A gestora descreve a pandemia como uma fonte de incerteza que poderia persistir por pelo menos mais 12 a 18 meses, enquanto não houvesse vacina ou tratamento eficiente de alcance global. Apesar do pessimismo econômico de curto prazo, esperava que ele fosse substituído ao longo do tempo por maior otimismo, tendo a revolução tecnológica como principal catalisador. A carta identifica mudanças duradouras no trabalho remoto, na digitalização do consumo e dos serviços e na relevância do ESG. Também prevê menor utilização de espaços físicos e expansão acelerada das operações online.
No segundo trimestre de 2020, a gestora continuou aumentando Natura e elevou LOG de 1,1% para 2,6% e Cogna de 1,3% para 2,5% do portfólio. Reduziu Banco do Brasil de 8% para 6,4%, Petrobras de 6,8% para 6% e CCR de 5% para 4,5%. Voltou a investir em Via Varejo, adicionou Cyrela e Alper e zerou Tegma, além de ter aumentado Light durante a queda do mercado. A posição em caixa caiu de cerca de 10% para 4% à medida que surgiram oportunidades de investimento.
A carteira foi apresentada como equilibrada entre empresas antifrágeis, casos de Deep Value e companhias de crescimento a preço razoável. Com taxa de desconto de 11% ao ano, a gestora calculava potencial de valorização pouco acima de 30% e retorno projetado de 12,5% a 13% ao ano. Entre as teses, Natura se beneficiaria da digitalização e das sinergias com a Avon; Petrobras, da venda de ativos e do foco no pré-sal; Light, de melhorias de gestão e operação; e LOG, da demanda por galpões logísticos. Via Varejo, Cogna, Cyrela, Banco do Brasil e BRF também foram justificadas por vetores específicos de digitalização, estabilização, juros, eficiência ou crescimento de longo prazo.
A própria gestora ressalva que a avaliação da carteira é bastante sensível à taxa de desconto: em um cenário de deterioração, com o juro longo em 9% e taxa de desconto de 13%, estimava potencial de desvalorização de aproximadamente 20%. A pandemia mantinha incertezas sobre consumo, perdas e inadimplência no setor de distribuição de energia, além de poder elevar no curto prazo as perdas não técnicas da Light. A carta também reconhece o declínio de muito longo prazo dos combustíveis fósseis, a pressão das fintechs sobre a rentabilidade dos bancos e os preços elevados de alguns participantes do comércio eletrônico. No caso da Petrobras, o primeiro semestre provavelmente teria grandes prejuízos devido à pandemia, à queda da demanda e ao preço do petróleo.
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A gestora esperava que a incerteza e a mudança de hábitos trazidas pela pandemia permanecessem por pelo menos mais 12 a 18 meses, enquanto não existisse vacina ou tratamento eficiente e comprovado de alcance global.
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Pessimismo econômico
O cenário econômico era de pessimismo, mas a gestora esperava que ele fosse substituído ao longo do tempo por maior otimismo, tendo a revolução tecnológica como principal catalisador.
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Revolução digital
A pandemia acelerou fortemente a digitalização do varejo e dos serviços, e a gestora esperava menor utilização de espaços físicos nos cinco a dez anos seguintes.
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Trabalho a distância
A gestora avaliava que o trabalho a distância não havia reduzido a produtividade e esperava um contingente maior de pessoas trabalhando e passando mais tempo em casa.
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Foco no ESG
A pandemia e a preocupação das novas gerações com questões ambientais e sociais tenderiam a acelerar o uso e o foco em ESG nos investimentos.
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Consumo em casa
A permanência maior em casa favorecia investimentos em internet, materiais de construção, melhorias residenciais e eletroeletrônicos.
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A carteira foi estruturada entre empresas antifrágeis, casos de Deep Value e empresas de crescimento a preço razoável, reunindo negócios com vetores de desempenho distintos.
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Valuation da carteira
Com taxa de desconto de 11% ao ano, a gestora calculava potencial de valorização pouco acima de 30% para a carteira e retorno projetado de 12,5% a 13% ao ano.
