos dos emissores, embora a forte demanda possa postergar ajustes de preços. No crédito não incentivado, os spreads se recuperaram após a correção recente; nas debêntures incentivadas, ficaram próximos da estabilidade. A gestora não vê deterioração generalizada do crédito high grade, mas avalia que ainda há pouco colchão de spread e nenhuma evidência suficiente de retomada estrutural da demanda.
No mercado primário, a gestora analisou sete ofertas, que somaram R$ 6 bilhões, e alocou somente em uma operação, no valor de R$ 40 milhões. A operação apresentou spread médio de 4,3%, atribuído à sua natureza estruturada, sem representar mudança no nível médio de remuneração do mercado. A gestora afirmou seguir sem pressão para alocar, preservando liquidez e mantendo disciplina de preço. O GPA, usado na carta como estudo de caso sobre riscos de crédito e reestruturação, não estava nas carteiras.
A gestora continua vendo relação entre retorno e risco pouco atraente nas estruturas hedgeadas de debêntures incentivadas e está mais construtiva nas estratégias indexadas à inflação e prefixadas. Nestas últimas, o retorno esperado depende menos da compressão dos spreads e mais do patamar elevado das taxas dos títulos públicos equivalentes, além do benefício fiscal e do potencial de fechamento das curvas ao longo do tempo. Para os próximos meses, espera maior volatilidade de spreads e volume mais contido no mercado primário. Sua abordagem permanece concentrada em diversificação, liquidez, governança, previsibilidade de geração de caixa e emissores de maior qualidade.
A estabilização dos spreads reduziu a pressão de curto prazo, mas não resolveu a dúvida sobre a remuneração da volatilidade, especialmente nos fundos hedgeados de debêntures incentivadas. A queda da captação bruta levanta a questão de haver comprador marginal suficiente para sustentar a classe sem o fluxo do ciclo anterior. Eventos específicos de crédito podem transbordar para a formação de preços, mesmo sem deterioração generalizada. Em emissores mais frágeis, riscos de recuperação, coordenação entre credores, proteção contratual e tratamento desigual podem produzir desfechos adversos e difíceis de precificar.
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O mercado de crédito privado permanece sob tensão entre fundamentos pressionados por juros elevados e preços muito influenciados pela dinâmica de fluxo.
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Cenário macroeconômico
O cenário macroeconômico ficou um pouco mais desafiador em maio de 2026, pois a abertura das curvas de juros e a redução das expectativas de cortes da Selic diminuíram a visibilidade sobre a política monetária.
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Crédito high grade
A gestora não vê deterioração generalizada do crédito high grade, mas identifica pouco colchão de spread e possibilidade de eventos micro afetarem mais amplamente a formação de preços.
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Mercado primário
O mercado primário seguiu fraco em maio, e a gestora espera que junho e os meses seguintes tenham volume mais contido, diante da consolidação dos novos níveis de spread e das incertezas do processo eleitoral.
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Mercado secundário
O mercado secundário negociou R$ 104 bilhões em maio, com fechamento de spreads no crédito não incentivado e abertura residual nas debêntures incentivadas, mas a melhora de liquidez ainda não indica retomada estrutural da demanda.
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A gestora busca construir carteiras consistentes ao longo do tempo, priorizando diversificação, liquidez, governança, previsibilidade de geração de caixa e tratamento adequado dos credores, em vez de maximizar o spread de cada ativo.
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Estratégias por indexador
A gestora considera pouco atraente a relação entre retorno e risco das estruturas hedgeadas e permanece mais construtiva nas estratégias indexadas à inflação e prefixadas.
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Taxas elevadas
Nas estratégias indexadas à inflação e prefixadas, o patamar elevado das taxas reais e nominais oferece assimetria mais favorável para investidores com horizonte de médio e longo prazo.
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Alta qualidade
A gestora associa alta qualidade de crédito a modelo de negócio resiliente, estrutura de capital sustentável, governança confiável, acesso recorrente a funding e comportamento previsível em situações de pressão.
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Exposição aos emissores
Quando um emissor se afasta dos atributos de alta qualidade, a tendência da gestora é reduzir ou zerar a exposição antes que a discussão passe de crédito para recuperação.
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A gestora espera maior volatilidade de spreads, pois preços comprimidos, menor previsibilidade dos fluxos e maior sensibilidade à performance recente podem produzir oscilações relevantes mesmo sem deterioração generalizada do crédito.
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Fundos hedgeados
Nos fundos hedgeados de debêntures incentivadas, retornos recentes abaixo do CDI, maior volatilidade e spreads ainda pouco atrativos colocam em dúvida se o prêmio remunera adequadamente o risco e dificultam a retomada da demanda.
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Dinâmica de fluxo
A queda expressiva da captação bruta cria o risco de não haver comprador marginal suficiente para sustentar a classe sem o fluxo observado em boa parte do ciclo anterior.
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Eventos micro
Em um mercado com pouco colchão de spread, eventos específicos de crédito podem transbordar para a formação de preços de maneira mais ampla.
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Recuperação de crédito
Em créditos mais desafiadores, o spread alto sinaliza risco, mas não permite antecipar como ele se materializará, inclusive quanto à recuperação, ao prazo, à coordenação entre credores e à capacidade de fazer valer direitos.
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Tratamento dos credores
Soluções percebidas como desequilibradas entre credores podem comprometer profundamente o acesso futuro do emissor ao mercado de capitais e elevar suas condições de financiamento.
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Processo eleitoral
As incertezas associadas ao processo eleitoral são um dos fatores apontados para um volume mais contido de ofertas primárias nos próximos meses.
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A gestora seguiu sem pressão para alocar, preservando liquidez e capacidade de investimento para oportunidades com melhor relação entre retorno e risco.
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Mercado primário
Após analisar sete ofertas que somaram R$ 6 bilhões, a gestora alocou em apenas uma operação, no valor de R$ 40 milhões e com spread médio de 4,3%.
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Caso GPA
A gestora informou que não tinha o GPA em carteira.
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