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Tese de Natura
A tese de Natura combinava a rápida digitalização das consultoras, o caráter defensivo de cuidados pessoais e as sinergias e a reestruturação operacional esperadas com a Avon.
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Tese de Petrobras
A tese de Petrobras estava centrada na venda de ativos pouco rentáveis, na redução do endividamento e no foco no pré-sal, o que deveria elevar lucratividade e margens e aproximar sua avaliação das concorrentes globais.
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Tese de Light
A tese de Light permanecia ancorada em melhoria de governança e gestão, redução de risco no balanço, múltiplos descontados, melhoria operacional e uma possível venda futura da empresa.
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Tese de LOG
A LOG era vista como bem posicionada diante da forte demanda por áreas logísticas, com balanço sólido, modelo integrado e plano de praticamente dobrar sua área bruta locável própria em cinco anos.
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Tese de Via Varejo
A recompra de Via Varejo foi motivada pelo crescimento aproximado de 300% do comércio eletrônico em maio e pela capitalização de cerca de R$ 4 bilhões, que mitigaram preocupações com a execução e a estrutura de capital.
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Tese de Cogna
A gestora esperava estabilização do efeito desfavorável do FIES a partir de 2021, além de possível liberação de valor pelo IPO da Vasta e impulso ao ensino a distância durante a pandemia.
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Tese de Cyrela
A tese de Cyrela combinava histórico longo, balanço confortável, diversificação e benefício da queda das taxas de financiamento imobiliário; a compra foi feita próxima do valor patrimonial após a crise.
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Banco do Brasil
Embora não fosse entusiasta do setor bancário, a gestora via no Banco do Brasil oportunidades de redução de custos, aumento de eficiência e desconto significativo em relação aos bancos privados.
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Tese de BRF
A tese de BRF se apoiava na atratividade de longo prazo da proteína de frango, no aumento do consumo na China e na expectativa de ganho de participação por empresas brasileiras com rastreabilidade, ESG e certificações.
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A avaliação da carteira era sensível ao cenário econômico e à taxa de desconto: com juro longo de 9% e taxa de desconto de 13%, a gestora estimava potencial de desvalorização das cotas de aproximadamente 20%.
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Incerteza da pandemia
A gestora esperava um período prolongado de incerteza e mudança de hábitos enquanto não houvesse vacina ou tratamento eficiente e comprovado de alcance global.
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Riscos da Light
No curto prazo, a Light e o setor de distribuição enfrentavam incertezas relacionadas à queda do consumo, às perdas e à inadimplência, e o desemprego poderia aumentar as perdas não técnicas durante a pandemia.
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Riscos da Petrobras
A Petrobras enfrentava resultados fracos no curto prazo devido ao preço do petróleo, enquanto no longuíssimo prazo a sociedade buscaria consumir menos combustíveis fósseis.
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Disrupção nos bancos
A gestora avaliava que a disrupção tecnológica promovida pelas fintechs atacaria a rentabilidade de várias unidades de negócios dos bancos.
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Preços do e-commerce
Magalu e B2W eram vistos como precificados quase para a perfeição, o que explicava a ausência de Magalu no portfólio.
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A gestora reduziu significativamente a posição em caixa, de cerca de 10% para 4%, conforme encontrou oportunidades de investimento durante o trimestre.
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Posições aumentadas
A posição em Natura continuou sendo aumentada, enquanto LOG passou de 1,1% para 2,6% e Cogna de 1,3% para 2,5% do portfólio.
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Novas posições
A gestora voltou a adicionar Via Varejo ao portfólio e também adicionou Cyrela e Alper.
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Posições reduzidas
Banco do Brasil foi reduzido de 8% para 6,4%, Petrobras de 6,8% para 6% e CCR de 5% para 4,5%.
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Saída de Tegma
A posição em Tegma foi zerada no segundo trimestre de 2020.
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Posição em Light
A gestora aproveitou a queda do mercado para aumentar a posição em Light, na qual investia desde o início de 2019.
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